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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Benfica 3 (perdão: 1) - Fenerbahçe 0

A ironia do destino: Akturkoglu marca golo que derrota Fenerbahçe e coloca Benfica na fase de Liga da Champions

Catedral cheia, cheia de 65 mil, a vibrar para atacar o último degrau de acesso à Champions. A vibrar tanto que até a águia Vitória se assustou, e enrolou o voo.

O Benfica, com a equipa habitual, com Akturkoglu, e com Barreiro - que não foi surpresa no onze, só foi surpresa na exibição, absolutamente fantástica durante toda a primeira  parte -, entrou de mãos dadas com os 65 mil nas bancadas, disposta a saltar para cima do Fenerbahçe para, dali, atacar esse último degrau.

Bruno Lage, que não é realmente grande especialista em comunicação, tinha falado desta ligação entre a equipa e as bancadas da Luz estabelecendo uma dicotomia entre emoção e razão. À emoção vinda das bancadas juntou a equipa a razão trazida para o jogo. E lá se juntaram ambas, razão e emoção, numa noite memorável, e numa das mais categóricas exibições dos últimos tempos.

O Benfica - reconheceu Mourinho, referindo-se à primeira parte do jogo - não foi melhor; foi muito melhor. E foi. Na primeira parte, de forma absolutamente esmagadora. Mas também na segunda, só que sem ser esmagador.

O jogo começou logo com o grito de golo a soltar-se das 65 mil gargantas, a dar o mote para o que seriam aqueles 45 minutos de futebol demolidor, feito de razão e paixão. Bola recuperada em zona adiantada, Pavlidis assiste para a desmarcação e o remate de Barreiro, na cara do golo. Era golo, era golo ... mas Livakovic fez valer a sua enorme categoria para uma defesa incrível.

Não tardaria muito para se voltar a gritar golo, e festejá-lo a preceito. O relógio assinalava 11 minutos e, desta vez, não havia Livakovic que valesse. Canto do lado direito, cobrado por Dahl, com António Silva, bem no centro da área, a desviar de cabeça para Pavlidis desviar para dentro da baliza.

Não valeu Livakovic, mas valeu outro croata - o árbitro Slavko Vincic, que tinha sido anunciado como amigo de Mourinho, que não lhe poupara elogios. Que, depois de ter apontado para o centro do campo, e depois de prolongada espera pela confirmação do golo, se deslocou ao monitor para de lá vir com a decisão de anular o golo, conforme Mourinho se apressara a reclamar. Assinalou um livre indirecto, que tanto poderá querer dizer que, ou houve um fora de jogo (no caso de Barreiro, que não tocou na bola, nem interferiu em coisa nenhuma e, mais ainda, nada provou que estivesse e fora de jogo), ou qualquer falta por "jogo perigoso", que nenhuma imagem valida. 

Portanto, golo anulado só porque sim. Porque Mourinho pediu, e o árbitro é amigo dele. Ao que dizem...

Nada que fizesse o Benfica parar, e muito menos desanimar. Por isso continuou, impávido e racional, a desbaratar a equipa turca. Bastaram mais 11 minutos para a cena se repetir. Desta vez é na magistral cobrança de um livre, na esquerda, que Akturkoglu coloca a bola ao segundo poste, onde surge Barreiro a finalizar com qualidade para o fundo da baliza de Livakovic.

Desta vez foi o próprio árbitro a anular de imediato o golo. Como ninguém viu razão para isso, ela ficou à mercê da imaginação de cada um. E, como se sabe, a imaginação dá para tudo. Dá para dizer que o Barreiro terá empurrado o Brown antes de rematar; ou até que o Otamendi terá bloqueado a acção da defesa de um defesa do Fenerbahçe. 

Portanto, novo golo anulado novamente só porque sim. Desta vez Mourinho nem teve que pedir,  o árbitro é amigo ...

Novamente, o Benfica continuou. A ganhar todos os duelos, a mandar no jogo ... Os jogadores do Fenerbahçe respondiam com faltas duras. Os do Benfica com sucessivas oportunidades para voltar a marcar. Só o conseguiu por uma vez, 11 minutos depois do segundo, e apenas 5 depois de se ter voltado a gritar golo, quando Pavlidis falhou clamorosamente o golo que Akturkoglu lhe tinha oferecido. Ao terceiro golo - que tinha de ser marcado por Akturkoglu, depois de tudo o que se passou não podia ser de outra forma, num grande remate, a concluir uma jogada com créditos a atribuir a Aursenes e a Barreiro  - já não dava para anular ...

O intervalo não chegaria sem mais duas grandes oportunidades de golo, ambas criadas por Barreiro, o jogador mais influente da primeira parte. Uma, desperdiçou ele próprio, a outra foi mais um desperdício de Pavlidis. Chegaria sim com uma das maiores mentiras escritas no resultado!

