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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

PORQUE? É FATALIDADE?

Por Eduardo Louro

 

 

E ao primeiro debate mais uma gafe. E logo no mais fácil!

Aumentar o IVA da electricidade? Mas porquê este exemplo?

Não havia tantos outros? Percebe-se que quisesse fugir ao leite com chocolate. Ou à cerveja ... Mas, caramba: tinha de ser a electricidade?

Assim é mais difícil. É evidente que a máquina do PS vai aproveitar…

E lá vai ter que dar mais explicações… E lá vai ter dizer que é terrorismo político…

Começa a não haver muita paciência para tanta ingenuidade! Não havia necessidade…

 

 

 

O REFRÃO

Por Eduardo Louro

 

O debate entre Portas e Sócrates, que marcou a entrada de Sócrates nesta cena dos debates, serviu para confirmar o que já previa vir a ser o mote da estratégia de comunicação do PS. Percebia-se, conforme salientava no post abaixo, que o foco passaria pela exploração da ideia de que o PEC 4 e Programa de suporte da Ajuda Financeira da UE e do FMI são uma e a mesma coisa. Conforme refiro em baixo, a apresentação do programa eleitoral do PS – quer na forma quer na substância - não teve outro objectivo que não esse!

Encontrado o mote – e dado o estilo e a máquina da comunicação deste PS de Sócrates – logo se passou à criação do refrão da canção do bandido:

 

“O PEC 4 é igual ao programa da troika;

Chumbaram o PEC 4;

E lançaram o país na crise política;

Para agora subscreverem o programa da troika.”

 

Há uns problemas de rima mas não faz mal: eles acham que funciona à mesma!

E pronto, lá aprendemos este refrão que passará a andar na boca de toda a gente, trauteado em tudo que seja comício, debate ou simples conversa de café. Ainda aprendemos outra mas a essa não lhe prevejo o mesmo sucesso: é a diferença entre não estar disponível para governar com o FMI e não governar com o FMI. E isto esclarece a grande questão que andava no ar: como poderia Sócrates partir para estas eleições para disputar um lugar a que claramente se recusara. Pois ficamos esclarecidos. Pelo próprio, como convinha: “eu (ele Sócrates) nunca disse que não governaria com o FMI; disse que não estaria disponível para governar com o FMI”!

Ficamos esclarecidos. Afinal é para isso que os debates servem!

 

 

O BPN

Por Eduardo Louro

   

É estranho. Muito estranho! De um momento para o outro o quarto poder resolveu que o BPN existe.

Explico melhor: o BPN está definitivamente instalado na campanha eleitoral. Não é o que possam estar a pensar: isso foi na campanha de há cinco anos atrás, nas últimas presidenciais! Nessa altura é que estava a financiar a campanha de um dos candidatos. Do que ganhou!

Esclarecido que não é por estar a financiar a campanha de ninguém – afinal enquanto lá não pusermos mais os tais 500 milhões não há dinheiro nem para mandar cantar um cego (que me perdoem os invisuais e os mais puristas, mas é uma expressão corrente do tempo em que as sensibilidades não eram tão susceptíveis ao politicamente correcto) – resta dizer que é por, finalmente, ter sido aceite como matéria de campanha.

Nem mais! O poder mediático, que tinha classificado a matéria como campanha suja, inaceitável e intolerável num estado de direito democrático, afinal já entende que é matéria definitivamente instalada na campanha eleitoral. E mais: quando há poucos dias era a honorabilidade do presidente candidato que estava a ser atacada por terroristas, agora já é matéria incómoda para o mesmo presidente candidato.

Mas então a que se deve tão surpreendente reviravolta?

É simples: é que agora foi o candidato Manuel Alegre – como não poderia deixar de ser mas, mesmo assim, com muito pouco jeito, como que também a medo – a introduzir a questão no debate de ontem. A diferença é só esta: outro qualquer candidato, daqueles que só existem para atrapalhar, não pode falar do caso BPN. Manuel Alegre, um candidato com cheiro a poder, já pode. É assim que funciona o quarto poder!

Pronto, agora que já se pode falar do BPN, por muito que incomode o presidente candidato – coisa que evidentemente incomoda tanto o poder mediático instituído – já posso dizer que acho muito estranho que Cavaco Silva remeta a explicação do famoso e super lucrativo negócio das acções da SLN (sociedade detentora do BPN) para as suas declarações de IRS. E que acho muito estranho que nenhum jornalista até hoje ache isso estranho: que nem um único se atreva a dizer-lhe que a declaração de IRS não explica nada disso, que apenas explica que pagou os impostos sobre o rendimento anormal do negócio. Mas que também acho estranho que Cavaco Silva seja tão crítico com a actual gestão do BPN – dando até o exemplo dos bancos ingleses, numa desajeitada e inaceitável tentativa de misturar alhos com bugalhos, o conhecido gesto de atirar areia para os olhos – e não tenha uma única palavra para a gestão criminosa do passado.

Acho estranho e deplorável. É que não é apenas por parecer que protege os seus compagnons de route agora trazidos à condição de prováveis criminosos. É que permitiu ao governo sair em socorro da gestão da CGD no BPN, esquecendo a responsabilidade pela desastrosa decisão da nacionalização. Que nem um euro custaria aos contribuintes, lembram-se?

 

 

PS: Já depois da publicação deste post a administração da CGD emitiu um comunicado obedecendo a uma ordem dada publicamente pelo governo (bem ouvi, esta tarde, Pedro Silva Pereira dar a ordem, em defesa da honra).

Nem o governo mandou, nem a administração da CGD entendeu necessário, emitir qualquer comunicado a explicar por que não se consegue vender o BPN. Nem a explicar por que é que pedem agora mais 500 milhões, quando a irregularidade de capital é de uma ordem 5 ou 6 vezes maior. Nem quando e como é que este pesadelo vai acabar!

É por isto que eu acho que Cavaco Silva foi um mau presidente, é um mau candidato e voltará a ser, infelizmente, um mau presidente. Porque, sucessivamente, não resolve coisa nenhuma e promove este tipo de coisas!

 

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