Cristiano Ronaldo é o melhor do mundo. Mas Yup Heynckes também...
Por Eduardo Louro

Nunca numa gala da FIFA tanto se falou português. Se calhar nunca se falou tanto em português numa gala internacional de dimensão planetária…
Cristiano Ronaldo conquistou a bola de ouro, foi declarado o melhor do mundo, como todos desejávamos. Mas não foi por isso que tanto se falou em português. Nem por isso nem por ele, até porque falou pouco: chorou mais do que falou. Nem por Eusébio, que a FIFA num acto falhado pretensamente homenageou: uma vergonha! Nem por Matic, que ainda joga no Benfica, ao serviço de quem marcou - ao Porto, pois claro – um dos três melhores golos do ano, ao lado dos golos de Neymar e Ibrahimovic (que, com o seu fabuloso pontapé de bicicleta, ganhou) pelas respectivas selecções. Nem pela bola de ouro de prestígio de Pelé, tipo prémio de carreira ou honoris causa, que falou em inglês.
Foi apenas pela mega promoção do mundial do Brasil em que a FIFA transformou aquela gala. Por isso por lá desfilaram muitos brasileiros e brasileiras que, ao contrário de Pelé, falaram em português!
Mas esta gala da FIFA não fica na minha memória apenas por se ter falado muito em português. Nem pela lástima que constituiu a suposta homenagem a Eusébio. Nem pela segunda bola de ouro do fenómeno português. Nem pela cara bonita da Irina, a contrastar com a do Cristiano lavada em lágrimas. Fica na minha memória porque disse que o melhor treinador do mundo é um tipo que, há pouco mais de uma dúzia de anos, achava que o João Pinto não era jogador da bola, que já não prestava para o Benfica…
O treinador que foi cúmplice de Vale e Azevedo é o melhor do mundo. Não me conformo com isso!