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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

ENTRETANTO EM MÁLAGA ALGUÉM SORRIA

Por Eduardo Louro

 

Poderia dizer-se que os panzers alemães entraram por Barcelona e chegaram hoje a Madrid, cilindrando tudo à sua passagem. Ou que, nesta cimeira germano-espanhola das meias-finais da Champions, os alemães vieram de Porche e os espanhóis nos velhinhos SEAT. Ou ainda que os dois primeiros do campeonato alemão humilharam os dois primeiros do super mediático campeonato espanhol... Ou que até no futebol a Alemanha não manda apenas na Europa. Humilha!

Não podemos é dizer que andamos uns anos para trás, e que regressamos ao tempo em que o futebol era um jogo de onze contra onze e que, no fim, ganham os alemães. Porque eles agora não ganham por serem alemães. Ganham porque são muito melhores!

Nem que ninguém estava à espera disto. Não esperaríamos que Bayern e Borussia Dortmund goleassem Barcelona e Real Madrid mas, lá no fundo, todos víamos como mais provável uma final alemã na Champions deste ano!

O 4-1 do Real Madrid de hoje não é tão mau como o 4-0 do Barcelona de ontem. Como afinal o desempenho da equipa de Madrid foi, apesar de tudo, menos mau que o da catalã. Mas é um resultado que fica muito longe da reversibilidade, tão longe quanto o desempenho individual e colectivo dos craques de Madrid está do daqueles rapazes de amarelo e preto.  Muitos deles fabulosos e alguns - como o polaco Lewandovsky que, fabuloso, marcou os quatro golos, e o miúdo alemão Mario Gotze - já de saída. De Dortmund, que não da Alemanha: também no futebol é lá que está o dinheiro!

Posso estar enganado, mas desconfio que em Málaga hoje alguém sorriu: é chileno e chama-se Manuel Pellegrini!

BEAUTIFUL

Por Eduardo Louro

 

Um estádio a aplaudir um adversário - Di Maria - que sai lesionado. Um estádio a cantar José Mourinho…José Mourinho… José Mourinho…

Um estádio a receber Cristiano Ronaldo como um rei. A real king. Cartazes de boas vindas por todo o lado. Welcome home, Ronaldo!

Isto é Old Trafford. Isto é o Teatro dos Sonhos. Isto é o futebol inglês e isto deveria ser o futebol. Em qualquer parte do mundo!

Depois foi um jogo de futebol. Sensacional, com tudo – mesmo tudo – o que o beautiful game tem para dar!

Com duas grandes equipas, mas com a equipa inglesa ainda maior. Com grandes jogadores, um já com 39 anos, a cumprir o jogo mil da carreira. Com dois grandes treinadores, mas com Mourinho ainda maior. Decisivo!

Decisiva a forma como percebeu o momento do jogo – a expulsão de Nani – e como decidiu: de imediato, sem um segundo de hesitação, retira o lateral direito – não estava lá a fazer nada depois da expulsão de Nani –, lança um médio de ataque criativo (Modric) e manda a equipa asfixiar o adversário junto à sua baliza. Preparava-se para esgotar as substituições e fazer entrar outro ponta de lança – Benzema – quando, sete minutos depois de entrar, Modric empatava. Para, apenas três minutos depois, Cristiano Ronaldo, sem festejar e a pedir desculpa aos adeptos, consumar a viragem no jogo e na eliminatória. Voltou atrás, em dez minutos tudo ficara resolvido. Que não acabado!

Com menos um, e a perder, o Manchester ainda fez do guarda-redes espanhol o melhor jogador em campo. E do árbitro um elemento decisivo no jogo!

Ele que fora decisivo no ritmo do jogo, deixando jogar e interpretando-o na perfeição. Que fora decisivo no momento do jogo, expulsando mal – sem qualquer justificação, embora se possa encontrar atenuantes - o Nani, e que voltaria a evidenciar-se ao perdoar duas grandes penalidades ao Sergio Ramos.

Tudo o que o jogo tem… num só jogo. Apaixonante!

