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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O costume

Costa chama a si dossier Banif

 

 

"A garantia que posso dar aos contribuintes não é a mesma que posso dar aos depositantes"...

Já estamos habituados. Tão habituados que ninguém estranha... Toda a gente acha normal que, nos bancos, só os contribuintes é que percam. Mas não. Não é normal, e muito menos é aceitável. 

A partir de Janeiro deixará de ser assim... Daí a pressa!

A pressa que Passos e Maria Luís não tiveram quando, em Março, o CEO do Banif lhes disse que era a altura para vender o banco. A resposta foi que não. Que tinham de vender o Novo Banco. Nem um nem outro, como se viu... E como se sente!

Alguém tem que explicar alguma coisa...

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Ontem, na conferência de homenagem a Silva Lopes organizada pelo Banco de Portugal, falou o Nobel, Krugman, dizendo mais ou menos o mesmo que diz sempre, falou-se naturalmente do homenageado, mas falou-se acima de tudo do Banif. Quem nada teve a dizer sobre o tema foi Passos Coelho e... Carlos Costa.

Evidentemente que se perceberia que - eles ou que quer que fosse - naquelas circunstâncias não falassem sobre o assunto. Mas há formas e formas de não falar sobre as coisas, e a pior é fugir. Fugir configura sempre cobardia. Fugir - literalmente - como fugiram o anterior primeiro ministro e o governador do Banco de Portugal, é apens mais sintomático ainda. Valha que não estava lá a Maria Luís...

Não podem fugir sempre, nem podem fazer como se nada se passe. Alguém tem que explicar alguma coisa. Seja Passos Coelho, Carlos Costa ou Maria Luís. Ou Paulo Portas. Ou - quem sabe? - Nuno Melo, sempre tão assertivo nestas coisas. É já o enésimo banco a rebentar-nos nas mãos, e o problema maior é esse mesmo: é que não é o primeiro, nem o segundo. Já tinham a obrigação de ter aprendido, de saber lidar com estes problemas... De não ser sempre a mesma coisa...

Até porque desta vez - e disso parece que ninguém tem dúvidas - não há nada a apontar à administração executiva do banco. Nem aos auditores...

PAPEL DO ESTADO

Por Eduardo Louro

 

De repente, no último dia do ano e pela calada da noite, o governo de Passos e Gaspar, que tudo quer privatizar, nacionalizou um banco. O governo, que desesperadamente à procura de dinheiro nos vai aos bolsos de toda a maneira e feitio, e que de tesoura em riste corta em tudo o que seja despesa de saúde e afins – o SNS é insustentável, não é? - de repente agarra em 1.100 milhões e compra um banco!

Sabia-se que o BANIF andava a fazer contas para recorrer à ajuda do Estado – na versão Passos e Gaspar o Estado serve para ajudar bancos – e falava-se em menos de um terço daquela verba. No final do ano passado responsáveis do banco falavam em 300 milhões de euros... E em Setembro passado em 350 milhões!

Acabou afinal em mais do triplo e num montante bem acima dos capitais próprios do banco…

É uma espécie de privatização da RTP ao contrário: o Estado entra com a maioria do capital mas fica com a minoria. Na privatização da RTP o Estado cede 49% … e a gestão. Agora, no BANIF, adquire 49% sem a gestão!

Quer dizer: nacionaliza e privatiza em simultâneo! E isso custa-nos 1.110 milhões de euros. Por enquanto…

Papel do Estado. Papel de todos nós...

COISAS DA PUBLICIDADE (I)

 Por Eduardo Louro 

 

Passa por aí um spot publicitário a um determinado produto de um determinado banco, daqueles que não têm dinheiro para pagar a Mourinho ou a Cristiano Ronaldo e que, por isso, lançou mão de três ex-jogadores de futebol, um de cada um dos três grandes, como não podia deixar de ser.

O anúncio, apelando a um trocadilho entre o banco – o banco de suplentes – e o banco itself, assenta na narrativa da solução que está no banco: o jogador suplente que sai (ou salta) do banco para resolver a partida, ou mais do que isso…

É Jorge Couto, o antigo jogador do Porto que diz que, num jogo com o Salgueiros – já foi há muito tempo, ainda havia Salgueiros – saiu do banco e marcou dois golos decisivos. É Paulo Alves, enquanto jogador do Sporting, que diz que, num jogo com o seu Gil Vicente saiu do banco e fez também dois golos. E César Brito, do Benfica, que vai buscar à memória os dois golos que, também saído do banco, marcou ao Porto nas Antas.

Até aqui tudo bem. A narrativa dos três é a mesma, embora se possa questionar se é a mesma a importância dos dois golos de cada um, ou se a dimensão do feito, em razão do jogo e do adversário, é idêntica. Mas cada um só pode contar o que foram os seus feitos e não o que gostaria que tivessem sido!

O busílis da coisa surge na última frase de cada um deles, mesmo no fecho da mensagem. O Jorge Couto e o César Brito terminam – ambos – com  “ganhamos o jogo e … fomos campeões. Já o Paulo Alves termina com um épico “ganhamos por três a zero”!

Parece-me evidente que, mais do que promover o banco e o seu produto, esta criação publicitária tem como objectivo uma provocação ao Sporting. Não diria que pretenda propriamente achincalhar, mas não perdoa uma alfinetadazinha marota!

Logo que vi este anúncio pela primeira vez tive como certa a veemência do protesto sportinguista. A minha dúvida era se a reacção – certamente violenta – partiria do vice, Paulo Pereira Cristóvão, se de Godinho Lopes. Surpreendentemente … nada! Nem de nenhum dos diversos comentadores por aí espalhados pelos jornais, rádios e televisões, sempre tão prontos a denunciar coisas que nem nos passam pela cabeça…  

Ainda admiti que fosse uma questão de tempo. Que andassem tão ocupados a documentar a denúncia pública dos actos graves do presidente do Benfica, no final do último dérbi, que não lhes sobrasse tempo para reagir atempadamente a mais esta provocação.

Pelos vistos, não!

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