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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

FUTEBOLÊS#129 ESQUEMA TÁCTICO

Por Eduardo Louro

 

Depois de uma ausência mais prolongada que o esperado o futebolês regressa, para ficar mais umas semanas. Não regressou com o início das competições da nova época mas, talvez por isso, regressa com uma novidade. De que, provavelmente, muitos dos leitores ainda não deram conta…

Mas vamos por partes. O futebolês é uma língua viva, aberta à dinâmica da comunicação e, muito provavelmente, gerida e administrada por um Conselho de Sábios, sempre atento a necessidades de renovação. Uma coisa assim parecida com o Acordo Ortográfico, só que menos polémica!

Presumo que este Conselho de Sábios tenha trabalhado arduamente durante este defeso que, por culpa do Campeonato da Europa, até foi mais curto que o habitual. Mais exigente ainda, por isso.

Mas valeu a pena, e aí está: Esquema Táctico!

Mas – perguntarão aqueles que ainda não deram por esta expressão na boca dos novos especialistas com que as televisões nos brindaram para esta nova época - o que é isso?

Pois, é nem mais nem menos, que um neologismo para bola parada! Os sábios devem ter achado que era tempo de mandar a bola parada para o baú das velharias, lá bem para o fundo, onde acaba por ir parar tudo o que não consegue resistir aos implacáveis caprichos da moda.

A partir do início desta época desportiva os comentadores – e todos aqueles que de qualquer forma lidam com esta preciosa linguagem – dividem-se em duas categorias: os prá frentex, que elogiarão os esquemas tácticos de Jorge Jesus, e os botas-de-elástico, que continuarão a enfatizar a forma com Jesus trabalha as bolas paradas. Claro que isto é uma forma de expressão, porque, na realidade, os esquemas tácticos ou as bola paradas de Jesus, são chão que já deu uvas: viu-se uma novidade logo no jogo inaugural da liga, com o Braga – de belo desenho, sem dúvida, mas também de grande complexidade, realmente mais esquema táctico que bola parada – mas nem resultou nem se voltou a ver repetida.

Confesso que estou com alguma expectativa em perceber como passarão a ser classificados os penaltis e os livres directos, os que resultam em golo. Antes pertenciam inequivocamente à categoria dos golos de bola parada. Se passarem a ser golos de esquema táctico não bate lá muito certo…

Muitas vezes são golos de esquemas, mas de outros, como o da imagem!

Subsiste outro pequeno problema: é que o esquema táctico conflitua facilmente com o sistema táctico. Nada que um curto período de adaptação não resolva, responderá certamente o Conselho de Sábios, com o apoio de todos os prá frentex

Há sempre resposta para tudo, mesmo que disparatada!

FUTEBOLÊS#129 ENCAIXE

Por Eduardo Louro

 

Encaixe é certamente o campeão dos homónimos em futebolês. Começou por surgir ao redor do guarda-redes, como se fosse uma linha de baliza ou os limites da pequena área, para significar aquele gesto técnico com que eles transmitem confiança e tranquilidade. Aos seus companheiros e aos seus adeptos!

É aquele gesto de segurar a bola bem apertada entre os antebraços e o peito. Dali não foge! Foi caindo em desuso à medida que os guarda-redes iam perdendo, mais que a segurança, a educação e o cavalheirismo. Em vez de a aconchegar contra o peito e de a proteger, como é digno de uma donzela, passaram a socar a bola ou dar-lhe uma palmada!

Com tão incompreensível mudança de atitude, os guarda-redes mantiveram, mesmo assim, a expressão no seu domínio. Não admira que, quando deixaram de tratar a bola com a ternura e o carinho que merece para passar a agredi-la a soco e à palmada, tivessem deixado de encaixar a bola e passado a encaixar golos. Surgia então um novo homónimo!

Com a financeirização – desculpem o neologismo – que passou a tomar conta do futebol ainda antes de tomar conta do mundo, o encaixe abandonou o domínio dos guarda-redes e passou para o domínio de outros agentes do jogo bem mais importantes: os agentes de jogadores, também chamados, impropriamente, de empresários do futebol. Impropriamente porque, empresários de futebol, só há um em Portugal: Joaquim Oliveira, evidentemente. Jorge Mendes, não. Esse é um agente do jogo, tão claramente que até foi recentemente homenageado por Miguel Relvas por mérito desportivo!

Os clubes passaram a procurar fazer encaixes de qualquer forma, nem que fosse ao murro e à palmada. Nem por isso enriqueceram - isso ficou para os agentes de jogadores – porque logo a seguir a um encaixe gastam como se tivessem feito dez! Isto quando não o gastaram antes de qualquer encaixe, ficando depois à espera de um milagre para ir amortizando pedacinhos de dívida. Como aconteceu ao Sporting. Estas coisas acontecem sempre ao Sporting!

