Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Debates - Três jogos, mas um foi para a Taça

Visão | Debates Legislativas: Rio quis que lhe lessem nos lábios o que não  tinha para dizer e deixou líder do BE gabar-se das contas do Governo

 

A jornada de hoje tinha um cartaz variado, com jogos potencialmente interessantes. Iniciou-se com o jogo entre equipas do mesmo campeonato, de resto o único dos três, mesmo que João Cotrim de Figueiredo diga que não. Ou que não é bem, mesmo que a Iniciativa Liberal e o CDS disputem-essa zona classificativa da direita ponto a ponto.

O jogo foi interessante, com o Xicão a insistir no estilo trauliteiro. Até parece que o treinador é o Lito Vidigal, mas a referência continua a ser o coiso. Já se percebeu que não tem outra táctica, com um sistema de jogo muito virado para trás. Nada para a frente, e deixa claro que dificilmente deixará a rectaguarda da tabela. Tão retrógrado, dificilmente poderia ser de outra forma. Ao contrário, Cotrim de Figueiredo apresentou-se com um jogo mais arejado, e mais virado para a frente. E mais tranquilo, também. O que fez toda a diferença, e por isso ganhou claramente..

O segundo do dia era um jogo entre equipas de campeonatos bem distintos. Parecia mais um jogo da Taça, e aconteceu Taça. Ganhou o mais pequeno. Rui Rio voltou a não jogar bem. E quando se não joga bem, o mais provável é perder-se. Entrou praticamente com um auto-golo, numa jogada demasiadamente repetida para ser por acaso. É aquela de fazer do coiso uma coisa normal. Uma jogada ensaiada nos Açores, há pouco mais de um ano, trazida a jogo anteontem, e repetida hoje. 

Em vez de defender a bola da prisão perpétua, nem que fosse a chutar para canto, agarrou-a com as duas mãos para normalizar o coiso. "O Chega não quer a prisão perpétua, mas uma coisa mitigada"! Não foi penalti, mas entrou com a bola nas mãos pela baliza dentro. E ficou baralhado: "sou católico, mas não sou crente. Não tenho fé"! 

E entregou o jogo à adversária. Acabou submetido, vergado à verbalização de "estou de acordo consigo". Catarina Martins nem queria acreditar!

A fechar a jornada, um jogo curioso, e de alguma forma surpreendente. Perspectivava-se que o coiso, no seu lamaçal, trucidasse o adversário. Só que o Rui Tavares.já não ia às cegas, e safou-se bem. E acabou por se superiorizar, no jogo jogado. Golos é que não. Mas só porque a bola do Rui Tavares nunca entra. Nem num Livre!

.

Debates - o mesmo lamaçal, mas agora também com poeira ...

Rio rejeita coligação com Chega ″instável″, Ventura admite ″conversar″ para  afastar Costa

 

No campeonato dos debates, ainda na fase inicial  - e são 30 jornadas - coube hoje a Rui Rio deslocar-se ao campo do Canelas. O campo estava hoje um pouco mais seco, o que até deu para, aqui e ali, ser levantada alguma poeira. Mas não deixava de ser o lamaçal habitual. 

Não sei quantos jogos deste campeonato são disputados neste lamaçal. Mas já dá para perceber que o campeonato está claramente desenhado para favorecer quem se mexe melhor na lama. 

Rui Rio passou todo o tempo a desviar-se das caneladas, o que lhe permitiu chegar ao fim sem ter sido completamente amassado. Não marcou, e só não sofreu porque este adversário não vai a jogo para marcar golos. O André, do Canelas, não consegue fazer uma jogada com princípio, meio e fim. Não precisa de marcar golos. Ganha sempre, mesmo sem marcar. E ri, ri sempre, porque sabe que não mata, mas mói!

