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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Seis jazidas de petróleo, mais de mil milhões de barris...

Por Eduardo Louro

 

... E a gente aqui sem saber de nada...

Agora, que os saldos também chegaram ao do petróleo, é que dizem?

Já se vê, com esta é que Passos Coelho não contava. Já sabia há um ano, mas quis também guardar o petróleo para as eleições... Não imaginaria é que estivesse agora ao preço da uva mijona... Mas nada de desanimar, daqui até às eleições os preços ainda podem subir. Ou podem até os ingleses decidir-se a dizer onde é que está mesmo esse petróleo todo!  

 

Última hora: golpe de teatro na Liga

Por Eduardo Louro

 

 

Já não bastava tudo o que se tem passado à volta das eleições para a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, a mostrar a verdadeira face do dirigismo do futebol em Portugal. Não bastava o discurso do presidente do Sporting. A figura do presidente do Vitória de Guimarães e a do Nacional. De cada um e de ambos em simultâneo. Para não falar do triste espectáculo de uma figura da magistratura e outra da política, qual delas a mais triste, a mostrar que quando os dirigentes do futebol estão atolados na lama há sempre quem, de fora, sirva para ... trazer mais lama ainda. Nem da falta de transparência dos três grandes, sem excepção!

Não bastava tudo isto, era ainda preciso que, das quatro candidaturas, apenas a do anterior presidente, apresentada em última hora, fosse regular. Uma coisa é certa, goste-se ou não - e poucos gostam - Mário Figueiredo confirma que o último a rir é o que ri melhor. Só não ri sozinho porque seremos certamente muitos a rir de Fernando Seara. E de Rui Rangel. E de Júlio Mendes. E de Rui Alves. E de Pinto da Costa. E de ... Luís Filipe Vieira!

E, claro, o Bruno de Carvalho acaba por também se partir a rir...

Desta gente, que pelo tacho faz tudo, não se pode esperar mais nada. Nem que tenha o mínimo de vergonha para manter agora algum recato!

UMA QUESTÃO DE SUSTO

Por Eduardo Louro

 

Os mercados estão à beira de um ataque de nervos com os resultados eleitorais em Itália. A Europa não está mais tranquila, e a Alemanha, essa, já arranca cabelos!

Mas o que mais marcadamente caracteriza estes resultados das eleições em Itália é a normalidade. E a previsibilidade.

É o resultado normal porque, em boa verdade, a instabilidade política, e até a ingovernabilidade, é a principal característica do sistema político italiano. Foi sempre assim no pós guerra, e só deixou de o ser nos últimos anos, com os governos do Il Cavaliere, essa figura única nascida das cinzas do sistema, depois do ciclone que no final do século arrasou o edifício político do país.

E é um resultado previsível depois desta pouco original ingerência da União Europeia (UE) na política italiana. Na verdade Bruxelas resolveu suspender a democracia em Itália e impor aos italianos um governo de comissariado próprio em substituição do governo que tinham elegido. Impndo aos italianos, não só - como aos portugueses e aos gregos - uma política de austeridade, mas também um governo para a executar, nem a UE, nem ninguém, poderia esperar que os italianos votassem de outra maneira.

Aconteceu em Itália, como já tinha acontecido na Grécia – onde a solução acabaria por passar por novas eleições, onde os eleitores foram sujeitos à humilhação máxima de votar sob a ameaça de uma arma alemã apontada à cabeça. Não aconteceu em Portugal porque não houve eleições, tudo aconteceu em plena primavera do ciclo político. Mas lá virá!

Não se sabe bem quem ganhou as eleições. Acontece o que é costume: todos ganham, e ganham todos à medida de quem faz a avaliação. Bersani e Berlusconi dividiram 70% dos votos, mas para a direita, Berlusconi ganhou sem qualquer sombra de dúvida. E para o centro esquerda foi Bersani o vencedor. Para a esquerda, o Movimento 5 Estrelas do humorista Beppe Grillo – um movimento de cidadania, em terceiro lugar na contagem dos votos, com 25% - foi o grande vencedor destas eleições.

Mas sabe-se quem perdeu: Monti, o homem da Goldam Sachs, o comissário de Merkel. O homem dos mercados - que não o dos italianos – serviu para fantoche. Agora não fica a servir para nada. Nem certamente para muleta de Bersani!

