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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Não sei o que se anda a passar na bloga, mas coisa boa não é. Assim de repente começam a desaparecer blogues como se coisa má lhes estivesse a dar. Em poucos dias foi-se o Arrastãoo nosso 2711 e, agora, o Declínio & Queda

Sabe-se como os blogues são parecidos com o mar – são de levas, de ondas. De mar e mar, de ir e voltar…

Mesmo assim, mesmo que uns caiam aqui para se levantar ali, não é bem a mesma coisa. Acabamos sempre por sentir falta dos que se ficam… Que é como quem diz, dos que partem!

 

Adversários difíceis

O Benfica fez mais um jogo fraquinho, esta noite, com o Toulouse, uma equipa que anda pelos últimos lugares do campeonato francês, e que se apresentou na Luz nessa condição, exactamente como fazem as equipas do campeonato português que lutam pela fuga ao últimos lugares.

Não deveria, até por isso, ser novidade para o Benfica. Não havia razão para qualquer tipo de surpresa, e a equipa deveria estar mais que preparada para enfrentar o tipo de dificuldades que na realidade a equipa francesa lhe colocou. 

O problema é que o Benfica já só sabe jogar de uma única forma, e sempre sem velocidade, sem intensidade, sem profundidade, sem linha de fundo. E assim todos os adversários são difíceis, como invariavelmente Schmidt declara.

Não. Este Toulouse não é um adversário difícil, o Benfica é que o tornou, como repetidamente vem fazendo, em mais um adversário difícil. 

Na primeira parte o Benfica criou apenas duas oportunidades para marcar. Primeiro num belo remate de Rafa, que terminou com a bola no ferro do ângulo superior direito da baliza do jovem (18 anos) guarda-redes francês, completamente batido. E, depois, praticamente no último lance, num remate de João Mário, a concluir a melhor jogada que construiu em todo o jogo. Pouco, muito pouco!

Esperava-se que tudo mudasse na segunda parte. Mas o que mudou foi que o Toulouse percebeu que o Benfica estava a jogar tão pouco que acreditou que dificilmente perderia este jogo. Era só deixar passar o tempo, que continuadamente foi queimando, e ir acumulando faltas, sempre com a complacência do árbitro. No Benfica nada mudou. 

Continuou sem agressividade, sem velocidade e a tentar entrar na área pela zona central, onde os jogadores da equipa francesa montavam uma autêntica muralha de pernas. Até que, finalmente num cruzamento para a área, e já com Neres (em vez de João Mário) e Bah (no lugar de Aursenes que, com a saída de Carreras, passou para a esquerda)  em campo, a darem um safanãozito no jogo, um jogador adversário saltou com a mão a uma bola. O penálti era claro. Tão claro quanto disparatado. Mas o árbitro não o viu. Não deve mesmo ter visto porque foram precisos três minutos para o VAR o convencer a ir verificá-lo nas imagens. 

Di Maria converteu-o em golo e, como habitualmente, pensou-se que o mais difícil estava feito. Que a partir daí tudo mudaria. Mas não, outra vez. Bastaram pouco mais de 5 minutos para os franceses empatarem, ao segundo remate que fizeram à baliza, na ressaca de uma bola que subiu até ao céu dentro da área de Trubin, com toda a defesa "a olhar para o balão". Caricato. Mas intolerável, para profissionais.

No quarto dos 7 minutos de compensação - só no penálti passaram mais de quatro, o resto ficou por conta das substituições, sem que nada sobrasse para compensar o tempo queimado pelos jogadores do Toulouse a cada reposição de bola, onde quer que fosse - surgiu o penálti salvador (numa pisadela a Marcos Leonardo que, em mais uma substituição estrondosamente assobiada, tinha entrado para o lugar de Arthur Cabral) que Di Maria voltou a converter. E que valeu a vitória. Justa - talvez a derrota do Toulouse seja mais justa que propriamente a vitória do Benfica - mas que não esconde a realidade que o Sr Schmidt teima em negar.

Pior que esta negação da realidade só as tochas que uns energúmenos voltaram a lançar lá do topo deles. Como pode haver quem queira tanto mal ao Benfica?

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Já se percebeu que, mesmo que o PS venha a ganhar as europeias que estão aí à porta, Seguro já as perdeu.

As eleições de Maio para o Parlamento Europeu eram, para Seguro, uma espécie de primárias internas. Não estará em palco nas legislativas do próximo ano… Resta saber quando é que António Costa terá que se chegar à frente…

Há muito que Seguro perdera o pé. Agora afundou-se!