 

O SUPER CLÁSSICO

Por Eduardo Louro

 

O jogo que de há uns anos a esta parte se transformou num clássico planetário, mobilizando paixões por todo o mundo, teve hoje mais uma edição. Desta vez em Barcelona, e servia para apurar um dos finalistas da Taça de Espanha, por lá chamada de copa do Rei. Mas isso é sempre o que menos importa!

Importa o jogo e as emoções que desperta, importa o resultado e …importam Cristiano Ronaldo e Messi!

O Real Madrid ganhou por 3-1, e porque tinha empatado em Madrid (1-1), há cerca de um mês, irá disputar a final. O Barcelona continua sem conseguir ganhar ao rival de Madrid, nesta que é claramente a pior do Real de Mourinho: não deixa de ser curioso que é na sua pior época que a equipa de Mourinho se superioriza claramente ao Barcelona.

E se o jogo acabou em 3-1, o duelo especial entre C. Ronaldo e Messi acabou em goleada. Das antigas: dez a zero para o CR7!

O Cristiano Ronaldo, o único jogador a marcar sempre em Camp Nou, marcou dois golos – os decisivos primeiros dois (Varane, o francês de 19 anos que é já um dos melhores centrais do mundo, e que já fora decisivo no jogo de Madrid, marcou o terceiro) –, manteve sempre a defesa catalã em pânico, atacou, defendeu, construiu e marcou… Messi, não fez nada. Rigorosamente!

E sábado há mais. Dizer que será um jogo diferente não é mais que um lugar-comum. Dizer que será um jogo sem história, é blasfémia. É um jogo para o campeonato, que o Barça tem no bolso e que para o Real já não conta. Surge na véspera de dois jogos decisivos para ambos na Champions – se o Real se desloca a Manchester com necessidade absoluta de ganhar, parte com um empate a um golo, tal e qual como no jogo de hoje, o Barcelona recebe o Milan obrigado a recuperar de uma derrota de 0-2 – mas pensar  que as duas equipas o abordem em regime de poupança, é desconhecer o que é este super clássico.

São jogos que cansam só de ver. Não há volta a dar-lhe!

UMA ESPREITADELA À BOLA AQUI DO LADO

Por Eduardo Louro

 

Caprichos do calendário da Liga de Futebol Espanhola colocaram hoje frente a frente as duas principais equipas de Madrid e Barcelona: o Real recebeu no Barnabéu o Espanhol de Barcelona – penúltimo classificado – e o Barça recebeu em Camp Nou o Atlético de Madrid.

Em Madrid, o super favorito Real empatou (2-2), prosseguindo a série mais negra de Mourinho e despedindo-se definitivamente do título. Limitou-se a jogar dez minutos – os primeiros da segunda parte – ao nível que lhe é exigido, e por isso não mereceu ganhar um jogo em que se viu a perder no primeiro remate do adversário, que teve a felicidade de empatar no último minuto da primeira parte e de chegar ao segundo golo logo no arranque da segunda. Aos dez minutos da segunda parte os merengues acharam que já tinham feito o suficiente. Correu mal!

Quem assistiu aos primeiros trinta minutos do jogo do Camp Nou convenceu-se que os colchoneros eram capazes de quebrar a invencibilidade dos culés. O Atlético dominava o jogo, Falcão enchia o campo e, mesmo no final desse período, à terceira oportunidade – depois de um remate de cabeça a um poste e de um remate a rasar o outro, isolado frente ao Valdez - o colombiano maravilha abria o marcador. Do Barcelona nem sombra, apenas as camisolas!

Durou cinco minutos a vantagem. O brasileiro Adriano, hoje a jogar a lateral direito, no que foi o primeiro remate da equipa, empata com um golo tão espectacular quanto improvável. Depois seguiram-se 10 minutos à Barcelona: sem jogar bem, mas sem que os madrilenos pudessem sequer respirar. No fim dos quais, já no último minuto da primeira parte, surgiu o segundo golo: na sequência de um canto e na segunda oportunidade.