Na segunda parte o jogo mudou um pouco de tom. O Benfica continuava dominador, mas reduzia a intensidade posta no jogo. Os jogadores da equipa turca aumentaram a agressividade e a dureza, com a complacência do árbitro amigo, em acentuado desnorte. Ainda assim continuou a única equipa a criar oportunidades para alterar o marcador. E só um guarda-redes tinha trabalho - Livakovic. Que, à saída do primeiro quarto de hora, voltaria a fazer uma defesa notável, a negar o golo a António Silva.

A meio da segunda parte Mourinho fez duas substituições (Muldur e Archie Brown por Aydin e John Durán) que deram algum fôlego à sua equipa, permitindo-lhe equilibrar o jogo durante cerca de 10 minutos. Não mais. Valeram-lhe, esses 10 minutos, um remate de cabeça tipo chouriço que levou a bola, caprichosamente, a esbarrar no ângulo superior direito da baliza de Trubin (não fez uma única defesa!), um remate de cabeça de Talisca por cima da barra, e outro, de pé direito, ao lado do poste direito. 

A oito minutos do fim Talisca imitou Florentino, na primeira mão, e fez duas faltas para amarelo em três minutos. Nem um árbitro amigo o salvaria da expulsão, que ditaria o baixar final de braços do Fenerbahçe.

O homem do jogo foi Richard Rios, com um nível exibicional simétrico ao de Barreiro. Enorme na primeira parte, mas caiu bastante na segunda.

No fim fez-se a festa na Luz. Merecidíssima. O Benfica está onde tem que estar. Na Champions, entre os melhores!

Fenerbahçe 0 - Benfica 0

Benfica e Fenerbahçe não tiveram mesmo sorte no sorteio que alinhou os jogos do play-off da Champions, que definem o acesso à fase de liga. Quis a sorte, ou lá o que é, que tivessem de decidir entre si quem vai ter acesso aos 75 milhões de euros que estão em jogo, que é, mais coisa, menos coisa, aquilo a que poderão aspirar. São, de longe, as duas melhores equipas deste play-off , e uma delas vai ficar de fora, quando lá entrarão, garantidamente o Bodoe/Glimt (Noruega), certamente o Qarabag (Azerbaijão) ou, provavelmente, equipas como o Kairat Almaty (Cazaquistão), ou o Pafos (Chipre). 

Nesta primeira mão, em Istambul, disputou-se um jogo de futebol num tabuleiro de xadrez.

Tudo começou com a novela da contratação de Akturkoglu, que o Fenerbahçe utilizou para destabilizar o Benfica, numa manobra bem ao jeito de Mourinho, tenha ele tido ou não intervenção directa no processo. Desta vez ninguém estava a dormir no Benfica que, percebendo a manobra, e sem grandes alaridos, tratou de escalar a equipa com Akturkoglu e mais 10.

Para além da entrada do internacional turco, no lugar de Ivanovic, Bruno Lage jogou ainda com a de Florentino, na vez de Schjelderup, partindo para a colocação das peças no tabuleiro. Mourinho manteve a fórmula que tão bem resultara com o Feyenoord, mantendo o onze com que goleara a formação neerlandesa no acesso a este play-off , e que o tinha deixado de peito cheio.

Poderia pensar-se que Bruno Lage até poderia ganhar um jogo de futebol a Moutinho. Que lhe ganhasse um jogo de xadrez, poucos admitiriam. Mas foi isso que aconteceu: transformaram o jogo de futebol num de xadrez, e Lage ganhou.

O Benfica teve sempre mais bola e conseguia anular as iniciativas ofensivas da equipa de Mourinho. Dominou e controlou o jogo. Sempre. Percebia-se que todos aqueles equilíbrios só deixariam de funcionar se um qualquer grão de areia que ali entrasse. A não acontecer qualquer incidente que perturbasse aquela harmonia - não, não era um grande jogo aquele que a equipa estava a fazer, era o jogo necessário e, nessa medida, perfeito - o Benfica só poderia ganhar aquele jogo. 

Foi esse o sentimento durante mais de uma hora de jogo. O Benfica tinha mais posse de bola, toinha a iniciativa do jogo, e era a única equipa a criar a ideia que, em qualquer momento, poderia chegar ao golo.

A meio da segunda parte Bruno Lage lançou Ivanovic para o lugar de Barrenechea, que viera amarelado da primeira parte. Uma substituição que, ao mesmo tempo que precavia o risco de um segundo amarelo, relançava as peças do tabuleiro para o formato comum. A ideia que ficava era que, ganha a primeira batalha, a do equilíbrio e do controlo do jogo, passava para a segunda, a de o ganhar.