Certamente por acaso

Debates - Legislativas 2024 - Informação - Entrevista e Debate - RTP

Os debates lá vão seguindo, e deixando indicações. E não, não me estou a referir às "tareias" que o André Ventura vai somando - o homem já está grogue, perdido, de cabeça às voltas, ansiando que isto acabe, e que chegue depressa o dia 10, para depois dizer que as mesas de voto estavam cheias de comunistas e socialistas a pôr cruzes nos votos em branco, e rabiscos nos do seu partido, para contarem por nulos.

Estou a referir-me à discrepância de tempos entre uns debates e outros. Aos vinte e poucos minutos de uns - por acaso, certamente que por mero acaso, entre os candidatos da esquerda - e os quarenta de outros. Evidentemente que também por mero acaso, como aconteceu naquele entre Montenegro e Ventura. E à moderação dos moderadores, como João Adelino Faria, da estação pública. Que acha que tem mais a dizer que os debatentes, e que se acha dono da importância do que há a debater. 

Que acha - e nisso não é infelizmente o único - que os temas importantes se esgotam na imigração, na segurança, e na corrupção. Por acaso, certamente que por mero acaso, são os únicos que interessam a um certo protagonista. Quando por acaso, certamente que por mero acaso, os imigrantes são hoje decisivos na contribuição para a Segurança Social, o país está entre os mais seguros do mundo e é, também por isso, cada vez mais procurado por reformados provenientes dos mais ricos e desenvolvidos países do planeta. E está até abaixo da média europeia no Índice de Percepção da Corrupção

Também será certamente por mero acaso que não encontram importância alguma no escrutínio das actividades, seja como forma de vida, seja como acção política, dos candidatos do partido do mesmo certo protagonista. Nós lá vamos sabendo de algumas, mas tem de ser por outras vias. Pelas televisões é que não!

 

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Vamos então por partes: o tribunal absolveu todos os dez arguídos, com o argurmento que o Estado português  “dispunha de meios de controlo” do contrato de contrapartidas assinado com um consórcio alemão pela venda dos dois submarinos a Portugal e “podia renunciar à transacção”. Quer isto dizer que não há criminosos naquela gente, que há é negligentes, se não criminosos, no Estado português. Há, portanto, que passar à parte dois, que dar o passo seguinte.

Fiquemos então à espera que tenha sido tirada a correpondente certidão!  

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Provavelmente por razões de inconseguimento, a senhora que personaliza a segunda figura do Estado tornou-se na primeira figura do ridículo. Depois de, sem pés nem cabeça, no próprio dia da sua morte, sugerir o recurso ao mecenato para trasladar os restos mortais do Eusébio para o Panteão Nacional, ei-la a recomendar idêntica receita para as comemorações do 25 de Abril.

Na ocasião da morte do Eusébio foram os próprios serviços do órgão a que preside a vir a público corrigir-lhe os números disparatados, transformando-lhe a ideia patética em mais um inconseguimento. Desta vez foram os próprios grupos parlamentares a ditar-lhe novo e traumático inconseguimento!

Foi-se o chamite, foram-se os cravos da nova coqueluche do regime, foi-se o mecenato, mas ficou o inconseguimento. Mais um. E mais uma pérola redentora na bissectriz dos afectos!

Utopia no charco

Pelo segundo ano consecutivo o Benfica deixou dois pontos em Guimarães. Na época passada, os primeiros. E, lembramo-nos bem, na primeira exibição falhada. Ontem, em dia de recordar Feher, vinte anos depois daquele seu último sorriso,  à 21ª jornada, o 11º, na enésima exibição falhada.

A exibição falhada de ontem não tem, no entanto, nada a ver com a do ano passado. Como a equipa vitoriana deste ano não tem nada a ver com a de então, quer no que joga, quer na classificação que ocupa. Esta equipa de Guimarães ganhou ao Sporting - igualando o que só o Benfica tinha conseguido - e deu um "banho de bola" ao Porto, que só ganhou esse jogo por milagres do Diogo Costa.

Da exibição falhada de ontem pode falar-se do estado do relvado que, transformado num autêntico pantanal - provavelmente com outro adversário o jogo não se teria realizado ou, pelo menos teria sido interrompido na primeira parte - tornou difícil jogar futebol. É certo que o estado do relvado era igual para ambas as equipas, mas mais igual para uma que para outra.

Do que não pode deixar de se falar é da opção de Roger Schmidt deixar três pontas de lança no banco, e de escolher jogar sem nenhum. Seria sempre estranho, mas ainda se poderia fazer um esforço de interpretação da ideia do treinador se o campo estivesse em bom estado, e permitisse sustentar uma estratégia de ataque móvel para um jogo de transições rápidas, como se sabe a ideia de jogo mais atractiva que Schmidt tem para apresentar. Naquelas condições do relvado isso era mais que utopia. Era cegueira!

