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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

E passou a haver coisas para contar na comissão parlamentar de inquérito (VI)...

Por Eduardo Louro

 

Continua a saga dos Espírito Santo, que de nada sabem. De nada são responsáveis, para nada tinham competência... Os contabilistas sim, esses é que sabem de tudo ...

Estranho grupo este ... mandado por contabilistas. Não admira nada que o fim tenha sido este. Não podia ter sido outro!

Generosidades

Por Eduardo Louro

 

Não deixa de ser engraçado: as pessoas que estão a desfilar perante os deputados que constituem a Comissão de Inquérito ao BES foram as que, há quatro anos, pagaram para que nós fossemos reeleger o actual Presidente da República.  No total deram à campanha de Cavaco perto de 300 mil euros... Cada um deu o máximo permitido por lei: 25.560 euros. À excepção do homem da KPMG, o da auditoria. que se ficou pelos 5 mil euros.

O hoje mais célebre exemplar da generosidade nacional -  o empresário José Guilherme que, tanto quanto julgo saber, não tenciona passar por lá - arranjou maneira de, à sua conta - evidentemente sem nunca violar o tecto permitido pela lei - também entrar com 100 mil euros. Coisa irrelevane, à luz dos 14 milhões da prenda que, mais tarde, viria a oferecer a Ricardo Salgado. 

Por enquanto Cavaco não tem nada para dizer: deve manter sob reserva tudo o que é reservado. Daqui por 6 meses, talvez um ano, Cavaco haverá de dizer qualquer coisa sobre isto...

Sei lá... Que o Espírito Santo é uma coisa, e a Santíssima Trindade outra...Mais que outra coisa, é um mistério... Ou mesmo que, naquele tempo, Ricardo Salgado era um respeitável e virtuoso chefe de família... da família dona disto tudo. Ou - quem sabe? - não virá dizer que bem avisou. Que, se forem ver bem ao discurso de tomada de posse, Sócrates não passava lá de figura de retórica... Aquela carga de porrada toda, era, afinal, para os generosos Donos Disto Tudo!

E passou a haver coisas para contar na comissão parlamentar de inquérito (IV)...

Por Eduardo Louro

 

Ricardo Salgado, depois de por lá já ter passado tanta gente, está finalmente no Parlamento. Só agora chegou a vez de quem mais tem a ver com aquilo... E, ao que começou por dizer, está ali para lavar a honra, porque passou seis meses a ser acusado de tudo sem de nada se poder defender... Não está ali para ajudar ao que quer que seja no apuramento de responsabilidades. Não, está ali porque quer, no legítimo direito de defender a sua honra e a da família!

O resto advinha-se: não tem nada a ver com nada, ninguém tirou dinheiro nenhum.. Não ocultou contas... foi o contabilista.  Tipo dado a essas coisas de manipular contas... Com a complacência do supervisor. Angola só é problema porque ficou no banco mau. Não tivesse sido isso e aí estaria a garantia do estado angolano a tapar o buraco... E por aí diante...

E passou a haver coisas para contar na comissão parlamentar de inquérito (II)...

Por Eduardo Louro

 

 

Maria Luís Albuquerque tem uma relação complicada com o parlamento. De cada vez que lá é chamada a uma comissão qualquer, seja comissão especializada, seja comissão de inquérito, a senhora descola da verdade, contradiz o que antes dissera, joga com as palavras e percorre novos caminhos de semântica. Tem sido sempre assim. Quem não se lembra dos swaps?

Ouvida hoje na comissão parlamentar de inquérito sobre o BES, Maria Luís Albuquerque desdisse o que antes dissera. Quem garantira que os portugueses não seriam, em situação alguma, chamados a pagar a factura do BES, disse agora que "a procissão ainda vai no adro". E que não corremos apenas sérios riscos de pagar o que vier a caber à CGD (claro que pagamos tudo em comissões e coisas que tais, o que couber à Caixa e o que couber aos outros). Que corremos também o risco - e esse é ainda muito maior - de ser chamados a pagar tudo o que aí vier de toda litigância esperada, alguma já anunciada. Porque "vivermos, felizmente, num estado de Direito", concluiu a ministra...

E não parou de meter os pés pelas mãos. Na decisão da resolução, com que nada teve a ver, mas que aprovou. No plano de recapitalzação pública que Vítor Bento lhe apresentou, que sempre negou, transformando-o numa simples reunião para “clarificação das novas regras europeias (de capitalização de bancos pelos Estados), porque por vezes as regras europeias mudam e as pessoas podem não ter conhecimento”. E que agora, na comissão, em mais um exercício de semântica ao nível do do tempo verbal de Crato, diz que Vítor Bento não lhe pediu a recapitalização - perguntou-lhe se seria possível!

E passou a haver coisas para contar na comissão parlamentar de inquérito (I)...

Por Eduardo Louro

 

 

Parece-me que começou bem. Logo na primeira audição do governador do Banco de Portugal na comissão parlamentar de inquérito ao BES aprendemos que “a realidade anda mais depressa que o supervisor”. E que por isso – diz-nos Carlos Costa – o Banco de Portugal falhou!

Com uma declaração destas, de uma das figuras chave do processo, está dado o mote. Se tudo o que lá for dito for tão claro e tão substantivo como esta ideia de que se erra, e se falha, porque a realidade anda depressa de mais, podemos ficar descansados: é a realidade a culpada de tudo!

Ricardo Salgado e os restantes Espírito Santo não têm culpa de nada. O Banco de Portugal fez tudo bem, fez tudo o que tinha de fazer… Do governo, nem falar… O próprio Presidente da República, quando garantia que o banco não tinha problemas, que tinha almofadas para tudo, foi apenas traído por essa danada realidade que também anda mais depressa que ele.

E com razões acrescidas: é que ele já apresenta algumas dificuldades de locomoção. Há muito que percebemos que não lhe é já fácil acompanhar a realidade!

Afinal, se há muito a realidade anda mais depressa que o Presidente, como é que nos podemos surpreender que ande mais depressa que o supervisor? Ou mesmo mais depressa que Ricardo Salgado…

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