Na época passada gastou à fartazana, e sem qualquer encaixe. A última vez que alguma coisa semelhante se passara tinha sido com uma maçã podre. Não admira, quando são eles próprios a desvalorizar a própria fruta, de que é que estão à espera?

Valeu-lhes na altura que havia alguém tão dado à fruta que nem tinha mal nenhum que fosse podre!

No Sporting, a ânsia de encaixe é tal que venderam o João Pereira com desconto de fazer inveja ao Pingo Doce. Esperar pela valorização do rapaz no europeu? Qual quê?

Espero que não venham a ser acusados de dumping. Não estou a ver o António Salvador a aceitar factura nenhuma, como os fornecedores dos outros tiveram que aceitar…

Mas não se pense que nisto de encaixe tudo o que o Sporting faz é mal feito. Tem também o mérito de ajudar o futebolês, fazendo regressar o encaixe ao domínio do guarda-redes, donde, como vimos, há muito fugira. É para aí, precisamente para o guarda-redes, que agora aponta as baterias de novo encaixe - do único que provavelmente lhe restará – esperando, agora sim, que o europeu lhe acrescente uns trocos. Provavelmente é uma questão de falta de confiança na selecção: acreditam que a baliza da selecção vai ser tão fustigada que alguma coisa haverá de sobrar para o Rui Patrício brilhar.

Mas a necessidade de encaixes não é exclusiva de Alvalade. Na Luz e nas Antas os encaixes são outros, mais vistosos, mas nem por isso menos necessários.

No Benfica, no entanto, ainda só se compra. Não sei se à grande e à francesa, mas por enquanto só desencaixa. Já no Porto é diferente. Ali há gestão de excelência!

O Cebola já foi de borla. Para o Atlético de Madrid, de onde ainda não chegou o encaixe do Falcao. Já para o Hulk é o decalque exacto da estratégia Pingo Doce: 50% de desconto! Ainda não se sabe é se o Abramovich não vai querer descontar o que pagou pelo barrete do ano passado…

 

FUTEBOLÊS#128 MODELO DE JOGO

Por Eduardo Louro

 

Por muito que o segredo seja a alma do negócio – regra que no futebol vale mais que em qualquer outro lado -, que a surpresa – o tão valorizado factor surpresa – seja tantas vezes um dos grandes desequilibradores de jogo, a verdade é que lá está sempre o modelo de jogo como forma de sistematizar a abordagem do dito.

O modelo de jogo não se esgota na estratégia, e muito menos na táctica escolhida para cada jogo. Quer isto dizer que o modelo de jogo é algo de mais profundo, é aquilo que vai para além da estratégia e da táctica. Porque é a forma como se faz, como se executa uma determinada estratégia. Traduz-se numa ideia de jogo ou, mais do que isso, numa filosofia para o próprio jogo.

É, nessa medida, a matriz, o lado institucional e estrutural do jogo. Sem modelo de jogo a equipa anda à deriva, sem guião. Pode saber o que quer fazer, mas não sabe como fazer. Sem noção de colectivo, com cada jogador por si, perdido num colectivo que não comunica, sem fio condutor…

È por isso o lado do jogo que não permite surpresas nem guarda segredos. O mais famoso – e também o mais bem afinado – modelo de jogo é, sem dúvida, o do Barcelona. É tão óbvio que nem vale a penas gastar mais uma linha a justificá-lo!

A selecção nacional, que em breve irá dar o pontapé de saída no euro 2012, tem um modelo de jogo. Que há muito tempo está definido e instalado, e que só em momentos de desvario – que não têm sido assim tão poucos como isso, basta lembrarmo-nos do período de desnorte de Carlos Queiroz – é esquecido. Tem a ver com o próprio perfil do jogador português, de base mais técnica que física. É um modelo de passe curto, de posse de bola e de repentismo, de pensamento e de execução rápida.

Daí Hugo Viana. Que tinha feito uma boa época no Braga, onde foi decisivo naquele modelo de jogo e que, só por isso, mereceria, na óptica de muitos dos adeptos do futebol – e aqui sem clubismos que invariavelmente cegam e turvam a lucidez da análise -, a convocação para o europeu. Merecimento que teria de ser visto precisamente como um prémio ao seu desempenho durante a época!

Paulo Bento justificou, logo na apresentação das suas opções de convocatória, que Hugo Viana não cabia no modelo de jogo da selecção. E, friamente, toda a gente teria de lhe dar razão: Hugo Viana não se integra no modelo do passe curto e de posse da bola, do drible e da velocidade, com bola ou em desmarcação. Pelo contrário, faz da visão e da precisão do passe longo a sua grande vantagem comparativa!

Acontece aos melhores. São muitos os exemplos de jogadores de excelência que se não integram em determinados modelos de jogo. Lembramo-nos de Ibrahimovic, que não cabia claramente no modelo do Barcelona!

