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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Mistérios

Por Eduardo Louro

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Numa Assembleia Geral marcada para um domingo à tarde, com uma participação que, pelo que se pôde ver nas televisões, não ultrapassaria a centena sócios, Bruno de Carvalho esclareceu o seu projecto pessoal para o Sporting: "...  protejam-me, se não dão cabo de mim...".

Aí está. Teria de chegar aqui. Também terá dito: "Depois não digam que eu não avisei". Era o que eu tinha para dizer...

É que só no mistério da Santíssima Trindade, Jesus é Deus. Mas esse é o mais velho mistério do mundo!

Está na hora de olhar para o outro lado...

Por Eduardo Louro

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Abriu-se ontem a primeira brecha entre Jorge Jesus e Bruno de Carvalho, agora é só esperar pelo que sempre foi esperado... 

Impedido pelo presidente da utilizar Carrillo, o treinador, e até ontem dono daquilo tudo, respondeu deixando de fora Naldo e mandando para o jogo Tobias Figueiredo, um completo desastre. Mas também Slimani e Bryan Ruiz, quando já estava impedido, pela via disciplinar da UEFA, de utilizar João Mário. Não é grande novidade, Jesus já tinha feito destas noutras ocasiões.

Mas não se ficou por aqui. Foi mais longe e atacou Bruno de Carvalho, um ataque que as suas dificuldades de expressão esconderam atrás daquilo que fez passar por defesa: "Carrillo foi opção técnica, como Slimani e Bryan Ruiz" - sem nunca falar em Naldo -, "mas não vale a pena escamotear"... Assim, sem mais nem menos. E deixou um aviso: foi a última vez!

Foi o primeiro embate público de um violento choque frontal tido por inevitável. E nem se pode dizer que tenha sido mais cedo que o esperado... Estava na hora!

Nunca direi nada disso...

Por Eduardo Louro

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No epicentro do terramoto que tomou conta da segunda circular está agora Marco Silva.  Porque, empurrado em Alvalade para a porta pequena, acaba por sair pela maior que por lá está. Uma porta tão grande que deixa ver tudo lá para dentro. Deixa ver o carácter de muita gente, em especial daqueles que, depois oito ou nove meses de perseguições e rasteiras, não hesitaram em humilhar o treinador que a tudo resistiu, e a tudo respondeu com enorme senso e profissionalismo, com um miserável processo disciplinar.

Mas também porque, como já toda a gente percebeu, passou a ser uma séria opção para o Benfica. Luís Filipe Vieira, num cenário – de compromisso ou não – em que Jorge Jesus seguia a sua vida em França, tinha tudo, ou se calhar mais ainda, apontado para Rui Vitória. Com Jorge Jesus a assinar com o Sporting – independentemente da (falta de) lisura com que fez tudo – tudo se altera. O que era a (correcta) posição de Luís Filipe Vieira de não afrontar o velho rival deixou de ter razão de ser.  Com Marco Silva na rua, e livre, não há razão nenhuma para que não seja uma opção alternativa, ou concorrente, com a de Rui Vitória. Antes pelo contrário. Mesmo sem atitudes revanchistas, que essas nem são próprias dos verdadeiramente grandes nem levam a lado nenhum.

Por isso não acho piada nenhuma às reacções do João Gabriel. Não acho graça nenhuma à ideia peregrina, que passou pela cabeça de alguém da Megastore, de retirar Jorge Jesus da fotografia do título.

Nem irei dizer, apesar de disso estar profundamente convencido, que o Bruno de Carvalho é definitivamente o Vale Azevedo do Sporting. Nem que as relações com Jorge Jesus resistam muito mais que um par de meses. E que ambos têm boas razões para desconfiar um do outro: nem é preciso que olhem para as costas de ninguém, basta-lhes olharem-se um ao outro…

Não. Nunca direi nada disso... E nunca, para nunca ser, crucificarei Jesus!

 

 

 

Que peditório para aí vai...

