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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Visita bem sucedida

Zelensky de visita a Washington. Acompanhe em direto

Em vésperas de 10 meses de guerra, e às portas do Natal, Zelensky foi a Washington, na sua primeira saída do país depois da invasão russa. Foi uma visita de "charme", para conquistar corações americanos. Democratas, e acima de tudo republicanos, bem mais frios... 

De lá, trouxe promessas de mais apoio militar, incluindo os mísseis Patriot. Promessas de amor para toda a vida e avisos para Putin... 

Mas foi acima de tudo uma visita para voltar a "dar gás" à causa ucraniana. Para voltar a colocá-la no topo da actualidade mundial. Zelensky sabe que deixar cair a guerra das primeiras páginas dos jornais, e do "prime time" noticioso das televisões, é o primeiro passo para o esquecimento. 

Isso vai muito para além de todas as promessas. E conseguiu-o!

 

Copo de água às portas do apocalipse

Biden diz que é “improvável” que míssil que atingiu Polónia sido disparado  da Rússia | Ucrânia | PÚBLICO

Os restos dos mísseis que ontem caíram em território polaco, junto à fronteira com a Ucrânia, matando duas pessoas, quase abriam as portas do apocalipse. 

Os falcões da guerra salivaram, e no extremo leste da NATO gritou-se em uníssono pelo artigo 5º. Biden puxou de imediato de um copo de água, que serviu de imediato ao Sr Jens (falcão) Stoltenberg. 

Se o copo de água serviu para lhe limpar a saliva, ou para meter lá dentro a tempestade, é a dúvida que sobra.

Para Zelensky é que a água não coube no copo. Foi de mais e ficou sem pé. Saltou para fora de pé, contra o mundo, mesmo que não se saiba exactamente se contra as evidências, e arrisca afogar-se.

Um copo de água pode estar meio cheio. Ou meio vazio. Mas também pode partir-se.

No copo meio cheio, podemos ver sinais de esgotamento. São já nove meses meses de duro e exigente teste à sua resistência física e mental. No copo meio vazio podemos ver simplesmente um sinal de deslumbramento. Mais preocupante é que o copo se tenha partido e entornado toda a água se, no fim de contas, ele tiver razão, e o míssil seja mesmo russo!

 

Dia histórico na Ucrânia

Cidadãos de Kherson celebram regresso das tropas ucranianas

Um mês depois do referendo fantoche de Putin, Kherson caiu. As tropas russas simplesmente retiraram, e a cidade e a região estão em festa. Como Kiev, e toda a Ucrânia. 

A bandeira da Ucrânia - e também, sintomaticamente, a da União Europeia - está de novo hasteada em Kherson. 

Que a guerra tinha virado há muito, já sabíamos. Que tinha virado tão decisivamente é que não. Mais do que a importância da vitória ucraniana em Kherson, é a forma como as tropas russas retiraram que confirma a viragem decisiva no percurso da guerra. Que, contudo, ainda não acabou. E poderá nem estar perto disso.

Mas que hoje, como disse Zelensky, é um dia histórico, lá isso é! 

 

A escalada da loucura para a cobardia

Rússia planeava ataques "desde o início de outubro", diz a Ucrânia

Os ataques de mísseis russos hoje lançados sobe Kiev, e outras cidades, todos contra alvos não militares, áreas residenciais e locais mais movimentados - os maiores desde o início da invasão - não são uma resposta ao acto de sabotagem do fim de semana, sobre a ponte que liga a Rússia à Crimeia. Até porque um ataque desta dimensão teria que já estar preparado. São, antes, a resposta de Putin às sucessivas derrotas das suas tropas no terreno de batalha, e à onda de contestação interna que inequivocamente enfrenta. É um acto de cobardia!

Sem capacidade de resposta, interna e externa, à guerra que desencadeou, Putin reage como os cobardes. Se até aqui se temiam os actos de um louco, agora acresce o terror e medo que um cobarde acrescenta a um louco! 

 

Previsível mesmo no mais imprevisível

Análise: Putin dobra a aposta e torna a guerra mais perigosa e imprevisível  | Mundo | Valor Econômico

Após praticamente 7 meses de guerra, e numa altura em que acumula reveses,  Putin surgiu hoje num discurso previsível. Depois de anunciado para ontem, e depois adiado - sem outra razão aparente que não o dar espaço aos líderes fantoches das ditas Repúblicas da região do Donbass de anunciarem previamente os referendos, já para o final da semana, para acelerar a integração de facto -, o discurso de Putin acentua a escalada da guerra, expressão que utiliza pela primeira vez, e a que dificilmente poderia fugir, depois de anunciar a mobilização parcial que, pela legislação que fizera publicar na véspera, é o eufemismo de mobilização geral.