Não sei se estas eleições italianas resultam no caos. Mas sei que estes resultados assustam mais os mercados e a nomenklatura europeia que os italianos. E como o que mais por cá falta é mesmo quem possa assustar os actuais senhores da Europa, esta é uma boa notícia!

 

O MEU VOTO

Por Eduardo Louro

 


O Benfica vai hoje a votos. Pelo que a esta hora se sabe, a afluência estará tão longe de bater recordes quanto de ser uma decepção. Longe da compreensível mobilização das eleições de há doze anos, quando foi preciso correr o pano sobre o período mais negro da sua História, e provavelmente aquém do esperado para uma disputa a dois.  

Não será porventura grande a mobilização da nação benfiquista para estas eleições: a campanha não foi entusiasmante, antes pelo contrário. Foi, no meu entendimento, desinteressante e de pouca utilidade. À boa maneira de tudo o que é eleições em Portugal, viveu de sound byte, da demagogia e de populismo. Mas passou ainda das marcas, com o debate num nível muito baixo, centrado no ataque pessoal, que acabaria numa espiral de violência verbal que não enobrece os candidatos. Nem o Benfica!

Ainda bem que tudo acaba hoje. Corria-se o risco de não saber até onde chegaria esta espiral de demagogia. Luís Filipe Vieira já não faz a coisa por menos: 3+1+50. Quer ele dizer que os próximos quatro anos são para ganhar 3 campeonatos, 1 competição europeia e 50 títulos nas modalidades. Rui Rangel não foi tão longe – não poderia ir – mas também não ficou aquém ao prometer o título já para este ano. Do mal, o menos, e ainda bem que isto acabou aqui: corriam-se riscos de fortes contributos para o anedotário do clubismo nacional e de encher um certo bloco de notas, pronto a usar para memória futura.

A única coisa séria que sobrou desta espécie de debate foi mesmo a dos direitos de transmissão televisiva, e a ruptura com a Olivedesportos. Mas, apesar de me parecer que em regime pay per view não seja muito difícil superar os valores oferecidos por Joaquim de Oliveira, até disso tenho dúvidas: não serei certamente dos mais surpreendidos se daqui por um mês ou dois houver uma reviravolta e tudo acabe por ficar na mesma…

É por isto que o meu voto, desta vez, é um simples voto de que mais nada sobre desta campanha eleitoral que os próprios resultados da eleições, pacífica e democraticamente aceites por todos os benfiquistas. Com votos de que  melhores dias venham…

 

PS: Afinal, e para surpresa minha, a afluência às urnas acabou por ser a maior de sempre. Ainda bem!

ELEIÇÕES REGIONAIS NOS AÇORES

 Por Eduardo Louro

 

O PS, ao fim de 16 anos de poder e agora sem Carlos César, voltou a ganhar as eleições regionais e continuará a governar os Açores, abrindo um novo ciclo: o de Vasco Cordeiro!

Para o PSD - que já assumiu a derrota precisamente através de Pedro Passos Coelho – esta é, e disso sobram poucas dúvidas, apenas a primeira de uma longa série de derrotas eleitorais a que a desastrada e incompetente governação da sua actual liderança o condenou.

 

 

CONTRA ATAQUE

Por Eduardo Louro

 

José Sócrates surgiu-nos ontem à noite em plena campanha eleitoral. E confesso que me deixou baralhado: fiquei por momentos sem perceber se aquilo a que tinha assistido era o momento zero da campanha para as próximas eleições, se era mais um número do mestre do bluf ou ainda se não passaria de mais um episódio da esquizofrenia acelerada que tomou conta destes últimos dias do governo.

As palavras de Teixeira dos Santos, hoje em Bruxelas, apontam para dar mais crédito a esta última hipótese. Vêm-nos à memória aquelas imagens daquele ministro de Saddam quando os americanos ocupavam Bagdad…

Mas também não me custa muito admitir o três em um: o completo desfasamento da realidade, aliado à irreprimível tentação do jogo, sem descurar a possibilidade de ser o primeiro a reagir ao tiro de partida da campanha!

