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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Só as bestas defendem a bestialidade

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Podia vir hoje aqui dizer que o Cristiano Ronaldo é uma máquina. Que o António Guterres - na sua especialidade - não lhe fica muito atrás. Que que o país está minado pela corrupção. Mas que, com o manifesto sucesso da investigação judiciária, isso não tem que ser uma fatalidade.

Mas venho aqui simplesmente dizer que o MMA não é desporto nehum, porque o desporto, mesmo cada vez mais longe da escola de virtudes que chegou a ser, nunca pode ser isto. E que só as bestas defendem a bestialidade...

Parabéns Cristiano!

Por Eduardo Louro 

 

Critiano Ronaldo volta a ser o melhor do mundo. Melhor: continua o melhor do mundo... No ano passado ganhou, apesar de Blatter. Este ano continuou a ganhar, apesar de Platini!

É a terceira, igualando o francês. Que - recorde-se - conquistou três bolas de ouro sem nunca ter sido campeão do mundo, como agora defendia...

 

PS: A referência às três bolas de ouro de Platini esgota-se no protagonismo que atingiu na sua cruzada contra o português. Porque nada há em comum entre as três bolas de ouro de um e de outro, a começar no pequeno pormenor de, ao tempo do francês, o troféu distinguir apenas jogadores europeus. E é bom recordar que, ao tempo de Platini, espalhava classe e magia pelos relvados europeus e mundiais um tipo chamado Maradona. Que, por ser argentino, ficou sempre de fora...

Uma vitória que ninguém sabe donde caiu

Por Eduardo Louro

 

Nada como enfatizar o duelo Ronaldo/Messi para esconder que a selecção não joga nada. Não joga nada, não tem rotinas, os jogadores não sabem muito bem o que ali andam a fazer... Se isto é assim com o seleccionador no banco, como seria se estivesse a cumprir o castigo?

A selecção fez dois remates no jogo todo: o primeiro por Cristiano Ronaldo, e sem ponta de nexo,  a meio da primeira parte; o segundo foi na última jogada, e deu o golo do miúdo. Do Raphael Guerreiro, o mais baixo em campo, de cabeça, no único movimento intencional - e desempoeirado - em toda a jogada. O que é ainda mais extraordinário se tivermos em conta que a equipa dispôs de quatro ou cinco livres próximos da área argentina. E de outros tantos cantos, tudo sem resultar um único remate... Claro que, com um ponta de lança como Éder, essa coisa do remate é muito complicada. Isso não é bem para ele...

Mas pronto. Na história lá fica mais um desses duelos que pôem os media em delírio. E uma vitória portuguesa, que ninguém sabe donde caiu!

Combinação perfeita

Por Eduardo Louro

 

 

A entrevista de Judite de Sousa a Cristiano Ronaldo foi, sem qualquer dúvida, o acontecimento televisivo da semana. E mais um grande êxito para a TVI!

O entrevistado é garantia de sucesso de audiências, sem dúvida, mas a entrevistadora, neste momento, não o seria menos. O regresso de Judite de Sousa aos ecrãs, depois do drama pessoal por que passou, e que encheu páginas e páginas das revistas que vivem da exploração sem limites de tudo o que envolva figuras públicas – quanto mais públicas, e quanto mais extremas as circunstâncias que as envolvam, melhor – seria sempre um grande sucesso de audiências. Estou convencido que o entrevistado passaria sempre para segundo plano, fosse quem fosse. Não tenho grandes dúvidas que o sucesso de audiências seria igualmente garantido se o regresso acontecesse nas conversas de domingo com Marcelo Rebelo de Sousa. As pessoas queriam vê-la e ouvi-la – como está vestida, como se apresenta, se está abatida, se a voz lhe treme… – a ela, o entrevistado viria a seguir.

Só que Cristiano Ronaldo não é uma figura qualquer. É, na circunstância, uma vedeta de primeira grandeza mundial e acrescentaria sempre mais que qualquer outro entrevistado. Nestas circunstâncias, juntar à entrevistadora Judite de Sousa o entrevistado Cristiano Ronaldo era simplesmente a combinação perfeita. Uma combinação que, confesso, me surpreendeu.

Ouvi hoje dizer que foi o próprio Cristiano Ronaldo que, virando as coisas do avesso, tratou de procurar a jornalista da TVI e de se lhe oferecer para este regresso … e isso já não me surpreendeu nada.

Acredito que assim tenha sido. Não vejo, de resto, melhor razão para esta combinação perfeita!

Mais que a entrevista, e mais que alguns pormenores de biblioteca, nada inocentes – porque com o valor comercial da imagem de CR7 ninguém brinca, é tudo a sério –, o que mais me impressiona é esta capacidade que Cristiano Ronaldo tem para engrandecer a sua dimensão.

Não é apenas o melhor jogador do mundo. É muito mais que isso! 

Valorizações e desvalorizações do melhor do mundo

Por Eduardo Louro

 

Não têm faltado reacções à coroação – sim, perdemos um rei precisamos de outro – de Cristiano Ronaldo, ontem em Zurique, como melhor do mundo. Reacções para todos os gostos.

