100º Tour de France V
Por Eduardo Louro
Rui Costa ganhou, na chegada a Gap, a etapa de hoje do Tour, a 16ª. Integrou a fuga do dia, num grupo de perto de vinte corredores e, na altura certa, lançou o ataque certo. E certeiro!
Depois do acidente de sexta-feira, e do descalabro de domingo, Rui Costa teria de mudar rapidamente a agulha. Sem aspirações na classificação geral, uma vitória numa etapa - numa equipa que ainda não vencera nenhuma - passava a ser o objectivo. E já não havia muito tempo, nem sobravam oportunidades para isso. Era hoje, numa etapa que, não sendo de alta montanha, era de montanha. Uma montanha que teve espectacularidade no ataque de Rui Costa, mas também nos ataques de Contador, qua atacava ali o segundo lugar, se bem que tivesse sido Froome, de novo sozinho, a responder. De tal forma que viriam ambos a cair, já na descida para a meta, e a terem de cooperar ambos para recolar ao grupo dos primeiros da geral, que chegaria doze minutos depois do Rui Costa.
Tinha de ser hoje. E foi. E não certamente por ter sido ali, também em Gap, que o outro português do pelotão - o Sérgio Paulinho de quem nunca se ouve falar - ganhou em 2010. Mas pode bem ter sido por ontem, no dia de descanso, ter sido dado como o ciclista mais popular do pelotão. Popularidade - disse-se - medida pelo número de cartas de incentivo que recebe. Estranha - ou talvez não - esta forma de medir a popularidade... Certo é que a popularidade também ajuda a empurrar. Não é só a noblesse que oblige!