Claro que há jogadores que, por si só, impõem a definição de um modelo de jogo ajustado às suas características. Mas, para isso, terão que ser eles próprios maiores que a equipa. E umas vezes não o são e, outras, é a equipa que não permite que o sejam. Lembremo-nos de Jardel que, sendo nos seus tempos áureos o fabuloso goleador que o mundo conheceu, nunca teve oportunidade de jogar numa grande equipa europeia e mundial, nem de chegar à selecção do seu país.

É por tudo isto que a convocação de Hugo Viana, logo que a oportunidade surgiu, é estranha. Não pelas suas qualidades, nem sequer porque, na tal lógica de prémio, não o merecesse. Apenas porque o modelo de jogo da selecção, ao que se saiba, não vai ser alterado. E porque não fazem sentido nenhum as suas próprias palavras, segundo as quais se iria esforçar para se adaptar ao jogo da selecção!

Assim sendo, não fazendo sentido, só resta admitir que a sua convocação se deve a factores externos ao processo de decisão do seleccionador. Que não terá resistido às pressões que sofreu para o convocar!

Se o que parece é, estaremos perante o colapso de um dos principais pilares do edifício de Paulo Bento. E sabe-se como é: quando um pilar cede, os restantes não são suficientes para manter a coisa de pé.

E por falar em pé, o mais provável é que Hugo Viana não o chegue a pôr nos relvados da Ucrânia. Se assim for esperemos que o lugar que está a ocupar entre os 23 não venha fazer falta nenhuma. Que nunca nos lembremos que só lá está um lateral esquerdo... Porque o Miguel Veloso tem mais vocação para modelo (e não é de jogo) que para lateral esquerdo!

FUTEBOLÊS#127 PERÍODO DE COMPENSAÇÃO

Por Eduardo Louro

 

 

Tempo de compensação, também chamado período de compensação ou até tempo extra, é a designação que o futebolês dá para o tempo de jogo que subsiste depois de o ponteiro dos minutos do relógio ter completado três quartos de uma volta completa. É o tempo que o árbitro acrescenta à primeira e à segunda parte de cada jogo, comunicado à plateia através de uma placa mostrada pelo chamado quarto árbitro. Para compensar, e por isso a designação de tempo ou de período de compensação! E deixemos o tempo extra para outras coisas, até para nome de programa de televisão…

Para compensar o quê? O tempo perdido com assistência médica aos jogadores - por necessidade real ou por manha –, o tempo perdido com as substituições e com as mais diversas habilidades para o fazer passar, a que o futebolês chama anti-jogo. Com atrasos na reposição da bola ou com quebras de energia, estranhas ou nem tanto, como em Braga, por exemplo. Estranhamente não é comum vermos compensar o tempo perdido com o festejo dos golos… Faz sentido: festa é festa!

Está na mão – e no relógio - do árbitro a decisão do tempo de compensação. Como tudo o resto, afinal. E na pressa. Se estão com muita pressa dão pouco tempo de compensação. Se pelo contrário, têm muito vagar, aquilo nunca mais acaba!

Também os adeptos olham para este período de compensação com relógios muito diferentes. Se a nossa equipa está a ganhar e sob forte pressão do adversário, não há razão nenhuma para compensar o que quer que seja. Se, ao contrário, é a nossa equipa que está ali numa luta titânica contra o tempo e a precisar de alterar o resultado, o tempo de compensação terá que ser tanto quanto o necessário para isso!

É normal que os adeptos assim reajam. O que não é normal é que haja árbitros exactamente na mesma onda. Mas há!

Umas vezes estão com uma pressa danada para acabar com aquilo, e percebe-se que há ali marosca. Noutras percebe-se que tem todo o tempo do mundo, e que só acaba com aquilo quando quiserem. Há tempos de compensação que não são medidos em tempo, são medidos numa unidade antiga, dos tempos em que se jogava à bola nas ruas e os jogos não duravam minutos, duravam golos: mudava-se aos cinco e acabavam aos dez!

Não admira pois que muita coisa importante de decida nesse espaço de tempo. E nem sempre isso significa marosca, embora muitas vezes haja mesmo…

Já houve Ligas dos Campeões decididas também nesse espaço de tempo. Mas um campeonato, e mais a mais um campeonato como o inglês, disso é que não há memória!

Mas aconteceu no passado domingo. À entrada do tempo de compensação – fixado aí em cinco minutos – a parte de Manchester mais habituada a festejos estava em festa, enquanto a outra parte da cidade, que há quarenta e quatro anos não sabia o que era festa, chorava, incrédula, a ver fugir para os mesmos de sempre o campeonato que julgavam impossível escapar-lhe desta feita. Para eles, aquele era o jogo que só podia acabar depois de a sua equipa marcar os dois golos que faltavam para o ganhar. Mas, também para eles, aquele era um dos jogos que poderia prolongar-se pela tarde e noite fora, que a bola não entraria…

E, no entanto, o milagre aconteceu. Era 13 de Maio!

