Já não há festa na Luz!

Começo pela Luz, pela Catedral. Comemorava o 14º aniversário, mas sem festa, que as coisas não estão para festas. E longe de estar cheia, como ainda há pouco sempre estava. Tudo se paga, e o que se está a passar no futebol do Benfica paga-se também na participação dos adeptos. Já não há colinho, já lá vai esse tempo...
Não há retoma nenhuma. Queríamos muito que houvesse, mas não há. Está tudo na mesma, só que cada vez mais incompreensivelmente. A mesma coisa: a equipa entra bem, procura o golo que invariavelmente alcança, e depois ... acaba. Acaba à meia hora, como no domingo passado, como acaba no primeiro minuto, como já aconteceu. Hoje acabou aos 10 minutos, por Jonas, como (quase) sempre!
É uma fatalidade. Até os adversários já sabem que é assim. Jogam fechados e sem qualquer ambição até sofrerem o golo, e soltam-se logo depois. Vêm para a frente, ganham bola, ganham livres, ganham cantos...
O Feirense até parecia que ansiava pelo golo do Benfica para poder sustentar os tais 50% de favoritismo que o seu treinador dera por garantido.
Nos 35 minutos que então teve pela frente na primeira parte, o Feirense não equilibou apenas o jogo. Foi claramente melhor. E continuou melhor na primeira meia hora da segunda, com dois bons remates, muito bem defendidos pelo miúdo que está na baliza do Benfica, que continuava sem futebol, sem intensidade, sem chama, e permitindo que os adversários chegassem sempre primeiro à bola.
No último quarto de hora o Benfica voltou a superiorizar-se, criou até três ou quatro oportunidades. Mas até isso não deu para mais que reforçar a falta de qualidade e de confinaça que marca a equiipa, com finalizações escandalosas. E falando em finalização tem que se falar dos que estão e dos que não estão. Tem que falar de Mitroglou, e tem que dizer que Seferovic desapareceu, e já não existe. E que o Raul, enfim... E falando de jogadores tem que falar da insistência em Salvio, e de Zirvkovic na bancada. E do que Rui Vitória vê em Filipe Augusto que não vê em krovinovic ou mesmo em João Carvalho. Ou que não viu em André Horta...
Do mal, o menos. Ao ter conseguido voltar a pegar no jogo na parte final, para além do próprio peso das últimas imagens, o Benfica livrou-se - e livrou os adeptos - do pesadelo dos últimos minutos. Em boa verdade o espectro do empate não passou pela Luz no último quarto de hora.