Ainda dentro do primeiro quarto de hora da segunda parte, Messi, na primeira vez que lhe foi dado espaço para rematar, fez o terceiro golo. Siemeone, percebeu que o tempo não voltaria para trás, e que a equipa fora engolida após o golo do empate, e que o melhor mesmo era evitar males maiores. Reforçou o meio campo, abdicou do ataque e o jogo estabilizou naquele habitual e entediante domínio do Barcelona. E Messi ainda faria mais um!

Ainda se não chegou ao Natal e em Espanha já se sabe quem é o campeão. Com este futebol do Barcelona nunca se pode dizer que a equipa joga mal, mas a verdade é que também se percebe que não joga assim tão bem. Mesmo assim, mesmo sem entusiasmar, é de uma eficácia única, com a equipa a bater todos os recordes e, como se gosta de dizer por cá, a poder encomendar as faixas!

 

O "ACONTECIMENTO MUNDIAL" DO DIA

Por Eduardo Louro

 

Não admira que Real Madrid e Barcelona consigam transformar um simples jogo de futebol num acontecimento mundial!

Chegam e partem árabes e russos, a despejar milhões por todos os cantos. A Espanha afunda-se na sua e nossa crise mas, indiferentes a tudo isso, estes dois colossos tomam conta do mundo!

Ainda se não tinham atingido os 30 minutos deste acontecimento e os nossos olhos viam um Barcelona à beira do KO e um Real Madrid a mandar a crise para as ortigas, disposto à vingança final: ganhava por dois a zero, Valdez tinha evitado outros três golos e Adriano – já com a cabeça em água e a jogar no lugar de Dani Alves – tinha evitado outro, derrubando Ronaldo, que seguia isolado para o golo. Expulso, o Barça ficava com 10. À meia hora, naquele filme de imensa superioridade madrilista, e com mais um em campo, a coisa só podia acabar mal para os blau grana

Esquecemo-nos que quem joga com Messi nunca joga em inferioridade numérica, como já nos tínhamos esquecido que quem tem jogadores como aqueles que jogam de branco nunca pode estar em crise. Que quem tem Messi, e Iniesta, e Xavi, e Pedro ... nunca cai sem se levantar!

Ao minuto 45 Messi avivou-nos a memória: livre à entrada da área, barreira bem colocada, mas a bola saída dos seus pés resolve ir dar uma curva e aproveitar para entrar na baliza de Casillas. Sem qualquer hipótese…

Nos dois minutos de compensação dados pelo árbitro foi ainda Cristiano Ronaldo – que fizera no seu golo, o segundo, aquilo com que eu sonhava todas as noites quando jogava à bola (bem, na verdade, no meu sonho, o meu remate era imediato, sem deixar a bola cair depois daquele calcanhar) – a querer lembrar a Messi que também lá estava, como se ele não o soubesse bem. Um remate fabuloso, com a bola a bater nos painéis publicitários e a regressar ao campo, dando a ideia de ter sido devolvida pelo poste direito. E Di Maria, também próximo do golo.

A segunda parte veio quando já toda a gente pelo mundo fora percebera que nem havia crise nenhuma no Real Madrid nem o Barcelona estava de joelhos, quanto mais prostrado no chão. E se não começou tão intensa como a primeira, acabou por não lhe ficar atrás à medida que o tempo corria: sempre espectacular.

Até com inversão de papéis. À entrada do segundo quarto de hora, o Barcelona, joga à Real Madrid, - Mascherano, cá de trás, como Pepe e Sérgio Ramos haviam feito nos golos de Higuain e Ronaldo, isola Pedro – e quase empata. Defendeu Casillas!

Poucos minutos depois é o Real que joga à Barcelona: Khedira faz de Messi (ou de Iniesta, ou de Pedro…) e vai por ali fora e área dentro. É Valdez que salva mais uma vez o terceiro!

E os últimos dez minutos foram de cortar a respiração, com oportunidades sucessivas numa e noutra baliza.

A supertaça ficou em Madrid (pelo golo fora marcado a mais), mas isso, lá como cá, como o próprio Mourinho fez questão de salientar, é o que menos interessa. O que conta é que foi o acontecimento mundial do dia!