Desconfio que, do outro lado, poucos se terão lembrado que, uma dúzia de anos antes, um milagre idêntico lhes entregava uma Champions que o Bayern – que hoje mesmo, e mesmo com um dos árbitros mais dados à marosca, vai reclamar vingança perante outra equipa inglesa – já festejava!

FUTEBOLÊS#126 VERDADE DESPORTIVA

Por Eduardo Louro

 

 

Verdade desportiva é seguramente o jargão do futebolês mais utilizado nos tempos que correm. Particularmente neste final de época!

A verdade desportiva é como qualquer outra verdade. É verdade que esta verdade anda à volta uma ideia mítica de correspondência entre o desempenho puro – bacteriologicamente puro – e o resultado produzido. Mas não deixa de ser verdade que cada um tem a sua verdade!

Verdadeiramente complicado!

A verdadeira fórmula de iludir a verdade desportiva é criar várias verdades desportivas. Se cada um tem a sua veja-se bem quantas podem existir, e de como é fácil iludir a verdadeira verdade desportiva. Que nem se chega a saber qual é!

Para baralhar mais isto há ainda quem, mesmo tendo a sua verdade desportiva, trate de arranjar mais umas quantas mentiras desportivas que, claro, vai apresentar como mais umas quantas verdades desportivas. Não há verdade desportiva que resista...

Mas como se isto não bastasse há ainda verdade desportiva produzida em laboratório. Não, não é essa, a bacteriologicamente pura. É a que é produzida nos programas desportivos das televisões onde, mesmo sem bata branca, estão aqueles cientistas que representam cada uma das três marcas que dominam o mercado.

Conseguem autênticos milagres, que só os não são porque, como se sabe, a ciência – de que são os mais ilustres representantes – não tem, nem quer ter, nada a ver com milagres.

Num desses programas, um deles, anda desde a terceira jornada do campeonato a dizer que, na sua verdade desportiva, o seu Sporting tinha mais dez pontos. Não é milagre mas está lá perto: ainda só estavam disputados nove pontos e já se declarava injustiçado em dez!

Para que o programa mantenha algum equilíbrio e não desate a inflacionar o mercado  de verdades desportivas, mesmo ao lado, está outro que não se mete nessas coisas. Acha mais apropriado conviver com a verdade desportiva oficial, de preferência à mesa de um ex-líbris da boa mesa da capital!

Por outro desses programas passa um outro que também se esforçou ao longo de todo o ano por criar uma verdade desportiva. Nessa, o seu rival foi escandalosamente beneficiado em dez jogos e, eventualmente, ligeiramente prejudicado em três. Já o seu próprio clube, esse, foi sempre prejudicado, mas não é razão para se queixar…

Pois é, a verdade desportiva é uma treta. Essa é que é a verdade que afinal eles perseguem…

Mas nem por isso deixará de ser verdade que há verdades que são mentiras enormes. E essas são como o algodão: não enganam!

Validar um golo irregular nos últimos momentos de um jogo decisivo, ou transformar uma agressão a um avançado dentro da área numa falta desse mesmo atacante, num daqueles jogos em que se percebe que a bola não quer entrar. Levantar os braços e mandar seguir a dança quando o defesa abalroa – uma vez, duas vezes – o avançado contrário dentro da área, na parte final de um jogo que carimba o título. Encontrar sempre um penalti que em tempo útil desbloqueie um jogo que começa a complicar-se ou assinalar o penalti que convém quando a bola toca no ombro de um jogador que, de costas e em movimento rotativo, salta à entrada da área, e já não o assinalar quando outro deliberadamente – porque sabe que está protegido – a corta no interior da sua área. Expulsar um jogador que, depois de lhe ser assinalada um falta, deitado no chão, bate com a mão na relva, mas não expulsar outro que, a um metro da baliza, derruba por trás o adversário e o impede de fazer golo. Ou mesmo incompreensíveis quebras sucessivas de energia no estádio, para provocar idênticas sucessivas quebras de ritmo de jogo, são apenas alguns sacos dos cheios de pedacinhos de algodão…

E, já agora, será que também haverá verdade desportiva na atribuição do título de melhor marcador? Sendo, para além da definição de quem a acompanha a desgraçada União de Leiria na viagem para a Segunda Liga, a única decisão guardada para a última jornada, será que faz sentido que o Sporting - Braga seja jogado duas horas depois dos restantes jogos?

É que, se o Cardozo não tiver marcado em Setúbal, nem o Hulk feito três golos em Vila do Conde, ao Braga bastará deixar o Lima no banco para que seja ele o vencedor desse troféu!

FUTEBOLÊS#125 LINHA DE ÁGUA

Por Eduardo Louro

 

A linha de água do futebolês não tem nada a ver com a linha de água de um curso da dita. Não é novidade, acontece em muitos outros casos!

