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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A ignorância como aliado*

Convidada: Clarisse Louro

 

Em toda a Europa, e diria que em quase todo o mundo, é enorme a preocupação com a situação grega, consciente que está toda a gente dos enormíssimos riscos que se estão a correr, quer no puro domínio da economia e das finanças, onde se está diante do desconhecido – são mares nunca antes navegados, como por aí se tem ouvido dizer – quer, muito em particular, no que à paz respeita. Na Europa, e no mundo. Onde, infelizmente, não temos pela frente mares nunca antes navegados. Antes pelo contrário, são mares que já foram navegados. Mares revoltos e tenebrosos, que a cegueira e a irresponsabilidade de alguns já ousou enfrentar. Com os piores resultados, conforme nos mostra a História, que uma leva de ignorantes de como não há memória, de uma ignorância assustadora, desconhece.

Comecei por dizer “em toda a Europa e em quase todo o mundo”. Mas tenho de corrigir para em quase toda a Europa e quase todo o mundo. Porque neste cantinho do extremo ocidental há um país que tem mais com que se preocupar. Ou melhor – e lá volto eu a ter que me corrigir – um país governado por gente que tem outro tipo de preocupações. Gente ainda mais ignorante que os ignorantes de que comecei por falar, para quem umas eleições que aí vêm são a única coisa que conta. É certo que essas mesmas eleições, e mais umas outras aqui ao lado, foram também as coisas mais importantes para os outros ignorantes de que comecei por falar. É certo que foram esses ignorantes que convenceram os nossos que isso era mesmo a única coisa que importava. Só que esses, mesmo ignorantes, têm os cinco sentidos a funcionar, e começaram a preocupar-se e logo que lhes começou a cheirar a queimado. E a verdade é que não pararam…

Não sei se vão a tempo de evitar a catástrofe, mas têm tentado e estão a tentar.

Aos nossos ignorantes é que nada chega. Nada cheiram, nada enxergam… E continuam a esfregar as mãos de contentes, convencidos de que assim se mantêm inamovíveis, agarrados ao poder de que dependem como de oxigénio.

Gritam: vejam bem os gregos nas filas das caixas Multibanco, impedidos de tocar nas suas poupanças. Só têm direito a sessenta euros… Num programa de televisão houve até um jotinha que se deve ter achado o máximo, ao dizer que enquanto os portugueses andam a tirar selfies na praia, ao sol, os gregos fazem-no nas filas do Multibanco. E a própria figura mais alto do Estado não encontrou melhor maneira de manifestar a sua despreocupação do que recorrer à aritmética para dizer que ainda sobram dezoito.

Nunca a Europa esteve nas mãos de gente tão fraquinha. Mas nunca em Portugal tão fracos reis fizeram tão fraca a forte gente!

 

* Publicado hoje no Jornal de Leiria

Ziguezagues

Por Eduardo Louro

 

O ziguezague nunca foi o melhor caminho para qualquer destino. 

Depois da saída para o referendo, não há mais saídas. Há apenas que percorrê-la com firmeza, direitinho, sem cambalear... A nova proposta do governo grego seria um passo em frente, determinado e convicto, se fosse precedida desta curta declaração: "se o não ganhar, adiantamos desde já esta proposta ".  

Sem esta eclaração prévia, a nova proposta de Tsipras não passa de um ziguezague que só torna sinuosa uma saída que tinha de ser direita. 

 

 

Apenas mais uma...

Por Eduardo Louro

 

Ora aí está a última pérola de Cavaco, que não perde uma oportunidade para vincar o seu sentido de responsabilidade e a amplitude de uma visão política ímpar, só ao alcance dos grandes homens de Estado.

"Se a Grécia sair ficam dezoito" - é tudo o que Cavaco tem a dizer sobre o momento que se vive na Europa. Para quem nunca se enganava e raramente tinha dúvidas, é capaz de ser pouco. Para quem não acerta uma, é apenas ... mais uma!

O relativismo do tempo

Por Eduardo Louro

 

 

Os dias passam e a situação grega mantém-se. Perde-se tempo apenas para ganhar tempo. O tempo necessário ás causas que estão em causa: as eleições em Portugal e Espanha, e também as outras que pela Europa fora se seguem… E a renovação do mandato da senhora Lagarde!

É isto e só isto que está em causa, o resto é folclore. Para safarem os seus tachos, bem colados uns aos outros pelo sacro pensamento único, esta gente miserável e ignorante que hoje manda na Europa, e em boa parte do mundo, está-se nas tintas para qualquer tipo futuro que não seja o dos seus umbigos.

Saiu-lhes muita coisa furada, e por isso hoje já só perdem tempo para ganhar tempo. Sempre pensaram que a esta hora já o governo grego teria capitulado em toda a linha, já estava a caminho da rua, e de regresso estariam os seus velhos aliados e amigos da Nova Democracia e do Pasok, justamente quem trouxe a Grécia até aqui.  Não aconteceu assim, e o tempo que andaram a perder, para ganhar, não é afinal se não tempo: iniludível e irreversível, como mais nada na vida.

Por isso 30 de Junho é, e nunca deixará de ser, 30 de Junho. Mas incumprimento já não é default. Porque há que continuar a perder tempo a ganhar tempo. Há quem lhe chame fritar em lume brando... 

 

Há um país...

Por Eduardo Louro

 

 

Toda a gente está procupadíssima com o fim da linha da Grécia. O mundo inquieta-se, de lés a lés. Sobressaltado e consciente do que aí vem...

Toda a gente?

Não é bem assim. Há um país onde não é de todo assim. Há um país que tem um primeiro ministro que não está preocupado, que diz que o país que governa tem condições para passar despreocupadamente ao lado de tudo isso. E que tem uma ministra das finanças que, da mesma forma, garante que não há crise. Que tem os cofres cheios... E que tem um presidente que não tem dúvida nenhuma que  o seu país "e a zona euro têm capacidade para conter efeitos de um acidente com um país do euro"...

Um presidente que é conhecido por nunca ter dúvidas, e que raramente se engana. Como ainda há menos de um ano provava, garantindo que um dos principais bancos do seu país não tinha problemas, tinha almofadas.

Falta-me dizer que temos a sorte de sermos cidadãos desse país. Esse país é que tem o azar de estar nas mãos dessa gente... 

Mais uma brincadeira de crianças

Por Eduardo Louro

 

Exigem-lhes mais, sempre mais, porque o sacrifício liberta, e a punição purifica... Exigiram-lhes que cortassem 400 milhões de euros nas pensões mais baixas, onde já cortaram 48%. O governo grego, aquele bando de malfeitores irresponsáveis, propôs-lhes mais uma brincadeira de crianças : trocar esse corte nas pensões por corte de igual valor no orçamento da defesa. A instituição europeia até achou que poderia ser... A instituição americana é que ... nem pensar: "temos armas para vender"!

De repente a instituição europeia lembrou-se que afinal a Alemanha também. Pronto, não se fala mais nisso!

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