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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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ABORTO: O PROBLEMA NACIONAL

Por Eduardo Louro

Não fosse dramática a situação que atravessamos e esta campanha eleitoral seria motivo de hilariante gargalhada colectiva capaz de se ouvir no outro lado do mundo.

Ninguém fala dos juros que não vamos ser capazes de pagar, da recessão de dois anos que temos pela frente ou da catástrofe da Grécia, a mostrar-nos -a cores e ao vivo – o futuro que temos como certo já ao virar da esquina. Ninguém nos diz nada sobre o caminho que esta União Europeia está a tomar, agora pendurada das garras da Alemanha de Merkl. Ninguém se preocupa com o que tem vindo a lume sobre as SCUTS e as suas PPP. Sobre a estratégia para vencer a batalha da produtividade que nos garanta capacidade competitiva para poder crescer, nada! Ninguém se preocupa com isso… Brincam com a já famosa taxa social única (TSU), que a troika impôs sem que, pelos vistos, o governo tenha dado conta. Que o PS diz que é coisa para pensar lá mais para a frente, que agora o que importa é saber onde é que o PSD vai buscar o financiamento para a redução que propõe: se à cerveja, se ao vinho ou se a tudo o que mexa. Que o PSD quer baixar em quatro pontos, mas sem dizer como nem quando. Porque não sabe ou porque não quer que ninguém saiba! Sobre o que o CDS não sabe nada nem quer saber, porque a chuva, mesmo de pingo grosso como a destas trovoadas que por aqui andam, nem sempre molha: às vezes consegue passar-se entre os pingos mais grossos!

Não! Importante mesmo é falar da despenalização do aborto… Este é que é o grande problema do país, já todos o tínhamos percebido!

E pronto, lá foi introduzido mais ruído nesta campanha…

Que toda esta cambada que por aí anda em desfile pelo país entre em delírio e aproveite estes dislates para subir o patamar da barulheira, para que o ruído abafe tudo e não deixe ouvir nem discutir nada do que importa, a gente ainda percebe. O que a gente não percebe é que haja um jornalista – mesmo que da Rádio Renascença - que ache importante esclarecer agora, nesta altura, a questão do aborto. Mas o que a gente não entende de todo é que Pedro Passos Coelho não consiga perceber que só tinha uma resposta a dar. Esta e mais nenhuma: “ A questão da IVG não está neste momento na ordem do dia, passe à pergunta seguinte…”

Já basta de se pôr a jeito! Um dia destes deixamo-lo cair do colo…

 

 

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