Mas tem algumas semelhanças. Por exemplo, como há cursos de água inquinada, poluída e muito mal cheirosa, também a linha de água está muitas vezes inquinada. E com muito mau cheiro!

Mau cheiro, nauseabundo mesmo, que se agrava à medida que o campeonato se aproxima do fim. Nesta altura, à entrada da penúltima jornada, é já insuportável. Abaixo dela morre-se asfixiado, em vez de afogado.

A União de Leiria passou praticamente toda a época abaixo da linha de água, sem poder respirar e fazendo aí tudo o que havia a fazer. Talvez seja por isso que é hoje apontada como responsável maior pelo mau cheiro que de lá vem. Foram muitos meses lá debaixo, e sabe-se como são as necessidades… Mesmo que, com os jogadores sem receberem salários, os estômagos nunca se tenham dado a grandes exageros e tenha havido grande contenção digestiva. O pior era mesmo o presidente, que sozinho e pela boca, poluía mais aquilo que os jogadores todos pelas vias normais. Quanto menos eram os jogadores a esbracejar e a fazer pela vida lá debaixo, à medida que iam partindo à procura de um bocadinho de ar e de uma bucha para matar a fome, mais porcaria o presidente mandava boca fora…

A União de Leiria já não está abaixo da linha de água. Está um bocado mais fundo, já debaixo da linha da merda. Que, como se sabe, acaba sempre por acamar lá mais para o fundo, à espera que ninguém chafurde. Quem a deixem em paz e esquecida!

Assim andou durante muitos anos. Ou assim permitiram que andasse muitos e muitos anos…

E quem sabe se assim não irão continuar a permitir durante mais alguns? Os alargamentos andam para aí…

Quem lá foi também parar, surpreendentemente ou talvez não, foi a Académica, com um presidente que também mostra particular tentação pela chafurdice. Depois de ser considerada a equipa sensação da primeira fase da época, com um treinador também sensação – que até parece que esteve com meio rabo na cadeira de sonho – deixou de ganhar jogos, mesmo aquele, há pouco mais de dois meses - na altura certa - que um senhor tudo fez para que ganhasse. Mas não era isso o mais importante, o mais importante mesmo era que não fosse o adversário a ganhá-lo. Já lá vão uns dezasseis jogos a marcar passo e, claro, por muito que se queixem daquela vergonha de onze contra oito do passado domingo na Marinha Grande, não há milagres!

Abaixo da linha de água, de outra mas também com grande falta de ar, está Jorge Jesus. A falta de ar notou-se na entrevista (cuidada e, finalmente, com ares de orientação da parte da estrutura de comunicação da Luz) que deu a A Bola esta semana, quando, a propósito da paródia de ir para o Porto, respondeu: “FC Porto? Quem chega ao topo não quer andar para trás!”

Bem dito! Mas nunca, sem falta de ar, diria coisa semelhante… Pode ser que lhe faça bem!

FUTEBOLÊS#124 PROLONGAMENTO

Por Eduardo Louro

 

Prolongamento parece um vocábulo de expressão comum. Parece e é, mas a verdade é que, no futebolês, tem … um sabor especial. É certo que também significa acrescento, que acrescenta jogo ao jogo. Mas é mesmo especial. Onde é que se vai para prolongamento se não no futebolês?

Na expressão comum prolonga-se qualquer coisa. Prolongavam-se as férias e até os fins-de-semana, mas nem isso já se prolonga. Mas mesmo quando se prolongava, nunca ninguém dizia que o fim-de-semana ia a prolongamento. O mês prolonga-se cada vez mais, para um ordenado cada vez mais encurtado. Mas ninguém diz que o mês vai a prolongamento

Pronto. Já estamos todos de acordo que prolongamento é mesmo futebolês. Se ainda subsistir alguma dúvida lembro que é tanto assim que até serve para nome de um programa de televisão da especialidade...

O jogo da passada quarta-feira em Madrid foi a prolongamento. E sabe-se que se isso só servir para prolongar o resultado, vai a penaltis! Ir a penaltis também é futebolês, tão digno como qualquer outro e mais digno que resolver a coisa doutra maneira! Ainda chegou a haver a morte súbita, mas, só pelo nome, nunca poderia ser forma digna de resolver o que quer que fosse. A selecção portuguesa até passou uma vez pelo dois em um. Foi no Europeu de 2000, quando fomos afastados da final pela França com aquele penalti de morte súbita, quando passou mais uma coisa esquisita pela cabeça do Abel Xavier. Sabemos que é um rapaz atreito a muitas coisas esquisitas, mas aquela de meter a mão à bola em cima da linha final, quando até tinha os joelhos à mão, foi a mais esquisita de todas as coisas esquisitas da vida dele!

O prolongamento do jogo de Madrid não levou a nada – porque o Real não podia e o Bayern parecia que não queria – lá se foi para penaltis. Que, ao contrário do que é corrente, serviram para prolongar a permanência de Mourinho em Madrid. Corrente é que treinador que perde, sai. Mas até nisso ele é diferente: sairia se ganhasse e ficou por ter perdido!

