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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Tanta coisa estranha

Por Eduardo Louro

 

 

Hoje fala-se do Acordo Ortográfico, que já entrou em vigor. Obrigatoriamente, diz-se. Sem se perceber porquê… Na realidade não há nele nada que se perceba. Basta que se chame Acordo quando é só desacordo. Não há acordo nenhum… a não ser que não há acordo.

Fala-se de um vídeo que por aí circula há dois dias, com um miúdo de 16 anos a ser agredido e humilhado… Na Figueira da Foz. Por não sei quantas miúdas... Não sei porque não vi, e não vi porque não quis ver… Não tenho nada contra quem viu, mas eu não quero ver. E acho mal que tenha sido replicado da forma que foi... Não que o assunto não seja sério… Demasiado sério para se não dever brincar. Como tanta gente brincou, muitos deles dos que se têm por gente de bem. Uns para puxarem de um certo marialvismo que lhes tolda as ideais, outros para exibir falsos pudores que lhes norteiam os princípios. Todos para achincalhar.

E fala-se da ex-mulher de Sócrates, que se atirou à Provedora Geral da República numa peixeirada – que me desculpem as peixeiras – que poderá não passar impune. Diz-se que até pode dar prisão, e ficamos a pensar que talvez aquilo tenha apenas sido solidariedade exacerbada.

Ou simplesmente mais uma coisa estranha em cima de tanta coisa estranha!

Que descaramento!

Por Eduardo Louro

 

Deplorável e deprimente a prestação dos advogados de Sócrates na conferência de imprensa que convocaram para hoje. Dizer que Sócrates recebia dinheiro vivo em envelopes porque não confiava nos bancos é de uma lata inimaginável. Mas quase chamar estúpidos aos jornalistas por não acharem esse comportamento razoável, até normal e perfeitamente justificado à luz da instabilidade do sistema bancário, não lembraria ao diabo!

Pode até ser que a defesa formal se faça de coisas destas. Mas não há como não enterrar ainda mais quem se pretende defender com coisas deste descaramento! 

Por este andar, um dia destes ainda nos vêm dizer que o António Figueiredo - de quem também hoje houve notícias - andava a fazer de Aristides de Sousa Mendes...  

Os patuscos não costumam cheirar mal

Por Eduardo Louro

 

 

"Vá tomar banho, que cheira mal"- foi assim que o patusco advogado de Sócrates se dirigiu a uma jornalista do Correio da Manhã. "Deixem-me... metem-me nojo" - virando-se para todos os outros, à saída do Supremo Tribunal, que decidira pela manutenção da prisão preventiva, não dando provimento ao "habeas corpus", já o quinto e desta vez pedido pelo próprio Sócrates.

E assim deixa de ser um patusco, que às vezes até tinha alguma graça, para passar simplesmente a ser um grosseiro sem graça nenhuma. Quiçá mal cheiroso. Pelo menos nas palavras que lhe saem da boca!

Qualquer coisa como começar por sustentar a defesa na total inocência do seu constituinte  - independentemente dos dias em que conhecia ou não conhecia a acusação - e acabar agarrado às teias das formalidades.

 

A cara das coisas

Por Eduardo Louro

 

 

As notícias que ultimamente vieram a público envolvendo a ex-mulher de José Sócrates não são mais que a própria cara do ex-primeiro ministro. Nada que surpreenda por aí além. Ninguém fica muito admirado por ver a cara de Sócrates em actos que envolvem a mulher de quem há muito está divorciado... 

Repare-se: a sua ex-mulher vende um apartamento pelo dobro do valor de mercado a uma empresa do seu amigo, alegadamente para lhe pagar as obras que ele fez num outro. O mesmo amigo, o amigo comum, o amigo presente em toda a história… Passado algum tempo a empresa do amigo, entretanto em falência, vende-o por metade do valor por que comprou. Recebe o sinal e nunca mais faz a escritura para receber o resto. Pelo meio há uma procuração da vendedora para o comprador, que só é utilizada mais de um ano depois da data de emissão…

Mas também compra um monte no Alentejo, por uma pipa de massa financiada pelo BES, com a garantia de uma aplicação financeira no mesmo valor. Financiamento que é pago através de uma prestação mensal ao alcance de poucos, a rondar os 5 mil euros. Por acaso, o valor que recebe do amigo, sempre o mesmo amigo de ambos – claro que se os antigos cônjuges preservaram a amizade para que o amor provavelmente caiu, não há por que não preservar a amizade de terceiros – por uma avença mensal de serviços de consultoria urbanística. Coisa objectiva como bem se vê!

Há coisas que têm cara. E estas, de tanta trapalhada, são a cara chapada de Sócrates. Parece-me claro que só não a vê quem sofrer de sérios distúrbios oftalmológicos… Olhamos para elas e percebemos o direito na prisão preventiva, mesmo que as linhas possam estar todas tortas!

 

Só faltava esta: "Sócrates tem direito a violar a lei para se defender"!

Por Eduardo Louro

 

 

Sabíamos que Sócrates não se pouparia ao que fosse para virar as coisas a seu favor. Não olharia agora, como de resto nunca olhou, a meios para atingir os seus fins. Há quem chame a isto determinação, mas eu prefiro chamar-lhe falta de vergonha!