Não é surpresa. Com derrotas sucessivas no terreno, em debandada de boa parte do território antes ocupado, e com as perdas sofridas, em homens e equipamentos, mais um passo na mobilização forçada, que evidentemente alargará aos novos territórios imediatamente a seguir aos referendos, era esperada. 

Não seria de todo inesperado que, neste contexto de insucesso militar, lançasse, agora ele próprio, a ameaça de uso do armamento nuclear. Fê-lo de forma expressa: "Temos meios mais poderosos que a NATO. Se necessário utilizaremos tudo o que temos à disposição". E isso é bem mais preocupante que os anteriores recados anteriormente enviados por Medveded.

Pode haver quem veja nesta ameaça a fanfarronice do "agarrem-me se não vou-me a eles". Não partilho dessa visão, e receio que a ameaça nuclear, tida desde a primeira hora por distante, esteja mais próxima e seja agora real. Putin já perdeu o suficiente para entrar em pânico. Se um louco é perigoso, um louco em pânico é capaz de tudo!

Mas, no fim, nem isto é surpreendente ...

 

Seis meses de guerra

Ucrânia: seis meses depois, a guerra continua, sem fim à vista

Para Putin era uma espécie de passeio de fim de semana, tipo vou ali "desnazificar" e já volto. Uma simples "operação especial", de dois ou três dias. 

Não era, nem foi. Era, foi e é a invasão de um país soberano, com um povo determinado em resistir, e que não desiste de lutar pela sua sobrevivência enquanto tal. 

Passam hoje seis meses sobre a invasão. Hoje, no dia em que os ucranianos celebram a independência. Não se sabe quantos mais se virão a passar. Mas sabe-se que a História diz que quem não desiste não perde!

Quatro meses de guerra

Entenda a crise entre Rússia e Ucrânia e seus efeitos para o mercado –  Thiago de Aragão – Estadão E-Investidor – As principais notícias do mercado  financeiro

Passam hoje quatro meses sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia. Há quatro meses poucos terão admitido que fosse possível aos ucranianos resistirem por tanto tempo, mas todos terão percebido que o mundo mudara nesse 24 de Fevereiro, para nunca mais voltar a ser o mesmo.

Hoje, quatro meses depois, sabe-se apenas que a guerra está para durar. E que o mundo, a mostrar-se cansado da guerra, começa a redesenhar-se.

Com o Conselho Europeu a discutir o alargamento da UE e o estatuto da Ucrânia e da Moldávia, sabendo que terá de abrir essas duas portas em simultâneo, mas também que tem que acelerar todos os processos que estão na fila no resto Balcãs, ou no Cáucaso, tudo regiões complexas e de forte influência histórica e civilizacional  russa. E conhecendo, ou devendo conhecer, o risco dessas decisões, agora a tomar contra o tempo. O tempo que, noutro cenário, permitiria processos intermédios de qualificação institucional que esses países ainda não atingiram, e que agora não há.

Com uma cimeira do G7 perante a novidade de um mundo multipolar que de repente se lhe abriu, e em que a incerteza é o único dado certo. 

E com a NATO a montar quartel-general em Madrid, para começar a decidir novas fronteiras.

Tudo isto a acontecer por estes dias, enquanto a guerra prossegue, inclemente.

Com a Rússia à beira de conquistar o Donbas poderia até admitir-se que pudesse dar por concluída a "sua operação militar especial”. Seria, à luz da apregoada motivação de Putin, uma hipótese provável não fosse o caso de o início da invasão ter explicitado o objectivo Kiev, e a ocupação do poder na capital. Mas poderá também ganhar força de probabilidade à conta justamente desse insucesso inicial.

Soube-se hoje que a Rússia entrou em default, tendo começado a falhar os seus compromissos, e mesmo que se saiba que Putin lida bem com isso, poderia também contribuir para, sentado naquele sucesso militar, dispor o ditador russo a anunciar o fim da "operação militar especial”.   

Mas nem isso significaria o imediato fim da guerra, embora reduzisse certamente a sua intensidade, e permitisse o início de prolongadas negociações. Onde a NATO e a UE poderiam propor o regresso às fronteiras de 23 de Fevereiro, e o envolvimento da ONU na convocação de referendos para definir a soberania dos territórios ocupados. Que Putin dificilmente aceitaria, mas que certamente Zelensky teria de aceitar.