Já Guardiola, que também perdeu mas sem ter ido a prolongamento, cumpriu a regra. E não se prolongou no comando blau grana, saiu! O que não deixa de mostrar como ainda está longe do seu rival… Mourinho raramente vai em prolongamentos nas suas equipas, sai sempre pelo seu pé e bem por cima. Remetendo-as para baixo logo que sai. Até mesmo na equipa de Abramovich: não saiu pelo seu pé, é certo, mas saiu por cima. E com as contas bancárias a abarrotar…

Pepe Guardiola saiu mas deixou lá o prolongamento, o que até poderá querer dizer que fica por perto e que até poderá regressar em breve, para outras funções. Nunca outras que não a presidência! Certo é que não estarão para breve novos duelos com Mourinho, que na próxima época lá terá que se debater com o tipo a quem enfiou o dedo no nariz. Se já lhe meteu o dedo no nariz…

À beira do prolongamento esteve o Sporting. Faltaram-lhe dois minutos, os mesmo que sobraram ao jogo, mas nem isso impede o prolongamento do estado de graça de Sá Pinto – um novo herói verde. Incrível!

Em Leiria – bem, agora é mais na Marinha Grande - onde Sá Pinto iniciou a sua carreira de treinador (adjunto, mas treinador) no início da época, também há questões de prolongamento. Bartolomeu – não farto do prolongamento da sua liderança – insistiu no prolongamento da vergonha a que conduziu a União de Leiria. Com o prolongamento dos meses sem salário os jogadores decidiram rescindir os contratos, não se deixando prolongar pelas três últimas jornadas. Já se vê esta Liga com encurtamento nos jogos e com prolongamento nos problemas!

FUTEBOLÊS#123 TOMAR CONTA DO JOGO

Por Eduardo Louro

 

Tomar conta do jogo não é bem como tomar conta de qualquer outra coisa. Embora seja mandar no jogo, como se manda noutra qualquer circunstância!

É pegar no jogo e impor a sua lei, a lei mais universal e mais antiga que existe: a do mais forte! Tomar conta do jogo é muito mais que controlá-lo. Muitas vezes há equipas que conseguem manter o jogo controlado sem que tenha tomado conta dele. Para controlar o jogo basta saber defender, marcar territórios. Normalmente muito recuados.

Por exemplo, o Sporting de Sá Pinto tem sabido controlar os jogos sem que consiga tomar conta deles. Lá bem atrás, vai segurando as pontas enquanto vê os adversários jogar à bola. E segurando os resultados, o um a zero da praxe! Há excepções, claro. Se não também não haveria regra. O último quarto de hora do jogo desta quinta-feira com o Atlético de Bilbau é essa excepção: sem nada para controlar - estava a perder – teve que mudar de agulha. E, para surpresa de toda a gente, acabou por tomar conta do jogo e dar a volta ao resultado (para 2 a 1). Uma volta que até poderia bem ter sido maior!

O Barcelona é a equipa que melhor sabe tomar conta dos jogos. É viciada nisso, não sabe jogar de outra maneira. O árbitro – muitos deles são tão ou mais viciados nisso que o próprio Barcelona, mas já lá vamos – apita para dar início ao jogo e lá estão eles, mandões, a tomar conta do jogo. De tal forma que ficam a bola só para eles, os adversários andam por ali atarantados a correr atrás deles e dela – da bola. Nem por isso conseguem evitar dissabores, como aconteceu esta quarta-feira com o Chelsea.

Mas há equipas que não precisam de tomar conta dos jogos para os ganhar. Arranjam quem tome conta por eles: assim uma espécie de outsourcing! Ou um anjo da guarda, sempre pronto a velar para que nada corra mal: sempre tudo sob controlo!

Já se percebeu que se está a sair do relvado, das quatro linhas. Pois! Também há quem tome conta do jogo sem sequer pisar o relvado.

É verdade. Há por aqui quem o faça com muito maior eficácia que o Barcelona!

Começou por tomar conta de uns sujeitos que, cabendo-lhes apenas velar pelo  jogo, sabem bem como exceder-se nos cuidadostomar conta dele. Depois viciou-os nisso para passar a mandar neles e, a partir deles, no jogo. Até acabar por tomar conta dele. Já lá vão trinta anos – foram assinalados num dos dias desta semana - e não se sabe por quantos mais continuará a tomar conta do jogo.

O êxito é tanto que não falta quem procure desvendar o segredo de uma receita de tamanha eficácia e longevidade. Ou mesmo fazer alguns ensaios laboratoriais – desastrados, como se está a ver - na expectativa de descobrir a fórmula mágica.

