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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

CONTRA-ATAQUE

 

Por Eduardo Louro

O debate de ontem, entre Portas e Louçã, não trouxe grandes novidades. Foi um debate morno e cordato, como que sujeito a um pacto de não agressão. Normal e perfeitamente previsível: não havia ali eleitorado em disputa! As preocupações de cada um viram-se para outros lados, os adversários directos não estavam ali à sua frente!

Veio de fora do debate – chamemos-lhe assim – a novidade maior: a reacção de Portas ao anúncio de Passos Coelho de que não contassem com ele para formar governo se não ganhasse as eleições.

Foi forte o ataque que Portas desferiu contra esta posição do líder do PSD, realçando um dos grandes – se não mesmo o maior – paradoxos da actualidade política: para o CDS o PSD é simultaneamente o seu adversário principal e o seu aliado principal. Esta é uma contradição insanável, com a qual se terá de começar a lidar com pinças!

Disputando o mesmo mercado, e sem que tenham avançado para uma coligação pré-eleitoral – que o próprio sistema eleitoral favorecia – são muitos os conflitos de interesses. E é grande o cuidado exigido na sua gestão!

Esta posição de Passos Coelho é apenas um deles. Quando diz que não será primeiro-ministro sem ganhar as eleições faz (bem) o seu papel, transmitindo ao eleitorado a mensagem clara que, para afastar Sócrates do poder, é preciso votar PSD. Não basta não votar PS e votar CDS não resolve o problema!

Por isso Portas a ataca. Não pode sentir-se confortável nesta posição do seu parceiro/adversário e não pode deixar de atacar uma posição que representa um forte obstáculo às suas ambições de crescimento e de alargamento da sua capacidade de influência no futuro governo.

A arma que Portas escolheu para esse ataque é que é deveras interessante, e a maior novidade proveniente do debate de ontem: tem a ver com a solidão e com o isolamento de Sócrates. Passos Coelho já tinha deixado claro que não governaria com Sócrates, posição que Portas não tinha acompanhado claramente. Era mesmo voz corrente, cada vez mais notada, que Portas estaria a jogar nos dois tabuleiros, não deixando de piscar o olho ao PS. Quando, e raramente o foi, questionado directamente sobre isso Portas refugiava-se no facto de ter sido ele, há um ano atrás, a dizer ao primeiro-ministro para se ir embora. Mas nada mais que isso, ou não fosse ele o mestre da ambiguidade na política nacional!

Pois! Ontem Portas disse, finalmente e com todas as letras, que não governaria com Sócrates. Foi essa a arma que escolheu para desferir o contra-ataque ao ataque de Passos Coelho, com esta mensagem para o eleitorado que disputa com o PSD: podem votar no CDS sem qualquer receio porque esse voto nunca servirá para dar a mão a Sócrates. Votem à vontade no nosso mérito, nas nossas convicções e na nossa equipa porque, mesmo que o PS ganhe as eleições, Sócrates nunca conseguirá formar governo. E o PSD não tem alternativa, se não ganhar as eleições constituirá maioria connosco!   E nem o país nem o presidente lhe perdoariam que não formasse governo!

Voilá…

 

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