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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

VALE TUDO?

Por Eduardo Louro

 

Já deu para perceber que para Sócrates, nesta campanha, vale tudo. Já se tinha percebido que para ele vale mesmo tudo, que é dos que não olham a meios para atingir os seus fins. Se isso não fizer parte do seu ADN faz pelo menos parte da sua história pessoal. Não é preciso recordar nenhuma das múltiplas trapalhadas que lhe ensombram o currículo para perceber isso!

Não tenho grandes dúvidas que nestas duas últimas semanas de campanha, e com o desespero a subir em flecha, surgirão mais, e provavelmente mais deprimentes, demonstrações de que Sócrates não conhece os limites da decência quando em causa está a preservação do poder. Transformou-se num alucinado pelo poder que perdeu por completo qualquer sentido de decência!

Percebeu-se isso claramente quando, no debate com Passos Coelho da passada sexta-feira, recorreu à leitura de passagens de um Relatório do Conselho de Administração integrante do Relatório e Contas de uma empresa onde, pelos vistos, o agora candidato do PSD exercia funções de administração.

Esse relatório, peça do modelo de prestação e apresentação de contas das sociedades anónimas, sendo um documento público não é mais do que isso: um documento de apresentação de contas de uma empresa privada! É um relatório institucional que segue um modelo e uma estrutura convencional, onde um dos capítulos se dedica precisamente à caracterização do meio institucional e macroeconómico, aquilo que constitui o contexto em que a empresa desenvolveu a actividade cujas contas estão em apresentação.

É um documento do foro empresarial subscrito por um colectivo, um órgão colegial de gestão de uma empresa. Não é um texto de opinião! Nem é um manifesto!

Percebendo isto, toda a gente percebe que não se encontra qualquer explicação, que não o desespero de Sócrates, para ir procurar a um documento destes aquilo que pretendia transformar numa defesa da sua tese de responsabilização da crise internacional, para a sua própria desresponsabilização. Não é sério, não é decente, nem é aceitável!

Não deve nem pode valer tudo, e eu acho muito estranho que nenhuma comunicação social se preocupe com isto. Não é aceitável que os media não tenham feito eco da ilegitimidade e da indecência da utilização daquele truque!

Mas Sócrates não perdeu tempo e voltou rapidamente a mais demonstrações de que, para ele, vale mesmo tudo. O fim-de-semana foi em cheio. Já não bastava o que tinha feito com as Novas Oportunidades, com o arregimentar de centenas de pessoas para utilizar como figurantes em comícios da especialidade. Agora, não sei se por descuido, se por total cegueira – o desespero cega – não houve pejo em encher ontem a Praça do Giraldo, em Évora, ou hoje a Praça da Câmara Municipal em Castelo Branco, com indianos, africanos e chineses – em boa parte vestidos a rigor com os seus trajes naturais, para que não subsistissem dúvidas – que nem português falavam.

Com tão flagrante exotismo era impossível que a Comunicação Social não desse nota desta tão desavergonhada quão deprimente prova de que para Sócrates vale tudo. Esta, ao contrário da anterior, não passou em claro. Todos tivemos oportunidade de ver até onde Sócrates consegue ir. E, quem não sabia ficou a saber, que Sócrates acha mesmo que somos todos burros…

Não lhe basta deixar um país de pobres e desempregados de mãos estendidas à esmola e à caridade do mundo. Não, como se tudo isso não chegasse, ele acha ainda que nos transformou num país de burros. Tão burros que, acredita, não somos capazes de perceber que não vale tudo!

 

 

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