Por Eduardo Louro

 Resultado de imagem para sporting homenagem pedro proença

 

Acabadinho de abandonar a arbitragem, Pedro Proença não tem perdido uma oportunidade para reivindicar um lugar no dirigismo do futebol. Acha que isso é um direito natural, e não se tem cansado de puxar dos galões, e anunciar a sua disponibilidade para o que quer que seja.

Começou até a revelar alguma pressa - mesmo ansiedade - e enquanto continua indecorosamente a chegar-se á frente, vai já reclamando da tremenda injustiça de ainda ninguém o ter convidado para nada. Ele, para quem tudo serve, desde um lugarzito na arbitragem á própria presidência da Federação Portuguesa de Futebol. Ou na UEFA. Ou na FIFA…

E começou a fazer visitas… A primeira foi a Pinto da Costa, naturalmente. A segunda foi a Bruno de Carvalho… Que não lhe reservou uma simples visita, decidiu-se por homenageá-lo. E na impossibilidade de tomar para si o palco, pela sanção disciplinar a que está sujeito, entregou as honras da casa ao presidente da assembleia-geral, Jaime Marta Soares, o homem dos bombeiros. Que rapidamente transformou a homenagem num peditório ridículo para a causa do homenageado.

Já não é apenas o passado que faz de Pedro Proença uma pessoa pouco recomendável para o exercício de qualquer poder no futebol…

Coisas indignas... e que nos indignam

Por Eduardo Louro

 

Não tiro um cabelo de uma claque para pôr noutra. Sejam do Benfica, do Sporting, do Porto,ou de qualquer dos outros, são todas iguais. Todas adoptam o mesmo comportamento e nem sequer importa quem atira a primeira pedra.

Não há côr, não há cântico, não há coreografia, não há magia que apague cartazes e tarjas irresponsáveis, ofensivos, obscenos e incendiários. Tochas, petardos e foguetes. Ofensas e arruaça... São indesejáveis nos estádios e nas suas imediações!

Dito isto, é inaceitável que um presidente justifique o corte de relações do seu clube com o rival com base no comportamento inqualificável da claque do rival, ignorando o mesmíssimo comportamento inqualificável da do seu clube. Que até atirou a primeira pedra, o que não é desculpa para nada... 

Dirigentes responsáveis, e dignos dos cargos que ocupam e da História dos dois maiores clubes portugueses, teriam de imediato condenado as acções das respectivas claques. A seguir, ter-se-iam sentado á mesma mesa á procura de responsabilidades e soluções, e logo depois surgiriam juntos numa conferência de imprensa a dar conta da iniciativa  e das medidas tomadas, já com os provocadores identificados e punidos com a expulsão do clube. Depois chegaria a vez da Federação e da Liga fazerem o que têm a fazer, deixando de se fazer de mortas, limitadas á comoda cobrança de uns milhares de euros em multas...

Mas não foi nada disso que aconteceu. Um, fez de conta que não se tinha passado nada. E outro aproveitou para atacar de imediato mais um degrau do seu projecto de poder. Não é por Bruno de Carvalho vir das claques que tomou a decisão que tomou. Nem sequer, como tantos outros, por fazer delas a sua guarda pretoriana. É porque Bruno de Carvalho precisa de um permanente estado de guerra, com o máximo de frentes abertas para, sejam lá quais forem os seus fins, consolidar (perpeptuar?) o seu poder no Sporting!

Já não tem mais frentes para abrir, está a esgotar a estratégia. Ou fecha uma - quiçá a frente norte - para logo depois voltar a poder abri-la, ou fechada - mal fechada como se sabe - que está a frente interna, não admirará que reabra a guerra civil com o Marco Silva! 

Tudo às avessas, em Alvalade...

Por Eduardo Louro

 

Ontem Alvalade voltou a encher-se de emoções. Num banco, um treinador que queria ser presidente. No outro, um presidente que quer ser treinador... Tudo trocado, tudo às avessas.

E Couceiro, de adversário passou a melhor amigo de Bruno de Carvalho. Ou de Marco Silva?

Com um Estoril tão macio, foi Couceiro que fez o que afinal o Zé Eduardo queria fazer. Deu para tudo, até para a expulsão de Nani... Injusta, pareceu-me. Justíssima, dizem de Alvalade!

Tudo trocado, tudo às avessas em Alvalade... O tom tinha sido dado por Bruno de Carvalho, poucas horas antes do início do jogo... Porque já sabia que iria encontrar as bancadas às avessas. Como a Assembleia Geral, que já não lhe serve para nada!

A demonstração que faltava...

Por Eduardo Louro

 

 (foto retirada do blogue Sporting até morrer)

 

Desconfiávamos que o jogo de futebol que estava marcado para hoje, em Guimarães, seria muito mais que um jogo de futebol. E não nos enganamos!

Sabíamos que o Sporting iria entrar em campo com uma equipa maioritariamente constituída pelos Messis que o presidente Bruno de Carvalho contratara no início desta época, e que o treinador Marco Silva teimava em ignorar, sabotando as competências futebolísticos do querido líder. Os dados estavam lançados para, mais que perceber a teoria da sabotagem construída pelo presidente do Sporting e dada a conhecer ao mundo por essa iminência verde chamada José Eduardo, assistir à sua demonstração.

Assim foi, e este jogo de Guimarães confirmou em absoluto a tese da maior conspiração de sempre no futebol nacional. A partir dele bem pode Marco Silva limpar as mãos à parede com a acção judicial movida contra o José Eduardo. E em vez de ficar à espera da indemnização, o melhor é ir-se preparando para pagar!

Vejamos: Com os jogadores do presidente, o Sporting ganha por 2-0 ao mesmo adversário que, com os jogadores escolhidos pelo infiltrado Marco Silva, lhe tinha imposto a maior derrota da época. Uma goleada que, como se sabe, seria a gota de água que faria transbordar o copo de Bruno de Carvalho, rapidamente transformado num tsunami!

Mas o jogo foi mais longe na exposição das debilidades do treinador e das competências do presidente. Com os jogadores do treinador, o Sporting tem sofrido golos atrás de golos, e com eles cedido muitos pontos, a partir de bolas paradas. Pois o jogo fez questão de mostrar a toda a gente que, com os jogadores do presidente, cantos e livres não metem medo a ninguém. Só cantos foram 17! 17 cantos e mais uns tantos livres na sequência das 30 faltas que a equipa cometeu… Golos, nada. Nem sombras…

Coisa idêntica se passa com os auto-golos. Os jogadores do treinador marcaram na própria baliza uma série de golos, também eles a custarem pontos. Como se viu, com os jogadores do presidente nada disso … Os cortes saem todos certinhos, a rasar a barra, ou a tirar tinta ao poste, mas para o lado de dentro das redes… nada.

E com os golos? Os jogadores do treinador falham oportunidades de golos umas atrás das outras e, claro, isso custa pontos. Com os jogadores do presidente é outra coisa: 4 remates à baliza, dois golos. Nem mais!

É pois claro e óbvio – entra mesmo pelos olhos dentro – que, com os jogadores do presidente, em vez de 10 pontos de atraso para o primeiro, o Sporting estaria com 10 pontos de avanço para o segundo classificado do campeonato. Não só estaria nos oitavos da champions, como teria os cofres cheios dos milhões da liga milionária…

E, claro, teria agora os tubarões da Europa às portas de Alvalade, todos em fila – Real Madrid, Barcelona, os dois Manchesters, Arsenal, Chelsea, Bayern Munique, só lá faltariam os russos, mas sabemos por quê – com os cheques das cláusulas de rescisão na mão. A 45 milhões cada um, a coisa andaria à volta dos 500 milhões de euros!

Pronto. Está tudo explicado. Alguém agora tem dúvidas que Marco Silva é o rosto de um polvo que asfixia o SCP? Um diabo pintado de anjo

Que seria dos sportinguistas sem gente como esse José Eduardo?

É dos livros...