Parecia perfeito. Mas o incidente que se temia aconteceu a 20 minutos do fim. Em apenas dois minutos Florentino viu dois amarelos. O primeiro sem qualquer razão, nem falta fez. Apenas porque  os jogadores da equipa turca tinham apostado tudo no condicionamento do árbitro, forçando a nota a cada falta, ou a cada simples contacto (o lado do xadrez de Mourinho). Só que injustos ou injustificados, ou não, os amarelos contam da mesma maneira, e não é aceitável que, dois minutos depois de levar um amarelo, um jogador pense, sequer, em agarrar um adversário que lhe vai fugir.

A jogar com 10, e com tanto tempo para jogar, pensou-se que todos os equilíbrios ficariam desfeitos. Bruno Lage voltou ao tabuleiro de xadrez e, lançando Leandro Barreiro e Tiago Gouveia, retirando Akturkoglu e Pavlidis, regressou à fórmula inicial (Aursenes derivou para direita para o centro do meio campo). Com menos um era impossível dominar o jogo, mas era possível controlá-lo.

E foi isso que aconteceu, com sucesso, até ao fim do jogo. Até porque no segundo incidente, no que seria um frango descomunal de Trubin, o golo de En-Nesyri foi imediatamente invalidado por fora de jogo.

Quando, daqui a uma semana, as equipas se voltarem a encontrar na Luz, para aí se decidir tudo, será um outro jogo. Certamente difícil, porque este Fenerbahçe tem muitos bons jogadores. E cada vez mais. Hoje já teve mais Nelson Semedo. Na próxima semana terá ainda mais um ou dois.

E queria ainda ter Akturkoglu, por tudo isso a figura do jogo desta noite.

Uma questão de tempos

Dupla norueguesa faz estragos e Benfica vence Nice por 2-0. Segue-se o Fenerbahçe de Mourinho

O Nice entrou a todo o gás, não tanto como se não houvesse amanhã, mas como se não houvesse mais jogo. E pareceu que não era mal visto, que tinham razão.

De facto o Benfica não estava ali para lhe dar muito mais tempo. A equipa francesa fez bem em aproveitar aqueles primeiros três a quatro minutos iniciais, porque não teve nem tempo nem oportunidade para mais.

A partir daí o Benfica passou a dominar o jogo a seu bel prazer, com um futebol variado e vistoso, com oportunidades de golo e com golos. Deu gosto ver. Ora em lançamentos à distância, ora em construção e em tabelas, o Benfica destruía por completo a organização defensiva dos rapazes que vieram da Côte d´Azur. O resto era asfixia pura, com recuperações de bola logo à saída de bola, em cima da grande área adversária. Tudo isto sem uma falta - na primeira parte, com quase 70% de posse de bola - o Benfica não fez uma única falta. Nove a zero em faltas, ganhava o Nice!

Os golos, os dois da primeira parte, limitaram-se a certificar dois momentos que ilustram a exuberância do jogo benfiquista. O primeiro, ainda na primeira metade do primeiro tempo, tem a emoldurá-lo um passe longo de Enzo, a lançar Schjelderup, no lado esquerdo, uma recepção espectacular do miúdo norueguês, no peito, assistência para a recepção orientada de Aursnes, a deixar batido o defesa adversário, para o remate com o pé contrário. O segundo culmina uma extraordinária jogada colectiva (mais de vinte toques na bola), concluída com Dedic a partir para cima de dois adversários, junto à linha final para, de calcanhar, deixar a bola para trás para, de primeira, agora ao contrário, Aursenes  assistir Schjelderup que, de primeira, atirou para a baliza.

Tudo perfeito! No primeiro golo, teria de ser assim, como foi. Se Aursenes tivesse rematado de primeira, o defesa adversário teria bloqueado o remate (como fizeram tantas vezes!). No segundo, se não tivesse rematado de primeira, o guarda-redes teria tido tempo de lá chegar.

A segunda parte foi vítima da primeira. Os jogadores vieram dos balneários com alguma - diria que bastante - displicência. Não tinha de ser assim, nem é tolerável que volte a ser assim, mas sabemos que isso acontece frequentemente em circunstâncias destas. 

Os primeiros 10 minutos foram francamente maus, e o Nice aproveitou para pressionar e ter bola. Mas só isso, sem qualquer perigo para a baliza de Trubin.  Mas sabe-se como é frequentemente difícil reverter este estado de coisas. Bruno Lage pensou fazê-lo com as substituições, mas antes delas, aos 63 minutos, já as coisas estavam a mudar. Quando Ivanovic, Enzo e Schjelderup saíram, já o mote da viragem tinha sido dado pelo remate à barra do jovem norueguês.