Falham os pequenos detalhes, mas é nos detalhes que está o segredo. Por exemplo, o original, o verdadeiro, tinha falado em Lisboa a arder, mas sem nunca sequer chegar a lançar um fósforo. Foi o suficiente para que aparecesse um sujeito a experimentar em laboratório mandar incendiar um bocadinho de Lisboa. Pagava umas viagens, e os bilhetes de avião eram emitidos nuns nomes que, correspondendo à pessoa do passageiro, eram estranhos, careciam de descodificação. No seu ensaio de laboratório o que o sujeito faz é um depósito bancário depois de uma viagem de avião. Não é a mesma coisa, e depois há ainda o detalhe de umas câmaras de vídeo nada indiscretas. As escutas telefónicas, no original, no verdadeiro, no mestre, não servem para nada. Até acabariam por se perder e deixar de existir, não fosse o pequeno detalhe ter aparecido uma coisa chamada YouTube. No ensaio no laboratório deste challenger ainda não se sabe o que lhes irá acontecer. Pode ser que nesse detalhe tenha corrido bem!

Mas – francamente – quem não se consegue tomar conta de detalhes deste tipo, nunca conseguirá tomar conta do jogo!

 

FUTEBOLÊS#122 PASSE À QUEIMA

Por Eduardo Louro

 


Já vimos
que no futebol e no futebolês há muita coisa que queima e muitos incêndios. Queimam-se, mas também se rasgam, cartões, quando as coisas não estão a correr bem. Queimam-se bandeiras e outras coisas, até cadeiras, quando o civismo e os mais elementares princípios de boa educação e convivência são substituídos pelo vandalismo e pelo facciosismo exacerbado. Incendeiam-se os ânimos por dá cá aquela palha, para abrir as portas à violência… Até a bola queima, como haveremos de ver numa das próximas edições!

E há o passe à queima: o passe feito para um colega de equipa que o coloca em maus lençóis. Que o deixa em dificuldades perante o adversário, levando-o a perder a bola e, frequentemente, obrigando-o a cometer uma falta e a levar um cartão. Às vezes o segundo amarelo que o levará para a rua ou, para fugir desse destino, a deixar fugir o adversário para o golo!

Um passe à queima é assim como uma faca espetada nas costas do companheiro. Quando é feito para o guarda-redes, então, ainda é mais que isso. Mais parece uma granada arremessada contra toda a equipa!

Desengane-se quem pensar que só os jogadores têm esta capacidade autodestrutiva. Mesmo sem tocar na bola também treinadores e dirigentes fazem passes à queima. Com uma particularidade: têm sempre consequências bem mais nefastas e duradouras.

Quando, por exemplo, Jorge Jesus insiste sempre nos mesmos jogadores, espremendo-os até ao limite – sendo também ele responsável por esses limites -, independentemente da qualidade do plantel que tiver à sua disposição, e rebenta com a equipa para as fases decisivas da competição, não esteve se não a entreter-se com passes à queima. Para a equipa, para o clube e para os adeptos. Quando embirra com o Ruben Amorim, o Capdevilla, o Nolito, o Miguel Vítor ou o Enzo Perez, ou quando, ao contrário, vira a sua teimosia em favor de Roberto, na época passada, ou de Emerson, na actual, não está só a fazer passes à queima para estes jogadores. Está a fazê-los à equipa toda, ao clube e aos adeptos.

Claro que nem sempre os passes à queima correm mal. Quando não correm mal passam a chamar-se passes de risco: foi um passe arriscado, mas correr riscos faz parte da vida. Quem não arrisca não petisca!

O passe é o mesmo, só mudaram as consequências. Por mérito do destinatário ou demérito do adversário, nunca por mérito do autor!

Pinto da Costa, por exemplo, faz um passe à queima com a promoção de Vítor Pereira a treinador principal. Com tanta convicção que até inscreveu no contrato uma cláusula de rescisão que ninguém se atreveria a colocar num contrato com Mourinho. Correu bem, ou perto disso, e passou a passe de risco. Por demérito do adversário, como toda a gente percebeu. Mas, tal como há jogadores a quem tudo se perdoa – mesmo passes à queima ou falhados – também há dirigentes benzidos pela mesma água. Ora aí está como, contra todas as lógicas, o mérito vai para quem fez o passe à queima!

Esta semana assistimos à divulgação pública do maior dos passes à queima da categoria dirigentes: uma proeza – mais uma – da direcção do Sporting. O vice-presidente de Godinho Lopes, o nosso bem conhecido Paulo Pereira Cristóvão, especialista nestas coisas que queimam - ainda nos lembramos como incendiou ânimos (se não também cadeiras) no dérbi da Luz desta época, o seu primeiro dérbi como dirigente sportinguista -, é acusado de ter mandado um seu funcionário e sócio (parece que funcionário num lado e sócio noutro) e ainda colaborador do clube e membro da claque Directivo Ultra XXI (que grande confusão, maior ainda quando parece que empresas de ambos, na área da segurança e vigilância, trabalhavam para o Sporting)  – conhecido por Rui da Amadora – efectuar um depósito de dois mil euros na conta do árbitro assistente José Cardinal para, depois, apresentar uma denúncia anónima de corrupção.