Rui Rio quis jogar o jogo assim, sem nada fazer para lhe mudar o ritmo e o compasso, vá lá perceber-se por quê... Ao contrário do que sucedera ontem, com a Catarina Martins, foi sempre atrás do jogo do adversário, nunca tomou a iniciativa. E no entanto podia tê-la tomado. Mas não quis levar porrada, preferiu esquivar-se, e saltar o tempo todo. 

E essa táctica deixa sempre espaço aberto para algumas interpretações. E normalmente ninguém aprecia muito quem se furta à luta. Há quem perdoe os quem o fazem por não poder.  Por não querer, é mais difícil haver quem perdoe!

 

Debates - Lamaçal

Jovens do Bloco (@jovensdobloco) / Twitter

 

O segundo debate desta primeira jornada não teve espectáculo. E o jogo foi disputado num autêntico lamaçal, como se esperava. É o terreno de eleição de André Ventura, num jogo de meia bola e força, com entradas por trás e muito jogo subterrâneo, que o árbitro não conseguiu evitar, por muito que tenha tentado.

Catarina Martins sabia que iria encontra estas condições. Preparou-se demasiado para elas. Tanto que acabou por abdicar da sua ideia de jogo, e apareceu completamente descaracterizada. Era tanta a lama que as balizas nem se viam, ficando difícil acertar lá com a bola. Não houve golos, aquele era um jogo que ninguém ganha.

O André Ventura saiu a achar que tinha ganho. Que não marcou golos, mas amassou a Catarina. Saiu a rir.

Mas ele sai sempre a rir. Mesmo quando não se sabe de quê!

O nacionalista Miguel Vasconcelos

O incompreendido Miguel de Vasconcelos | Blog

 

A Espanha celebrou ontem o dia da Hispanidade, na data que assinala a chegada de Cristóvão Colombo à ilha de Guanani, no arquipélago das Bahamas, em 12 de Outubro de 1492. É o "10 de Junho" deles, mas mais à "dia da raça" do que a "dia de Camões de das comunidades".

Pelo menos assim o celebra o VOX. Que reclama a anexação de Portugal e um império com todas as antigas possessões ultramarinas espanholas e portuguesas, com capital em Madrid.

A anexação de Portugal nunca deixou de ser o sonho da direita fascista e franquista espanhola, pelo que não é esta celebração do VOX que surpreende. Até porque nem é a primeira vez que o faz. Nem será a última. Ia dizer que o que surpreende é a vassalagem que o André Ventura lá foi prestar no passado fim de semana. Mas também não, não surpreende nada nem ninguém. Também não foi a primeira vez. Até nas questões mais básicas Ventura é tudo e exactamente o seu contrário.

Nacionalista, patriota e Miguel Vasconcelos, tudo na mesma personagem. Como um fantoche.

 

 

"Chico Esperto"

 

As campanhas eleitorais tendem a aprofundar o que de mais deprimente existe naquilo a que alguns chamam política. 

Ontem, no seu "Isto é gozar com quem trabalha", Ricardo Araújo Pereira caricaturou-nos um primeiro-ministro, na qualidade de líder do seu partido, ao nível do mais rasca vendedor da banha da cobra. Nada a que não estejamos habituados, nele e noutros. 

Não é bonito, nem é digno. Mas de alguma forma já incorporamos estes estereótipos eleitorais. Pode estranhar-se que se transformem campanhas eleitorais em feiras onde aos berros se vende tudo, mas a verdade é que as coisas funcionam assim. Entre umas promessas que nunca são para cumprir, umas aldrabices mais ou menos intencionais, umas sandes de porco assado, umas minis e o barulho de música mal amanhada lá se vão conquistando uns votos.

Não é assim que se faz política. Nem deveria ser assim que se fizessem campanhas eleitorais. Mas quando vimos os candidatos do Chega às Câmaras da Covilhã e de S. Braz de Alportel que o "Isto é gozar com quem trabalha" nos mostrou, perdoamos tudo.