O Benfica voltou ao comando do jogo, e a criar situações para marcar. Mas, em vez do futebol associativo da primeira parte, agora mais através de acções individuais, especialmente de Prestianni. Depois passou a deixar correr o jogo, que manteve sob total controlo. Já em puro modo de controlo ainda entraram Henrique Araújo e, depois, Akturkoglu, este para o aplauso a Aursenes, o melhor em campo. Mas não só, também para garantir que ficasse impedido de jogar pelo Fernerbaçe, de Mourinho, o adversário (de respeito) no play-off que se segue. Foi como matar dois coelhos de uma só cajadada: fica disponível para fechar o negócio com os turcos, evitando que se pudesse gorar, e garantido que não poderá repetir o que, há uns anos, em 2020, em tempo de Covid, Živković fez ao marcar o golo do PAOK, então de Abel Ferreira, que nos eliminou nesta terceira pré-eliminatória da Champions.

Boas perspectivas

O Benfica sai de Nice com esta terceira eliminatória de acesso à Liga dos Campeões bem encaminhada. Mas não resolvida, como bem poderia ter ficado, tal foi a superioridade demonstrada ao longo de todo o jogo, e tantas foram as oportunidades de golo que criou.

O Benfica entrou em campo - com o jogo bem preparado, deve desde já dizer-se - com duas novidades na equipa, em relação ao jogo da Supertaça, com o Sporting: Akturkoglu, lesionado e, ao que se diz, já de malas feitas para Istambul, para o Fenerbaçe, de Mourinho, e Leandro Barreiro, foram substituídos por Schjelderup e Ivanovic.

A primeira sensação terá sido mesmo a estreia do avançado croata, acabado de chegar. Jogar fora, num jogo desta responsabilidade, e apresentar uma equipa com dois avançados, com um deles acabado de chegar, não é propriamente dos livros. Nos livros é mais ao contrário!

Com dois avançados da conhecida qualidade de Pavlidis, e da demonstrada qualidade, e do valor de investimento, de Ivanovic, não há volta a dar: é 4-4-2, e pronto!

E foi assim, neste sistema mandado para a frente, que o Benfica entrou, pegou de imediato no jogo, começou a dominá-lo, e criou logo duas excelentes oportunidades para marcar (Schjelderup e Otamendi, esta com Ivanovic a impedir a entrada da bola, e ainda por cima em fora-de-jogo). O domínio do Benfica nesta fase - em boa verdade durante praticamente toda a primeira parte - não era, no entanto, completamente tranquilizador. O Nice apostava tudo no contra-ataque, nas saídas rápidas, aproveitando a qualidade de passe, na maioria das vezes de primeira, dos jogadores do seu meio-campo, a velocidade dos seus avançados e o espaço que o Benfica deixava nas costas. 

Conseguia-o poucas vezes. A pressão do Benfica matava à nascença essas intenções na maioria dos casos. E, nas poucas vezes em que conseguiu concretizar essas intenções, bateu no equilíbrio defensivo do Benfica, praticamente irrepreensível durante todo o jogo. 

Ainda assim, quanto mais o Benfica se atrasasse no golo, mais cresceria esse risco. E a verdade é que, apesar das quatro ou cinco oportunidades para marcar, o intervalo chegou sem golos.

A entrada na segunda parte parecia alterar esse registo do jogo. O Nice surgiu mais adiantado no campo, e parecia não vir para continuar lá atrás, à espera. Jogava-se apenas há 4 minutos quando o Clauss entrou em slalom pela área dentro e rematou para defesa de Trubin.

Foi a única oportunidade de golo do Nice. Logo a seguir, menos de 3 minutos depois, o Benfica marcou. Ivanovic, assistido por Aursenes - grande jogo, e grande envolvimento na jogada - marcou, na estreia. E, como se imaginava, ideia que já vinha da primeira parte, o jogo mudou completamente de registo. O jogo no campo todo permitia ao Benfica o domínio seguro, já sem ter que correr riscos de espaço para o contra-ataque adversário. 

E assim foi. O Benfica passou a dominar tranquilamente o jogo, e pôde juntar mais quatro ou cinco oportunidades de golo às outras tantas da primeira parte. Apenas concretizou uma única, no grande golo de Florentino (entrara para o último quarto de hora, com Henrique Araújo e Barreiro; 10  minutos antes entra Prestiani) já perto dos 90 minutos.

Sem ter feito um jogo do outro mundo, foi uma bela exibição colectiva do Benfica, com muitas boas exibições individuais. A abrir as portas do play-off - no Feyenoord-Fenerbaçe (2-1), donde sairá o adversário, as coisas também não estão resolvidas - mas, acima de tudo, a deixar boas indicações para o que aí vem.

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