O depósito foi efectuado num balcão da Caixa Geral de Depósitos no Funchal, dias antes do jogo de Alvalade com o Marítimo, na semana do Natal, a contar para os quartos de final da Taça de Portugal. Para que a coisa batesse certa e o passe não fosse à queima, o tal Rui da Amadora ter-se-á deslocado à Madeira para fazer o depósito, em notas.

O ex-polícia da Judiciária apresentou a demissão da direcção, mas reflectiu e percebeu que fez mal. Parece que já quer voltar!

E afirma que não tem nada a ver com aquilo. Creio que todos acreditamos que não: um profissional da vigilância e da segurança, com 17 anos de polícia de investigação, não iria mandar um funcionário e sócio fazer um depósito destes, ficando à mercê das câmaras de vídeo do banco. Seria um passe à queima, com muita incompetência!

O presidente Godinho Lopes também diz que o Sporting não tem nada a ver com isto. Também não nos custa nada a acreditar: se por lá não há dinheiro, como é que iriam arranjar aquelas notas todas?

Um passe à queima, que os deixa a todos bem chamuscados!

FUTEBOLÊS#121 MAESTRO

Por Eduardo Louro

 

Jogando-se o futebol com os pés e não se conhecendo música tocada com essa parte do corpo – embora muitas vezes se chame música a coisas que mais parecem mesmo tocadas com os pés – perguntar-se-á o que é o maestro tem a ver com o futebol.

Alguma coisa, certamente. No futebolês as coisas fazem sempre algum sentido!

Tanto quanto equipa de futebol tenha a ver com uma orquestra. Que tem, mesmo que desafinada, mesmo que transforme a mais bela sinfonia na mais inaudível das desgarradas!

Quando afinada e servida de bons executantes, uma equipa de futebol pode produzir um espectáculo tão sublime quanto uma orquestra sinfónica com as mesmas condições. E, para isso, também uma equipa de futebol precisa de maestro!

Poderia pensar-se que o maestro de uma equipa de futebol seria o treinador. Afinal, o maestro, numa orquestra, é o seu comandante. Mas não! Numa orquestra, como numa equipa de futebol, o maestro é também um executante. Executa, fazendo da batuta um instrumento, enquanto comanda!

Como numa orquestra, o maestro é quem pauta o jogo, quem comanda os seus ritmos, quem acelera ou acalma o jogo, quem o lê e o interpreta nos seus mais variados tempos ou momentos. É o comandante de quem os companheiros esperam decisões. É o número 10, mesmo que ele não esteja escrito nas suas costas!

Não é preciso que seja o patrão, mesmo que também o possa ser. Mesmo que na maior parte das vezes também o seja.

Quer isto dizer que, sem maestro, uma equipa ficará perdida no campo, com cada um a tocar para seu lado? Poderá não ser exactamente assim, mas alguma coisa ficará a faltar!

Rui Costa foi o maestro por excelência. Pablo Aimar veio, por escolha do próprio Rui Costa, que lhe guardou o número 10, ocupar o seu lugar. Um dos melhores na função. De que ficou afastado nos dois mais decisivos jogos do Benfica nesta que, circunstâncias alheias ao jogo – que não agentes alheios ao jogo – transformaram na mais decisiva fase do campeonato. Agentes houve que trataram de trazer para esta fase um equilíbrio que não existia, dando-lhe o carácter decisivo que não tinha. Os mesmos que, agora, o impediram de contribuir com o seu talento nas decisões mais importantes do campeonato: primeiro, com uma de todo injustificada expulsão e, depois, com uma penalização de dois jogos absurda e inédita. Nunca aplicada ao longo da época em qualquer outra situação idêntica, e confirmada depois de recurso superior!

Pode ser coincidência, mas não parece!

Esta jornada deste fim-de-semana de Páscoa irá provavelmente decidir o campeonato. Depois de um escaldante e extraordinariamente bem jogado Benfica - Braga da semana passada - com uma tanto de feliz quanto justa vitória do Benfica, mesmo sem o maestro – o derbi de Alvalade e o Braga – Porto terão tudo para definir o próximo campeão nacional.

O maestro não poderá empunhar a batuta no derbi, mas não será por isso que, tal como há uma semana atrás, o Benfica deixará de ganhar o que, espera-se, será um grande jogo. Entre um Sporting moralizadíssimo com o brilhante apuramento para as meias-finais da Liga Europa, e um Benfica que, mesmo afastado dessa mesma fase da Champions, mercê da estóica e brilhante da exibição de Stamford Bridge, não o poderá estar menos!

Do outro jogo espera-se e deseja-se que seja grande. Desta vez não há qualquer razão para que o Braga, a exemplo dos anos anteriores, estenda a passadeira ao Porto. Ou haverá?

 

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