Tínhamos percebido que o André Ventura apostara nestas autárquicas para cobrir todo o território nacional, com vista a somar totais nacionais que lhe sirvam o objectivo primeiro de se encostar o PSD à parede. Tudo o que era preciso era distribuir candidatos pelo país, não importava como nem quem, porque o resto era resolvido com a cara de Ventura em todos os cartazes. Todos serviam - alucinados, idiotas, chalupas, indigentes. Tudo servia como, apesar de tudo o que têm procurado esconder, se tem visto.

O Chega é isto, não é outra coisa. É um "chico-esperto" que aproveita todas as oportunidades do jogo democrático para acabar com a democracia. Mas nem nisso inova. Todos no passado fizeram assim!

 

Gostava de ter escrito isto

Como escrever bem: 39 dicas que você não pode ignorar!

Gostava de ter escrito isto:

"Depois de ser condenado em primeira instância, o Tribunal da Relação confirmou o que já todos suspeitávamos: André Ventura é um criminoso. E o criminoso bem pode ficar incrédulo e desiludido, e fazer o seu teatro calimerico, mas qualquer ser unicelular percebia o óbvio: não podes chamar “bandido” a pessoas que nunca cometeram um crime, entre as quais se incluía uma criança pequena, em prime time e perante uma audiência de milhões, usando essas pessoas como arma de arremesso num debate político. Agora, o arrogante é presunçoso Ventura, mais o seu partido de extrema-direita, terão que pedir desculpa à família Coxi. E o não cumprimento da sentença dará origem a uma multa de 500€ por dia de atraso. E cada reincidência terá o custo de 5000€. Portanto ou pedem desculpa, ou vão à falência, ou fazem como os outros neofascistas europeus e pedem ao tio Putin ou ao tio Bannon para bancar.

O ódio e o extremismo perderam, a democracia e o Estado de Direito ganharam. Venham mais dias assim."

 

João Mendes - Aventar

Violência e hostilidade

A propaganda ideológica da Guerra Fria - Ensinar História - Joelza Ester  Domingues

Foto daqui: https://saalmeida.wordpress.com/tag/comunicacao-social/

 

A violência gera violência. É sempre assim!

É condenável, a violência. Tudo deveria acontecer, apenas e só, no domínio do combate das ideias. O problema é quando elas não comparecem a jogo, e são substituídas pela mentira organizada, pela provocação e pelo insulto. O problema é quando o espaço que deveria ser o do combate de ideias, é substituído pelo da chafurdice imunda. Aí o combate não tem regras. Aí mandam os porcos.

O que ontem aconteceu em Setúbal é condenável. Foi condenado por todos os candidatos, à excepção, ao que se disse, de Marcelo. E foi amplamente divulgado pela comunicação social. Arremesso de pedras, dizem uns. De objectos, dizem outros. A diferença poderá não importar muito, mas é diferente.

Como diferente foi o eco dado pela mesma comunicação social à violência intimidatória sobre os próprios jornalistas, que aconteceu em Guimarães. Houve carros amassados e com vidros partidos. Mas não houve violência, apenas hostilização a jornalistas. A própria reportagem da RTP no local limitou-se à imperceptível nota final que, à chegada ao carro, não tinham pára-brisas. Sem uma imagem, se calhar porque também já não tinham câmara.

O Chega, a campanha, os capangas e os portugueses de bem de Ventura que se movimentam nas malhas do crime não geram violência. Apenas hostilidade!

A comunicação social sempre lhe achou graça. Deu-lhe palco e colo, e trouxe-o até aqui.

 

O mundo de Ventura

Verdades são verdades, não encare como insultos - Home | Facebook

Conhecemos a receita do discurso político do André Ventura: mentir, mentir permanente e sucessivamente,  desdizer-se, é capaz de meter na mesma frase uma coisa e o seu contrário, e fazer do insulto forma de expressão, tudo isto bem misturado em muita e imunda chafurdice.

