Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

TEORIA DA RELATIVIDADE

Por Eduardo Louro

 

Sou daqueles que olham para o mundo, para as grandes e as pequenas coisas que nos envolvem, cercam e acontecem, à luz de uma certa concepção de relatividade.

Já perceberam que, ao contrário do que o título sugere, não me estou a referir à teoria que elevou Einstein ao topo dos topos reservados aos seres humanos. Refiro-me à dimensão da relatividade das coisas, afinal a mesma noção de relatividade que Einstein enunciava a propósito da sua própria Teoria. Da outra, da famosa Teoria da Relatividade!

Dizia ele, pouco antes da sua morte e projectando-se para além dela, que se a sua Teoria da Relatividade viesse a confirmar-se certa, a Alemanha diria que ele era alemão e a França declará-lo-ia cidadão do mundo. Mas que, se estivesse incorrecta, a França diria que ele era alemão e a Alemanha que ele era judeu!

Penso que encontramos aqui uma outra teoria da relatividade. Que não tendo a relevância científica da outra – que, felizmente para ele, para os alemães, para os franceses e para todos os outros, estava certa – tem a dimensão das coisas simples que se tornam lições de vida.

Olhar o mundo e olharmos para os outros desprendidos do definitivo e do absoluto e presos ao relativismo não nos abre apenas a imaginação. Abre-nos ainda as perspectivas do campo de acção mas, acima de tudo, abre-nos à tolerância.

Nada nos desenvolve mais o espírito de tolerância que a capacidade de relativizar. Nada mais nos aperta, condiciona e limita que a incapacidade de fugirmos ao lado decisivo, incondicional e absoluto de qualquer perspectiva da realidade. A incapacidade de reagir à ditadura do determinismo!

Tudo isto me foi sugerido pelo “O Discurso do Rei”, o filme de Tom Hooper recentemente estreado em Portugal e apontado como a grande estrela da próxima noite dos Óscares. O maior hino à capacidade de relativizar que já testemunhei!

Enquanto o Rei Jorge VI discursava anunciando ao povo a segunda grande guerra, quando as bombas já se ouviam, nos bastidores do discurso, ele próprio e a multidão do seu staf travavam uma batalha muito mais importante.

Quando chegar ao fim de um discurso é mais importante que o seu conteúdo, e quando esse é a segunda guerra mundial, encontramos o melhor exemplo da relatividade das coisas!

A mãe da tolerância, acho eu!

 

Comentar:

Mais

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics