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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Este sol de Agosto...

 

Não estivessemos já habituados a tamanha falta de vergonha e diríamos que este sol de Agosto é terrível, e faz mesmo mal à cabeça desta gente...

O CDS resolve ir suicidar-se a Angola, e pelo caminho descobre que o MPLA é um partido irmão. Para reforçar a fraternidade altera até a certidão de nascimento da líder, para fazer dela angolana.

Um secretário de Estado, dos poucos que ainda falam - os outros foram todos ver a bola à conta da Galp e perderam o pio, que não a vergonha - diz que vai mudar a lei, para que nela caibam tods os 19 administradores da Caixa. Os que o BCE aceitou, os que mandou primeiro para a escola, e os que chumbou. Só se tinham lembrado de a alterar para lá caberem os ordenados exigidos pelos novos administradores, esquecendo-se do resto. Mas nunca há problema: nem se confere a legalidade, e se as nomeações são ilegais, altera-se a lei. Tantas vezes quantas as necessárias. 

Não há qualquer problema em colocar na administração banco público o co-líder de um dos maiores grupos nacionais. Provavelmente a SONAE nem trabalha com a Caixa Geral de Depósitos. E que importância tem que não tenham qualquer experiência no negócio? 

Nenhuma. É tudo gente com grande capacidade de aprendizagem. Vão tirar um curso e ... pronto. Até pode ser na Novas Oportunidades, agora ressuscitadas em Qualifica!

 

Render da guarda

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Lavado em lágrimas, bem à sua maneira, Portas lá entregou o CDS a Assunção Cristas, também ela à vontada no desfile nas feiras, também ela de lavoura fácil. Portas e a sua sombra pairaram sobre o Congresso no sábado. Hoje foi Cristas a tomar conta dele, a enchê-lo com a família todae e ainda o gato e o piriquito, a deixar claro que, agora, é ela quem manda na tasca. Até que Portas regresse de novo... Um dia destes, se os submarinos o permitirem...

Irrevogável: mais uma!

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Paulo Portas tomou mais uma decisão irrevogável: vai abandonar a liderança do CDS e até abandonar a vida política. Sabe-se como Portas é inabalável nas suas decisões, irrevogáveis ou não. Entrou na política partidária activa exactamente logo depois de ter anunciado a sua inabalável decisão de nunca entrar na política. Abandonou decisivamente a liderança do partido para, logo depois, regressar. Demitiu-se irrevogavelmente do governo para, horas depois, revogar a decisão. E subir ao último degrau da escada da governação.

Mais que mais uma dessas decisões a que Portas habituou o país, este é mais um resultado da ruptura que os resultados das eleições de 4 de Outubro provocaram no regime. Só é pena que Portas tenha anunciado esta definitiva decisão apenas depois de se ter assegurado que o caminho estava aberto e desimpedido para a sua corte: os mesmos, chamem-se Nuno Melo ou Cristas, que lhe cederão a cadeira logo que, no mesmo trilho de sempre, lhe apeteça regressar. Depois das poucas pessoas respeitáveis que lá restavam, das poucas com pensamento próprio, terem abandonado o partido...

 

Render da guarda no CDS

Por Eduardo Louro

 

Com o deprimente show  - para não lhe chamar palhaçada - de Pires de Lima na Assembleia da República não ficamos apenas a saber que na sequência da irreversível demissão de Portas, em meados do ano passado, se perdeu um bom e credível gestor para se ganhar mais um péssimo e pouco credível ministro. Ficamos também a saber que Pires de Lima já sabe que, no fim da legislatura, Portas vai embora. E, mais: que ficará ele no seu lugar! 

 

Em contra-mão

Por Eduardo Louro

 

Enquanto o PSD anda a correr à volta da mesa a tentar agarrar o próprio rabo, com o tipo que saiu do governo para ir para o partido às turras, por causa do FMI, com o tipo que saiu do partido para ir para o governo – quer dizer, o PSD do governo a não se entende muito bem com o PSD das autárquicas - o CDS fala a uma só voz: a de Portas. Nem que seja para, em pleno comício eleitoral das autárquicas, dizer que já saímos do fundo, que já só falta saber a que velocidade se está a fazer a descolagem.

Percebe-se que há um PSD para governar e outro para disputar as autárquicas. E que só há um CDS - não chega para tudo - que, mesmo assim, só quer falar de governação. 

Pois: Quem só tem um cavalo não pode apostar em dois. Tem que apostar no que tem, mesmo que vá em contra-mão!

 

DO TAXI À LAMBRETA

Por Eduardo Louro

 

O CDS, este CDS/PP de Portas, tornou-se rapidamente no mais desprezível dos partidos. Representa hoje, como mais nenhum – o que com este PSD e este PS era francamente difícil – o pior do sistema partidário que seca o país e asfixia o regime.

É o que Portas vem fazendo. É o que Portas acabou de fazer, acabando por ser ele a passar a linha que não podia ser passada. É o que o seu estado-maior - incluindo pessoas que o país se habituara a respeitar, como por exemplo António Pires de Lima – está a fazer, com piruetas que nos enojam. Com a taxa sobre as pensões que só por cima do cadáver de Portas, mas que … nada. E nada se passa, que fica no papel, que é compromisso mas que não é para cumprir…

É o Nuno Melo, a estrela ascendente do partido, o valor seguro e credível. Que no fim da semana passada passeava a sua indignação pelas televisões sobre a possibilidade admitida pela Comissão Europeia dos depósitos superiores a 100 mil euros serem envolvidos nos resgates dos bancos. Quando, segundo contava o Expresso no último sábado, e como aqui é reproduzido, o tema anda há meses a ser discutido, com a proposta da Comissão Europeia sujeita a intensa negociação na comissão de assuntos económicos do Parlamento Europeu, de que o próprio é membro suplente. Onde têm sido apresentadas dezenas de propostas de modificação, incluindo do seu colega de partido, Diogo Feio, e das deputadas Elisa Ferreira e Marisa Matias, mas onde nunca a sua voz se fez ouvir. Nunca apresentou uma proposta, nunca participou na discussão. E no entanto veio para cá e encheu as televisões fazendo o show que fez!

Se este país ainda tiver algum juízo o CDS já nem ao táxi regressa. Basta-lhe a lambreta que o outro deixou de usar... Caiu na palhaçada, no descrédito total!

A FALAR SOZINHO

Por Eduardo Louro

 

Ao contrário do que o seu parceiro de coligação exigia, Passos Coelho não remodelou o governo. Quis prestar um último tributo a Relvas, mantendo-o demissionário durante uma semana – coisa inédita – e deixando bem claro que entende que ele vale por dois.

Não remodelou coisa nenhuma, limitando-se a substituir Relvas. Por… dois ministros, deixando o CDS a falar sozinho. Mas a falar!

E Portas nem compareceu na cerimónia de tomada de posse dos dois novos ministros e respectivos secretários de Estado… Diz que já esclareceu o primeiro-ministro sobre a sua ausência. Também me parece!

Entretanto Seguro foi reeleito na liderança do PS. Com 97% dos votos, não ficou certamente a falar sozinho!

Já nem sei como se chama a estes resultados eleitorais. Mas sei que nunca são bom pronúncio...

CONVERSA FIADA

 Por Eduardo Louro

 

Vai-se percebendo o “enorme aumento de impostos” irá ser mitigado pelo lado do IMI. Que o CDS, pelas declarações da ministra Assunção Cristas, se dará por satisfeito pela devolução – a expressão pegou moda num governo que avança e recua, sendo que, quando recua, devolve – da cláusula de salvaguarda.

Não vale a pena esperar que se mitigue mais…

E para este ano ainda aí virá mais. É que, para chegar aos 5% do défice que a troika mitigou para este ano, o governo estava a contar com a privatização da ANA - para o efeito mitigada de concessão – mas o EUROSTAT já veio avisar que não vai na conversa!

Mitigar é isso mesmo: conversa fiada. E sempre que a conversa mete fiado já não há volta a dar: as coisas correm mal. Já lá vai tempo…

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