O que não sabíamos é que, para além da conhecida guarda pretoriana de Sócrates, dos Santos Silvas deste mundo (aproveito para tirar o chapéu a Pedro Silva Pereira, a quem, depois de, de imediato, expressar o seu “sentimento de profunda tristeza”, não se ouviu nem mais uma palavra) seriam tantos a integrar-se nas suas fileiras, com a mesma – e talvez mesmo maior – falta de vergonha. Mário Soares já passou todos os limites, incluindo o da inimputabilidade. A Mário Soares tudo se desculpava, e nos últimos tempos ainda mais se desculpava, porque a idade, ao contrário de nós, comuns mortais, não perdoa. Só que as chocantes figuras a que se tem prestado, completamente despojadas de equilíbrio e senso, remetem-no para o domínio do absurdo – ou mesmo da insanidade mental – e do total descrédito, como acontece com um das seus últimos escritos, ontem no Jornal de Notícias: “Não há justiça em Portugal infelizmente e o Presidente da República, que devia ser responsável por Portugal, nunca ter dito uma palavra sobre o caso Sócrates…”

Agora foi a vez de Vera jardim juntar mais uns disparates, daqueles que chocam qualquer um, ao rol imenso que por aí anda. Diz, alguém que já foi Ministro da Justiça, que "Sócrates tem direito a violar a lei para se defender".

Só faltava esta?

Se calhar não. Se calhar ainda falta aparecer um figurão qualquer a dizer que Sócrates tem não só o direito de violar a lei, como ainda o de nos obrigar a acreditar no inverosímil. Que, por exemplo, tem um amigo que lhe empresta sucessivamente dinheiro, aos milhões, para fazer face a uma vida que não pode sustentar. Que isso não seja crime, acreditamos. No que não acreditamos, se a isso não formos obrigados, é que haja amigos desses...

 

 

 

 

 

"Prende-se para calar"?

Por Eduardo Louro

 

Sócrates, na sua de todo previsível guerra de guerrilha, faz lembrar aquela anedota do marido que pergunta á mulher o que foi fazer á esteticista e que, depois de ela lhe responder que era para ficar mais bonita, a volta a questionar para lhe perguntar: então por que não ficaste?

Prende-se para calar? Então - recorrendo á famosa frase que o rei Juan Carlos usou, há justamente 7 anos atrás, para Hugo Chavez: por qué no te callas?

Ah! Afinal  está preso por outras razões... Bem me parecia!

 

 

"Não lhes faço o favor de ficar calado"

Por Eduardo Louro

Jornal de Notícias - Edição de 02 de Dezembro de 2014

 

José Sócrates deixou passar o congresso do PS e começou a disparar. Vai certamente continuar assim - está-lhe na massa do sangue - justificando ele próprio a prisão preventiva. Se preso é assim, como seria em liberdade? Com ou sem lugar cativo na televisão, tanto faria!

Na carta enviada à RTP que veio hoje a público, Sócrates confirma que o apartamento de Paris onde morou não é dele. Que é do amigo Engº Santos Silva - como se isso fosse grande novidade - que o comprou para alugar, restaurar e vender, que é o que está a fazer agora. Mas não diz quando é que o amigo o comprou, não vá dar-se o caso de ter sido justamente quando Sócrates tinha acabado de chegar à cidade luz. Também clarifica as vendas da mãe ao amigo, e garante que foram pelo preço justo. Mas nada diz sobre o procurador de ambos, comprador amigo e vendendora mãe, ser o mesmo. E, certamente por mero acaso, ser o advogado que trabalhava nas empresas do amigo, também arguído e também preso...

É Sócrates igual a ele próprio. Sempre com a verdade bem longe, e capaz como ninguém de acreditar nas próprias mentiras. Trapalhão e manipulador...

"Não lhes faço o favor de ficar calado" - garante. Seria certamente a ele próprio que faria esse favor... Aconteça o que acontecer na Justiça, onde até poderão faltar provas porque - e muito bem - há formalidades que têm que ser absolutamente cumpridas (são muitos os processos onde, por exemplo, escutas telefónicas não deixam dúvida nenhuma mas, por este ou aquele pormenor, não podem ser usadas como prova), Sócrates terá imensa dificuldade em ser inocentado pela opinião pública. Quanto mais falar, na linha do que é esta carta, mais perde na opinião pública. Sem que nada ganhe na Justiça... 

Mas... é isso... Está-lhe na massa do sangue!

Dá pena

Por Eduardo Louro

 

Entre muitas coisas imperceptíveis, outras sem qualquer sentido e até recados para o juiz, e com ar de quem queria bater nos jornalistas todos, percebeu-se que Mário Soares, à saída da visita que fez a Sócrates esta manhã, disse que "toda a gente acredita na inocência neste país" e que "os malandros estão a combater um homem que foi um primeiro-ministro exemplar!»

Não sei o que mais incomoda: se aquilo que se percebeu, se o que não deu sequer para perceber. Se o que se percebeu pode até gerar indignação, o que se não percebeu só dá pena ...

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