O jogo rapidamente mostrou essa cegueira, com a ala esquerda (Morato, já nem sabe defender e João Mário já não dá para entender, e pior ainda naquelas condições do terreno) desastrada, e os jogadores a jogar como se pisassem o esplendor da relva. Como jogam sempre, os mesmos de sempre, da única forma que conhecem, mesmo se em vez de relva tivessem de jogar num charco. Já se tinha dado conta que nunca há plano B perante contrariedades próprias do jogo. Ontem ficamos a saber que nem perante a impraticabilidade do relvado.

E isso é ainda mais preocupante que os dois pontos ontem deixados em Guimarães.

Porque, nesta altura, ninguém saberá se foram dois pontos perdidos ou um ganho. Ganho pelo Trubin, e pelas substituições que aligeiraram os equívocos iniciais. Poderá sempre dizer-se que afinal o resultado foi o mesmo: que o Benfica empatou (1-1) a primeira parte, sem ponta de lança; exactamente como na segunda, já com dois. Mas, para ser verdadeiro, o golo de Rafa, para empatar a primeira parte, cinco minutos depois do penálti sofrido, aconteceu na única oportunidade de golo então construída. Já o de Cabral, que estabeleceu o empate final, foi consequência de qualquer coisa mais continuada. E, mesmo sem, à excepção da posse de bola, nunca se superiorizar claramente ao adversário - rematando bem menos e não tendo construído mais oportunidades de golo - ainda assim, foi pelo que fez na segunda parte, que o Benfica justificou o empate.

Campeão do Mundo

Em Doha, Diogo Ribeiro sagrou-se campeão do mundo dos 50 metros mariposa, e alcançou, aos 19 anos, a primeira medalha de ouro da natação portuguesa, feito considerado inalcansável antes do surgimento deste menino prodígio da natação, do Benfica.

Será provavelmente a primeira de muitas. Parabéns Diogo!

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Enquanto na Fundação Champalimaud, chefes de Estado (do nosso, do italiano e do espanhol) e ministros do governo português (curiosamente todos do CDS), no encerramento do IX Encontro da COTEC Europa, falavam de inovação e desenvolvimento, de educação e formação, e de reindustrialização e mão de obra qualificada, no Tramagal, em visita à unidade onde dantes se fabricavam as famosas Berliet - Tramagal e agora se produzem camions da Mitsubishi, Passos Coelho agradecia à troika, à União Europeia e ao FMI por term trazido o país até aqui, a este momento brilhante da vida dos portugueses: os portugueses vivem hoje mais de acordo com as possibilidades do país - rematou, diria que eufórico!

Não deixa de ser curioso que Passos Coelho, perante um grande investidor estrangeiro, tenha optado por esta que é a linha - diria que oficial - do seu discurso.  Confirma que é este o seu registo, que é neste papel salazarento que se sente mais confortável, não se importando nada de deixar para os ministros do CDS o palco e os temas da COTEC. Afinal de acordo com as suas possibilidades...

 

Há 10 anos

RECORDAR | EducaSAAC

Começo por dizer que só tenho motivos de congratulação. Congratulo-me pelo impedimento da realização do jogo, no domingo. Uma grande decisão, tomada exactamente na hora certa. Congratulo-me pela realização do jogo, do grande derbi do país, do grande derbi do povo, mas acima de tudo pela forma como foram superadas algumas tentações, muito alimentadas por muita gente, mesmo por quem não deveria ter nada a ver com isso. Congratulo-me pelo grande jogo a que assistimos. Por não se ter dado pela arbitragem, nem ninguém a ir buscar para ensombrar a crónica superioridade do Benfica. E, evidentemente, pela grande, clara, mas escassa vitória do Benfica!

E saliento exactamente isso. Quem tivesse chegado de Marte e tivesse visto o jogo não acreditaria que aquelas duas equipas estavam a disputar o primeiro lugar do campeonato nacional. O resultado acabou mesmo por ser a melhor coisa que aconteceu ao Sporting!

Podem dizer que o Leonardo Jardim se estendeu ao comprido, e que é até capaz de ter perdido hoje o estado de graça. Mas a verdade é que, não tivessem os jogadores do Benfica privilegiado a nota artística, e talvez tivessem atingido uma marca histórica. Que, pelo fair play manifestado hoje pelo presidente e pelo treinador do Sporting, seria quase injusto.

Para a história ficará o fantástico golo e mais uma enormíssima exibição de Enzo Perez. Não se vê em nenhuma das grandes equipas da Europa um jogador como este. Espero que continuem sem reparar nele porque, esse sim, é insubstituível!

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