Anunciando bem cedo a comunicação ao país para a hora dos telejornais Sócrates, como tanto gosta, criou o suspense! Houve até quem pensasse – ou até quem receasse, sabe-se lá – que iria apresentar a demissão do governo. Santa ingenuidade: como se isso fosse alguma vez possível, como se Sócrates não estivesse mais agarrado ao poder que as lapas agarradas às rochas, resistindo às sucessivas, cadenciadas e violentas batidas das ondas.

Depois foi a comunicação – que era sem perguntas e passou a ser com perguntas - melhor - com respostas. Com as respostas que quis dar, independentemente das perguntas – ao melhor jeito do que será o argumentário de campanha e o desafio: vá derrubem-me! Um desafio com ar fanfarrão: vejam lá se têm coragem! E com encontro marcado para a Assembleia da República, na discussão do PEC. Deste novo PEC!

E houve logo quem se assustasse: “agora quem quer eleições é o PS” disse, por exemplo, Pacheco Pereira!

Como ontem aqui escrevia agora cada um tem que pedalar a sua bicicleta. Já não há nada a esperar: nem esperar que Sócrates se demita, nem esperar que seja Cavaco a ter as dores do parto, nem esperar por melhores momentos. Não há tempo para mais calculismos – utilizando a linguagem do futebolês, o jogo partiu!

Ainda bem, digo eu! Isto já não dá para mais…

O diabo é se Mário Soares estiver enganado quando diz (hoje no DN) que “Sócrates cometeu erros graves … que lhe vão sair caros”. O diabo é mesmo se, depois de nos terem saído caros a todos, ainda vão acabar por não lhe sair a ele!

Mas esse é um risco que agora não podemos deixar de correr! 

 

 

Político é que atrapalha...

Por Eduardo Louro

 

Os resultados das eleições presidenciais de ontem no Brasil determinaram uma poucas vezes prevista segunda volta. Confirmaram no entanto a ideia que eu de lá trouxera há duas semanas.

As eleições no Brasil começam a ter, na Europa e em particular em Portugal, alguns pontos de contacto com as americanas. Se fossem os europeus a votar nas eleições americanas provavelmente George W Bush nunca teria sido presidente dos Estados Unidos. No entanto foi eleito e reeleito!

Ora aqui está um desses pontos de contacto. Se fossem os europeus, ou no caso mesmo o resto do mundo, a votar nas eleições presidenciais de ontem a candidata de Lula – Dilma Roussef – teria vencido claramente e arrumado a questão. Mas foram, como não poderia deixar de ser, os brasileiros. E esses, apesar de tudo o que o Brasil conquistou nos últimos quinze anos, foram mais comedidos na hora de atribuir o crédito a Lula.

O Brasil é hoje uma grande potência com uma influência decisiva no xadrez mundial: estratégica, política, económica e, evidentemente, cultural. É uma potência eclética, e não meramente económica!

É, como hoje se diz, um player global. Um mero exemplo: enquanto, há duas ou três semanas atrás, no Rio de Janeiro se abriam as portas da Rio Oil & Gás, já com o estatuto de maior feira mundial do sector, no mesmo dia – evidentemente que não foi por acaso – em S. Paulo, abria na Bolsa o período de subscrição do aumento de capital da Petrobrás, a maior operação de capitalização de sempre em todo o mundo.

O Brasil eliminou uma enorme parte da imensa pobreza que lhe minava o desenvolvimento e criou uma classe média que integra hoje metade da população. Uma classe média que nunca teve e que hoje tem um papel na economia brasileira ao nível do das economias desenvolvidas. Uma classe média que não se vê apenas nas estatísticas mas que se sente na rua, nos restaurantes e nos hotéis!

Tudo isto em quinze anos e em duas presidências: Fernando Henrique Cardoso (FHC) e Lula da Silva. Sim, há méritos a distribuir também por FHC, que iniciou este percurso.

No entanto, chegada a hora de substituir Lula, a campanha eleitoral encarregou-se de esquecer FHC para transformar Lula no credor único deste sucesso. E Lula tomou conta da campanha: a sua participação foi inclusive superior à da sua candidata, numa atitude de intervenção directa sem paralelo. Parafraseando todos os seus discursos, nunca antes um presidente em exercício tinha intervindo tão activamente numa campanha.