Fora deste cenário, com ou sem declaração do fim da "operação militar especial”, só resta o da guerra prolongada, sabe-se lá por quantos anos. E com que meios. Aí, ficam sem sentido os mapas que por estes dias se estão a traçar na UE e na NATO.

 

90 dias de guerra

O início da guerra. As imagens das primeiras horas de invasão russa à  Ucrânia - Renascença V+

 

Passam hoje 90 dias sobre o dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 24 de Fevereiro. Três dias antes Putin tinha praticamente confirmado o que no Ocidente há muito se vinha anunciando, e que Moscovo desmentia. Declarando que a nação ucraniana não existia, nem nunca tinha existido, Putin declarava a sua intenção de eliminar a Ucrânia da lista de Estados soberanos, invadindo-a e anexando-a, tal qual Hitler fizera há mais de oito décadas.

Era quinta-feira, e Putin tinha por certo tudo deixar resolvido no fim-de-semana. Como tinha por certo que tudo se resolveria como em 2014, quando anexara a Crimeia. Que o mundo anunciaria umas sanções que nunca cumpriria, e tudo voltaria à realidade do facto consumado, e ao esquecimento em poucos dias. 

Sabe-se que não foi assim, e não se sabe ainda como será. Sabe-se apenas que o mundo já não é o mesmo que era há 90 dias ... e que também não será o mesmo que é hoje!

 

Dia D

Destino incerto para os ″heróis″ da Azovstal após a rendição

A guerra na Ucrânia aproxima-se do seu terceiro mês, e é hoje absolutamente claro que se prolongará por muito mais tempo. Quanto, não se sabe, mas será muito. 

Com muita História para contar. Do que já mudou o mundo, e do muito que ainda tem para mudar. Basta pensarmos na escassez e nos preços dos cereais para imaginarmos quanta guerra estará ainda para vir em muitas das regiões mais pobres do mundo.

Da História da invasão da Ucrânia fazem já parte Bucha, Hostomel ou Irpin. Mas será Mariupol, e Azovstal - o complexo siderúrgico de Mariupol transformado em campo de batalha - que certamente a História irá perpeptuar. Renderam-se hoje os últimos militares das forças ucranianas de Azovstal, e serão estes quase três meses que hoje terminaram que serão contados em livros, e que alimentarão a indústria de Hollywood por muitos e bons anos. 

Hoje poderá ser o dia D desta guerra. Mas porque é bem capaz de ser o dia em que Putin celebra a sua vitória de Pirro!

 

 

 

 

Suécia e Finlândia

EUA e Canadá apoiam adesão de Finlândia e Suécia à Otan - Mundo - SBT News

A adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, abandonando o seu estatuto de neutralidade - na Suécia já com mais de dois séculos - é mais uma consequência natural da detonação da loucura imperialista de Putin que explodiu com a invasão da Ucrânia, e o rompimento definitivo com ordem internacional até aqui estabelecida. 

Estes dois países conviveram bem com a sua neutralidade durante meio século de guerra fria, ali às portas da União Soviética, e ainda há poucas semanas as suas opiniões públicas rejeitavam esmagadoramente qualquer alinhamento com a NATO. A invasão da Ucrânia mostrou-lhes que a ameaça de Putin é bem maior que a representada pela União Soviética, e que só naquele célebre artigo 5º do Pacto da Aliança Atlântica encontram protecção e segurança. Não querem bases militares nos seus territórios, nem armas nucleares, de dissuasão ou não.

É por isso que a adesão destes dois países nórdicos, historicamente neutrais, mas não desprovidos de capacidade militar, ao contrário do que acontece noutros casos de neutralidade, é um acontecimento histórico. Especialmente pelo que representa no reforço da dimensão da natureza defensiva da NATO. Como se sabe essa natureza, sendo estatutária, era muito questionável. Absolutamente questionável pelos ditos pacifistas - que inclui verdadeiros, mas também falsos pacifistas -, mas também muitas vezes contrariada pela prática e pela História.

Trata-se de dois países com democracias maduras e opiniões públicas sólidas e robustas, que afinal estão a dizer que acreditam que lhes basta estarem integrados na NATO para que Putin afaste da cabeça "sonhos húmidos". Dificilmente se encontrarão argumentos mais fortes para sustentar a tese da natureza defensiva da Aliança. 

É também por isso que mais uma vez o PCP se "estatela ao comprido" e se "afoga" no seu esquizofrénico quadro geo-estratégico para ver neste processo uma "escalada da confrontação, uma clara expressão de submissão aos interesses dos Estados Unidos da América". Mas a isso já não há volta a dar!

 

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