Por Eduardo Louro 

 

Prometeu o título, para o qual - garantia - partia na pole position. À chegada ao Natal ... o costume!

Já culpou e humilhou os jogadores... Passou a disparar para o treinador e, claro, virou-se para o rival - é cada vez mais claro que só há um rival. Mandá-los para a 2ª divisão é que era... Com eles na segunda até poderia continuar sem ganhar nada, mas eles também não. E isso basta-lhe!

Azar... "insuficiência de factualidade". Na verdade deveria dizer-se ausência de factualidade, mas a conclusão é a mesma: não tem ponta por onde se lhe pegue!

Então ... saia um plebiscito. E venha daí uma assembleia geral para plesbicitar a gestão... Uma gigantesca vaga de fundo de laboratório. Em ambiente controlado!

É dos livros... Vem logo na introdução de qualquer manual do populismo e por aí começam todos os projectos de poder.

Sócrates, pois claro...

Por Eduardo Louro

 

De repente, assim do nada, ao passar os olhos pelos jornais de hoje, descobri o enigma da semana e passei a estar em condições de dar uma ajuda ao Bruno de Carvalho. Ou á Liga, que é agora quem deve uma explicação ao presidente da agremiação do Campo Grande ...

A questão pesava no ar: quem é que impediu que o Belenenses utilizasse na Luz os jogadores Miguel Rosa e Deyverson?

Já se sabia que o Benfica não tinha nada a ver com isso e que a decisão viera da admnistração da SAD de Belém. Mas como e porquê, se o presidente - Rui Pedro Soares, estão a ver? - é portista e até dragão de ouro?

Pronto, já levantei a ponta do véu... Sócrates, não há dúvida nenhuma...

Foi Sócrates, acusado pelo actual companheiro da ex-mulher de ser benfiquista, que não resistiu ao pedido que o Barbas e o Máximo do táxi lá foram fazer-lhe a Évora e, desta feita, em vez de o mandar comprar a TVI, explicou ao Rui Pedro Soares que aqueles dois, que segundo o lagarto das sondagens - que de Estatística deve saber alguma coisa - representam 83% dos golos do Belenenses, não podiam jogar contra o Benfica.

Um conto de Verão

Por Eduardo Louro

 

Era uma vez um jogador de futebol... Foi mandado para casa e impedido de entrar nas instalações por ter forçado o seu clube a aceitar as condições de uma desejada transferência, recusando-se a treinar. Dois ou três dias depois foi ao “perdoa-me”, o reality show que, mais que um programa, é a própria razão de ser da televisão de um clube de futebol.  Pediu desculpas e fez renovadas promessas de amor e fidelidade.

Logo se percebeu o final feliz e que aquele era o preço que o senhor com cara de mau exigia ser pago. Era aquele, só aquele e não o outro de muitos milhões que o senhor da cara de mau anunciara com voz grossa … Depois havia ainda outro jogador de futebol que há muitos, muitos anos tinha seguido caminho idêntico, de quem o clube encantado se queria agora ver livre, mesmo pagando. E muito. Só que o amor deste jogador de futebol ao clube donde há muito tinha partido já não era o que tinha sido. Não tinha nada a ver com o amor pelo outro jurado, e não estava nada interessado em regressar tantos anos depois de rabinho entre as pernas.

Reflectiu, pensou melhor, e lá chegou à conclusão que não era assim tão mau. Sempre seria preferível regressar a onde teria garantido o lugar de estrela da companhia a andar por aí aos caídos, correndo o risco de não encontrar clube ou, encontrando-o, de não conseguir a jogar mais que uns poucos minutos em todo o ano. E como não perdia nada, o clube encantado continuaria a pagar-lhe tudo...veio.

Foi a apoteose. A chegada o aeroporto teve o encanto das mil e uma noites no regresso do filho pródigo, enquanto um pouco mais abaixo o senhor da  voz grossa, mas já sem cara de mau, saía em ombros pela porta 10 A. Lá bem ao fundo, no meio da equipa B, Slimani contemplava embevecido…

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