Surpreendente foi a reacção de José Serra que, em vez de salientar o papel de FHC – seu companheiro de partido, o PSDB – e de o puxar também para a campanha, adoptou uma atitude que mais parecia de ciúme. Muitas das vezes ficou mais a ideia de que tinha ciúmes de Vilma por ser ela, e não ele, a receber o apoio do presidente feito Deus, do que propriamente a denunciar os excessos do empenho do presidente numa sucessão dinástica.

A campanha de Vilma Roussef foi de facto a campanha de Lula da Silva. Com tudo a favor, incluindo os erros do seu principal adversário. Mas não foi suficiente para ganhar (46,88%) e agora tudo fica a depender do que vier a acontecer na segunda volta com os votos (quase 20%) de Marina Silva, a ecologista saída também não só do PT de Lula como do seu governo.

Aos nossos olhos europeus parece difícil de entender como é que, nestas circunstâncias, Lula – é claro que este resultado de Vilma é um resultado de Lula – não consegue ganhar as eleições. Mas quem olhar com atenção para o Brasil percebe a debilidade do sistema político brasileiro e percebe que Lula não conseguiu passar entre os pingos da chuva.

Não me esqueço da resposta de um taxista quando eu lhe manifestava o meu entusiasmo por ver o país entre as maiores potências mundiais: “É… o Brasil tem tudo, político é que atrapalha”!

Nunca antes

Por Eduardo Louro

 

 

Acabei de regressar do Brasil, onde voltei precisamente dez anos depois. Por mera coincidência, de novo em tempo de campanha eleitoral!

Voltei pois a encontrar um país em campanha eleitoral. Encontrei um país com algumas diferenças mas uma campanha eleitoral bem diferente.

Sempre um Brasil de dupla face – sinais de desenvolvimento próprios de uma potência mundial convivem, lado a lado, com os mais evidentes sinais de terceiro-mundismo –, mas agora um país que todo o mundo cobiça. Qual garota de Ipanema, filha adoptiva do talento de Vinícius (…olha que coisa mais linda, mais cheia de graça…) que todos querem para namoradinha!

Nunca antes o mundo olhou para o Brasil deste jeito!

Um país que todos os dias atinge novos máximos nos mais diversos índices, a fazer lembrar aquelas semanas loucas das bolsas. Batem-se sucessivos recordes e cria-se a ideia que o limite é o céu. Depois cai tudo, mas isso é outra estória! Esperemos que seja!

Foi este país que vim encontrar, mas … em campanha eleitoral.

A primeira sensação foi que não tinha chegado a sair de Portugal. Sucesso atrás de sucesso, cada indicador melhor que o outro. Os milagres do Estado Social… Estava ali tudo, não faltava nada: aquilo era o discurso que eu ainda levava nos ouvidos. E, no entanto, estava do outro lado do oceano! O país era outro mas o discurso era o mesmo. Fantástico! Nunca antes tinha visto uma coisa assim!

Depois do choque inicial comecei então a perceber as nuances do discurso. Comecei por perceber que os dados e os indicadores que sustentavam o discurso faziam sentido. São produzidos pelo INE lá do sítio – o IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – variam a sério, não em cagésimos, são lidos correctamente e impressionam mesmo!

Mas era um discurso cheio de “nunca antes”. Nunca antes de Lula, claro!

Todos aqueles dados e indicadores impressionantes têm uma única referência: o Presidente Lula. O mérito por tudo o que de bom se passa hoje no país é dele. E só dele! Há já quem diga que se eliminará Pedro Álvares Cabral para entregar a Lula o mérito do descobrimento do Brasil!

É este o registo de uma campanha eleitoral onde o presidente se sobrepõe ao candidato. Destinada a assegurar uma continuidade dinástica, bem mais própria da velha linha latino-americana que das democracias modernas do mundo que hoje namora o Brasil, e onde o presidente não se comporta de forma condizente com o seu prestígio pessoal. Bem maior no exterior do que internamente!

É preocupante, e bastante questionado em sectores insuspeitos da sociedade brasileira, este envolvimento e esta personalização meio chavista da campanha. Tão mais preocupante quanto se sabe que nunca foi desmantelada a rede de corrupção com epicentro na sua Casa Civil. Que todos os dias faz prova de vida.

Parece-me que nem o Brasil nem a senhora Dilma Roussef mereciam isto. Nem, acima de tudo, Lula!

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