É uma receita que dispensa o ingrediente principal - as ideias. Não há um pensamento, não há uma ideia, não há um fio condutor... É capaz de dizer coisas em que nem ele próprio acredita, e está já convencido que aquilo resulta, que com essa receita consegue fazer "as papas e os bolos" com que "se enganam os tolos".

A reportagem do Pedro Coelho, da SIC, emitida na terça-feira da semana passada e na passada segunda-feira, mostra mais. Mostra como está rodeado de criminosos, enquanto divide os portugueses entre portugueses bem e criminosos, que só podem estar na prisão, em perpétua. Ou executados pela aplicação da pena de morte.

 Ficou ontem a saber-se ainda que, para Ventura, não há só portugueses de bem e criminosos. Também há avôs bêbados. O Portugal de Ventura, educado como Salazar no seminário, de quem parece contemporâneo, como se o tempo tivesse parado, é composto de portugueses de bem, criminosos e avôs bêbados.  Ao mundo de Ventura acrescenta-se Trump, Bolsonaro e Marine Le Pen, tudo gente de bem, com provas dadas...

 

 

O abraço do urso

Vídeo mostra urso gigante abraçando o homem que salvou sua vida -  GreenMe.com.br

 

De tanto querer inventar, Rui Rio acabou enfiado numa camisa de sete varas. 

Começou por admitir que até daria para qualquer coisa de sério com o Chega, se abdicasse do radicalismo, para acabar três ou quatro meses depois em namoro descarado, já com o André Ventura a pedir-lhe que se radicalizasse com ele. Qual sereia, canta-lhe que abandone o politicamente correcto, e parta com ele a loiça toda na mais trepidante aventura radical. 

E Rio lá vai, enlevado, sem dar ouvidos a ninguém, entregue ao abraço do urso. Quando der por ele já não respira!

Notícias

Ana Gomes confirma candidatura a Presidente da República Portuguesa -  Plataforma Media

 

Ora aqui está um dia cheio de notícias. São notícias do país a arder às mãos de criminosos incendiários. É a do início do julgamento de oito portugueses acusados de terrorismo ao serviço do Daesh - mesmo que apenas se saiba do paradeiro de dois, e que apenas um compareça em tribunal -, no primeiro caso de terrorismo islâmico julgado em Portugal. É a da retoma das chamadas "reuniões do Infarmed", para avaliação do estado da pandemia que não abranda, relegando expressões como primeira e segunda vaga para meras questões de semântica, agora que o regresso às aulas agita ainda mais as consciências de cientistas, políticos e autoridades sanitárias. É a notícia da confirmação da candidatura de Ana Gomes ás presidenciais de Janeiro...

Seria esta certamente a notícia do dia, não fosse a notícia de Marcelo Rebelo de Sousa não ser  notícia. Pode ser sintomático, ou até premonitório (não sei de quê), que Marcelo, que está sempre à frente de microfones e de câmaras de filmar, não seja notícia no dia em que Ana Gomes diz que vai a jogo.

Marcelo, como se sabe, é o candidato que ainda não é candidato. E por isso não podia reagir. Já Ventura, o candidato que já é candidato, reagiu de imediato e bem à sua maneira: se tiver menos votos que a depravada Ana Gomes, o símbolo (do mal) das minorias, corta os... Nada, demite-se do partido. Outra vez.

A candidatura de Ana Gomes vai mexer com muita coisa, não fosse ela um elefante numa loja de cristais... Atravessa todo o cenário eleitoral das presidenciais. Atinge e divide universo eleitoral do PS, e com isso o de Marcelo. Mas também o de Marisa Matias, já confirmada, de novo como candidata do BE, e o do ainda desconhecido, mas garantido, candidato do PCP. E o do próprio Ventura, na medida em que também representa uma alternativa ao voto de protesto.

Não admira que tenha saltado logo. O que pode surpreender é que a fanfarronice com que antes falava em ser o próximo Presidente da República, se tenha transformado na modéstia de ganhar à Ana Gomes.

 

 

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2011
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2010
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics