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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Visita de trabalho

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O Presidente Marcelo vai encontrar-se amanhã com Trump, na Casa Branca. Diz-se que não haverá selfie, nem sequer conferência de imprensa conjunta, daquelas que nunca se sabe muito bem como vão acabar. É uma "visita de trabalho", não é uma visita de Estado. Não dá por isso para grandes exuberâncias e Macron, a quem não faltaram os gestos mais expressivos - deu até para limpar a caspa do casaco -  não ficou assim tão bem na fotografia...  

Cá para mim, Marcelo apenas quer acrescentar mais um cromo à sua caderneta: faltava-lhe lá o cromo do Trump, e teria que tapar aquele espaço em branco fosse lá como fosse. Não queria continuar com o quadradinho em branco, mesmo  sabendo bem que Trump não é por estes dias o cromo mais procurado. Deve haver para troca... 

Parece-me que é isso.

 

 

 

A epidemia*

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Na América, Trump refinou o que chama de tolerância zero contra os imigrantes ilegais, mesmo que para isso arrancasse crianças às famílias e as prendesse em jaulas, que uma senhora do seu governo, com a pasta da imprensa, comparou a campos de férias. No fundo, são campos de férias para as crianças, garantiu a senhora. Coisa que, rezam as crónicas, lhe valeu sérios incómodos num restaurante em que jantava um destes dias. Se é que é senhora para se deixar incomodar…

Sim, porque nesta administração Trump não há muita gente para se deixar impressionar por estas coisas, havendo até quem, perante hipóteses de comparação com os nazis, negue qualquer semelhança: na Alemanha nazi, eles queriam evitar que os judeus partissem; agora, na América, pretende-se evitar que entrem. Não os judeus, evidentemente… Ou até quem, de mãos erguidas, invoque a Bíblia para justificar as suas monstruosidades. Soube-se que Melanie Trump se sentiu fortemente incomodada mas, como se sabe, não pertence à administração. É apenas primeira-dama. E mesmo assim só quando convém…

Em plena União Europeia, em cujo coração a Srª Merkel, outrora inimiga da Europa e agora sua última esperança, trava uma dura luta de sobrevivência com o seu ministro do interior exactamente por causa destas coisas, o Sr Viktor Orban, anteontem, em pleno dia mundial dos refugiados, fez aprovar no parlamento da Hungria um pacote legislativo que criminaliza, e pune com prisão, qualquer auxílio a qualquer imigrante ilegal ou refugiado. Ou quem ouse auxiliar alguém a pedir asilo.

Na Europa, um país membro da União Europeia, não se limita a inscrever na Constituição que “uma população estrangeira não pode fixar-se na Hungria”. Persegue quem defenda ou preste qualquer tipo de auxílio a estrangeiros que pretendam entrar no país de onde muitos cidadãos tiveram que sair para procurar melhores condições de vida. Como George Soros, hoje um dos maiores investidores e filantropos do mundo, e um dos maiores financiadores das organizações de defesa dos direitos dos imigrantes, também na Hungria.

Mas de tal forma objecto da ira fascista do líder húngaro que o regime não encontrou melhor designação oficial para esta legislação agora aprovada que, justamente, “STOP SOROS”.

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

Ironia entre muros e barreiras alfandegárias

 

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Na véspera da abertura do campeonato do mundo de futebol, na Rússia, a FIFA anunciou os organizadores do certame em 2026 (o próximo, como se sabe e se tem dificuldade em acreditar, é no Qatar). Pode parecer irónico, mas a ironia não é o forte da FIFA: Estados Unidos, Canadá e México, vão acolher em 2026 a maior competição de futebol do mundo!

É pela primeira vez uma organização a três, mas não é aí que está a novidade. E muito menos a ironia, na semana em que Trump e Trudeau esfaqueram as suas relações de vizinhança. As de Trump com Peña Nieto, essas há muito que estão dilaceradas. Irónico será o futebol a circular livremente entre muros de betão e barreiras alfandegárias em verdadeira harmonia. Mesmo que já sem Trump...

Cimeira ou espectáculo?

Jornal i

 

E foi vê-los, felizes e contentes, com Trump a dizer que foi “melhor do que alguém poderia imaginar”. O que ninguém poderia imaginar era um presidente americano a largar os amigos e aliados históricos para sair a correr para os braços de um Kim qualquer, da mais sanguinária dinastia contemporânea. Literalmente, só que com as letras feitas de imagens...

E é de imagem que se faz o espectáculo...

Para já, o petróleo sobe ...

 

 

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Sabe-se que Trump não lê. Não lê nada, nem relatórios de segurança, nem sequer pequenas notas ... Nem ouve, especialmente conselhos avisados. Não ouviu Macron. Nem Merkl. Nem May. Mas ouve Netanyahu. E ouve Salman. E gosta do que ouve, soa-lhe bem...

E então, pois claro - rasgou os acordos de desnuclearização assinados com Irão, em Viena, há menos de três anos, como de Telaviv e de Riade reclamavam. E é isso: um ultra fanático israelita e o não menos fanático, sanguinário e terrorista regime árabe manipulam como uma marioneta a figura a quem o mais poderoso país do mundo entregou o seu destino. E põem e dispõem da paz mundial!

Para já, o petróleo sobe... Mas isso é o que de menos mau aí vem!

"Presente"!

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Parece que os professores norte-americanos começaram a dizer "presente" à chamada de Trump. Um professor de Estudos Sociais - não é de Matemática, nem de Química - pegou na pistola numa sala de aulas de uma escola secundária do Estado da Geórgia e disparou. Provavelmente para confirmar que a dita funcionava, porque o seu presidente quer os professores armados mas com armas que funcionem. 

Só não se percebe é por que raio, no fim, foram prender o homem. Trump não apreciou, mas não se sabe se já avisou a polícia que isso não se faz...

Sem limites*

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Na semana passada, na Florida, perto da cosmopolita Miami, um rapaz de 19 anos entrou pela escola donde tinha sido expulso e, de semiautomática em punho, espalhou o terror e matou 17 pessoas.

Era o 18º tiroteio do ano, numa escola. Em menos de mês e meio. Nos últimos cinco anos, em escolas, foram 300, com mais de um milhar de mortos. À média de 60 por ano, 5 por mês, ou 1 por semana!

A América – os Estados Unidos, porque o Canadá, logo encostado já é outro mundo – tem a tradição do uso e porte de armas. Vem da sua curta História, como sabemos, é parte da sua fundação. Como tem outras tradições nada recomendáveis, cultivadas no que se chama a América profunda. Mas tem, acima de tudo, uma fortíssima indústria de armas, que nasceu daí, e que constitui o mais poderoso dos poderosos lóbis americanos. Que faz com que qualquer rapaz – ou rapariga, aí não há diferença de género – que não pode comprar um bilhete de lotaria, ou uma raspadinha, uma cerveja, um maço de cigarros, ou uma revista pornográfica possa comprar, na hora e sem demais, uma arma capaz de vomitar dezenas ou centenas de balas por minuto, com capacidade para matar centenas de pessoas em escassos segundos. Que faz de qualquer miúdo minimamente desequilibrado um terrorista!

O assunto – a completa desregulação da venda de armas – está permanentemente na agenda política. Mas nunca sai daí. Democratas e republicanos deixam sempre tudo na mesma. O Congresso, que acima e antes de tudo representa lóbis, não permite que se lhe toque.

Depois, há presidentes, como Obama, que mesmo sem conseguirem alterar nada, apontam o dedo. Denunciam. E há Trump. Para quem nada disso está em causa e, pelo contrário, tudo se resolve vendendo mais armas.

Foi o que o disse ao receber sobreviventes e familiares das vítimas do tiroteio da semana passada, apontando que a solução passa por armar os professores. Que “um professor armado teria disparado sobre o atirador e acabado com aquilo tudo muito depressa”. Que “para um maníaco, uma zona livre de armas é um convite ao ataque, porque sabem que ninguém vai disparar de volta”.

É isso. Quando pensamos que Trump já não nos consegue surpreender, ei-lo sempre pronto a ir mais além. Para ele, a imbecilidade não tem limites, e o mundo pode sempre recuar in saecula saeclorum...  

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

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