Que puxa pela auto-estima do país, pelo exemplo que deve constituir para os portugueses, pelo exemplo de perseverança, de vontade, de capacidade de trabalho e de profissionalismo. Ou pelo que representa para a imagem do país, contrariando justamente tudo o que de pior, mais nós próprios que mesmo os outros, achamos que o país tem.  

Para exemplo disso, do pior que temos, lá esteve Carlos Queirós na berlinda. Rapidamente se soube que no resultado da votação do seleccionador do Irão, Messi figurava em primeiro lugar, à frente de Ronaldo. E logo toda a gente se atirou a ele, sem dó nem piedade. O país do futebol, que não morre de amores por Queirós, longe disso, não lhe perdoou a traição à pátria. Nas televisões, nas redes sociais, em tudo o que viesse à mão, impiedosamente... Mesmo que se viesse a saber – o que parece que ele teria já explicado – que a votação do seleccionador do Irão não é o voto do seleccionador himself, mas do colectivo da equipa técnica da selecção. E que votara vencido em Cristiano!

Mas também houve quem desvalorizasse o feito de Cristiano Ronaldo, a começar pelos que desvalorizam o próprio futebol, recusando ver nesta actividade, nesta indústria, a excelência que no país não tem paralelo. Ou como Platini que, pelo chauvinismo que toda a gente pode condenar menos a maioria de nós, que lhe não fica atrás, preferia que tivesse sido Ribery a ganhar!

No entanto, se teremos que achar natural que quem não vai à bola com a bola desvalorize a proeza do melhor do mundo; se, porque também nesta matéria somos chauvinistas – não somos é presidentes da UEFA -, ainda teremos que engolir o mau perder de Platini; já teremos muita dificuldade em perceber a capa do Record de hoje, onde a única referência ao melhor do mundo aparece no rodapé. Mas num anúncio da Sport TV!

Cristiano Ronaldo é o melhor do mundo. Mas Yup Heynckes também...

Por Eduardo Louro

Cristiano Ronaldo não contém lágrimas ao receber «Bola de Ouro»

Nunca numa gala da FIFA tanto se falou português. Se calhar nunca se falou tanto em português numa gala internacional de dimensão planetária…

Cristiano Ronaldo conquistou a bola de ouro, foi declarado o melhor do mundo, como todos desejávamos. Mas não foi por isso que tanto se falou em português. Nem por isso nem por ele, até porque falou pouco: chorou mais do que falou. Nem por Eusébio, que a FIFA num acto falhado pretensamente homenageou: uma vergonha! Nem por Matic, que ainda joga no Benfica, ao serviço de quem marcou - ao Porto, pois claro – um dos três melhores golos do ano, ao lado dos golos de Neymar e Ibrahimovic (que, com o seu fabuloso pontapé de bicicleta, ganhou) pelas respectivas selecções. Nem pela bola de ouro de prestígio de Pelé, tipo prémio de carreira ou honoris causa, que falou em inglês.

Foi apenas pela mega promoção do mundial do Brasil em que a FIFA transformou aquela gala. Por isso por lá desfilaram muitos brasileiros e brasileiras que, ao contrário de Pelé, falaram em português!

Mas esta gala da FIFA não fica na minha memória apenas por se ter falado muito em português. Nem pela lástima que constituiu a suposta homenagem a Eusébio. Nem pela segunda bola de ouro do fenómeno português. Nem pela cara bonita da Irina, a contrastar com a do Cristiano lavada em lágrimas. Fica na minha memória porque disse que o melhor treinador do mundo é um tipo que, há pouco mais de uma dúzia de anos, achava que o João Pinto não era jogador da bola, que já não prestava para o Benfica…

O treinador que foi cúmplice de Vale e Azevedo é o melhor do mundo. Não me conformo com isso!

Um fado com final feliz

Por Eduardo Louro

 

 

A selecção nacional está apurada para o Brasil. Tarde, mais tarde do que a sua valia colectiva merecia, mas dentro daquilo que é o nosso fado. Um fado onde cabem velhas crenças, mas também velhas estórias. Uma delas é a do cântaro, da fonte, e da asa que alguma vez lá haverá de ficar…

Não foi ainda desta vez que lá ficou. Não poderia mesmo ser desta vez: porque não há asa que se quebre quando no cântaro está um génio; e porque a selecção da Suécia vale bem menos do que o que se anunciava, e bem menos do que se temia.

No cântaro, como se fosse lâmpada, estava o génio de Cristiano Ronaldo. Que fez, de longe, o melhor jogo de sempre pela selecção nacional e certamente um dos melhores jogos da sua já longa e sempre brilhante carreira. Hoje em dia só não é o melhor do mundo porque não é deste mundo!

Defendi frequentemente no passado que Cristiano Ronaldo era o melhor jogador do mundo. Que Messi não era deste mundo, e não era por isso comparável. Hoje é claramente o português que não é deste mundo, e é injusta para Messi e Ribery a discussão que por aí corre, como desigual e injusto foi o duelo para que convocaram Ibrahimovic, apesar da forma digna e capaz com que hoje, na segunda parte, se apresentou. A mostrar claramente que a selecção sueca é ele próprio, que para além dele é o deserto.

Por isso se percebeu hoje que o jogo retraído e ultra defensivo de Lisboa não fora estratégia. Que é mesmo assim, que pura e simplesmente a selecção sueca não tem mais (futebol) para dar.

É certo que chegou a assustar, quando a vinte minutos do fim estava a um golo do apuramento e galvanizada pela reviravolta no resultado. Sol de pouca dura, porque neste jogo de grande emoção e muito bem disputado, a selecção nacional foi tudo o que foi nesta fase de apuramento. E sendo tudo isso, já fora até aquela altura tudo o que de mau tinha sido!

A selecção nacional parece ter querido fazer deste decisivo jogo do play-off um espelho do seu desempenho durante o torneio de apuramento. Começou o jogo com a displicência e a falta de dinâmica dos jogos em casa com a Irlanda e com Israel, numa apatia confrangedora que aquele episódio de Pepe parado, com a bola também parada durante largos segundos, tão bem ilustra. Depois de perceber que o adversário estava ali apenas para defender, passou a jogar à bola e a dominar de forma inconsequente o jogo, como fizera em Moscovo, no único jogo que perdeu. No início da segunda parte fez o golo e logo se acomodou, como fizera nos jogos com Israel, com idêntico resultado. Viu-se de repente na eminência de perder o apuramento, com toda a pressão do jogo. E aí, quando tudo aperta, ressurgiu no seu maior esplendor. E não foi só com Cristiano Ronaldo, embora tenha sido ele o comandante. Foi com muitos outros e com muito Moutinho...

Gostamos disto. Gostamos de sofrer até ao fim, achamos que a vitória assim tem mais sabor. Não é estratégia, não é o nosso modelo, a nossa maneira de fazer as coisas. É o nosso fado!

Duelos do play-off

Por Eduardo Louro

 

No anunciado e badalado duelo, Cristiano Ronaldo esmagou Ibrahimovic. E no ar ficou a ideia que não tem rival à altura, nem com a ajuda do frio sueco...

Já Ribery não fora desafiado para qualquer duelo, não tinha do outro lado estrela à sua altura, mas ficou a ver o Brasil mais longe. A não ser que se repitam as coisas esquisitas que nestas ocasiões sucedem em Paris... 

Com Messi fora de jogo - dizem as más línguas que estas lesões do argentino têm origem em Neymar - sobe a expectativa na escolha do Bola d`Ouro deste ano.

O melhor

Por Eduardo Louro

 

A recente vitória de Rui Costa no campeonato do mundo de ciclismo de estrada de que aqui se deu na altura conta – a propósito, aqui fica a pitoresca narração em directo na televisão espanhola  – prestou-se a que se instalasse de imediato uma nova discussão, a que uma certa parte do país dá muita importância: seria ou não já Rui Costa o melhor ciclista português de todos os tempos?

Bem nos lembramos que, ainda há poucas semanas, bastou que Cristiano Ronaldo marcasse três golos em Belfast, e atingir e bater uma velha marca de Eusébio - lograda em bem menor número de jogos, mas não é isso que interessa – para ser aberta idêntica discussão à volta dos dois futebolistas, que foi até levada muito a sério por muita gente. Desde logo pelos adeptos, e em particular pelos chamados notáveis, de Benfica e Sporting, mas também por Luís Figo, certamente sentido – e avisado da velha máxima portuguesa de que “quem não se sente não é filho de boa gente” – por o terem deixado de fora, que decidiu a contenda sentenciando que king só há um: Eusébio e mais nenhum!

O Eusébio do ciclismo é, como se sabe, Joaquim Agostinho. O benchmarking de Rui Costa faz-se pois com Joaquim Agostinho que, sendo uma figura tão nacional como Eusébio é, para os adeptos leoninos, o Eusébio do Sporting, o que não deixará de ser irónico à luz da discussão com Cristiano Ronaldo.

São discussões que não fazem sentido, porque não faz sentido comparar o que não tem comparação tal a distância, no tempo e em todas as envolvências que determina, que separa cada realidade.

É uma discussão que - mesmo quando bem conduzida, como os interessados aqui poderão ver - não deixa de ser estúpida. Mas que é muito frequente entre os portugueses, que precisam sempre de encontrar o melhor, o maior… Perdem-se nesses exercícios, sempre condenados à parvoíce, ao disparate, ao non-sense

Quem não se lembra no que deu aquela do maior português?

Não nos preocupamos muito em honrar os verdadeiramente grandes. Nem em admirar sem condições os que dentre nós mais se distinguem. Parece que somos de coração pequeno, com apenas um lugar. Ali não cabe mais que um…

Isto poderá ter alguma coisa a ver com a nossa ancestral inveja, que nos condiciona no reconhecimento valor e mérito aos outros de nós. Se temos tanta dificuldade nisso poupamo-nos e reconhecemos apenas um – o maior!

Mas poderá também ter a ver com o individualismo e o espírito competitivo que se acentuou na sociedade portuguesa, particularmente nos últimos vinte anos. Tem sempre de se encontrar o melhor!

 

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