JOGO DE FANTASMAS

Por Eduardo Louro

 

Acabou há pouco o primeiro duelo Barça – Madrid da época. Foi a primeira mão da Supercopa e ganhou o Barcelona (3-2), um Barcelona com pouco Messi e muito Iniesta e um Madrid com de tudo um pouco!

Acabou por ficar tudo em aberto para a decisão no Santiago Barnabéu, na próxima semana.

Foi um jogo que confirmou que Mourinho dobrou o Cabo das Tormentas na época passada. O Adamastor está lá, mas o fantasma parece estar vencido!

E no entanto ameaçou reerguer-se à entrada do último quarto de hora do jogo: o Barça esteve à beira do 4-1, e o Madrid do inferno. Surgiu de repente o fantasma de Valdez, um fantasma bem mais pequeno mas que teima em aparecer nestes jogos… Inacreditavelmente este pequeno fantasma venceu o fantasma gigante do Adamastor que Mourinho julgava morto e enterrado!

Mesmo entre fantasmas, às vezes David vence Golias: Valdez deu cabo do Adamastor! Veremos qual dos dois se apresentará em Madrid. Ou se ambos morrem de vez, e não há mais jogo de fantasmas!

 

Também aqui

 

EUSEBIO CUP: E O JOGO DISSE TANTA COISA...

Por Eduardo Louro

                                                                      

Claro que era um Real Madrid cheio de remendos, mas não deixou de ser o Real Madrid…

Sabe sempre bem marcar cinco golos. Ganhar por 5-2 ao Real Madrid lembra anos de glória, mesmo não esquecendo que, daqueles jogadores que alinharam com a mítica camisola branca, pouco mais que meia dúzia terão oportunidade de entrar na equipa quando a época oficial começar. Mas disso não tem o Benfica culpa!

Para além dos cinco golos - todos de excelente execução, mas com particular brilho o primeiro de Enzo Perez (que fez o 3-2) e o de Carlos Martins (fazendo então o 2-2) –, da vitória e, a espaços, da exibição, o jogo confirmou algumas coisas que se vinham percebendo.

A primeira é que, numa época de poucas e discutíveis contratações, o maior reforço é Carlos Martins, que o ano passado foi mandado para Espanha e que tanta falta fez. Seguido de Enzo Perez, também o ano passado devolvido à procedência, quando se percebia ser um jogador de qualidade. Ou de qualidades. Quer dizer: os reforços só não estavam em casa porque foram mandados embora!

A segunda é que a aposta em Melgarejo para a lateral esquerda é para continuar. Não fosse a circunstância de estarmos em véspera de eleições e não teria qualquer dúvida que ninguém seria contratado para aquela posição. Como há eleições, haverá de aparecer por aí, mais dia, menos dia, um lateral esquerdo. O miúdo paraguaio é muito bom jogador, o que não quer dizer que dê para clone de Fábio Coentrão. Por enquanto esta insistência parece-me mais próxima de acabar com um belíssimo jogador do que de criar um lateral esquerdo razoável, o que, acredito, deve encher de pesadelos as noites mal dormidas de Melgarejo.

A terceira - e já que se fala de pesadelos - é que só de pensar na saída de Witsel fico eu com pesadelos. O belga é simplesmente insubstituível, e faz questão de nos mostrar isso mesmo em cada jogo.

A quarta tem a ver com o outro problema: o lateral direito. A estrutura directiva disse que não haveria qualquer contratação, que havia lá um miúdo vindo dos juniores - o João Cancelo - que supriria essa necessidade, contrariando manifestamente o pedido expresso de Jorge Jesus que, à entrada do quarto ano de Benfica, – coisa que não acontecia desde Hagan, no início dos anos 70, o treinador de todos os recordes – ainda não percebeu que esses (e todos) pedidos fazem-se à direcção em privado e não, nem aos jornais, nem pelos jornais.

Pois, mas parece que o miúdo continua pela equipa B. Pelos vistos o treinador está a esquecer-se dele, e ainda não o chamou para integrar os trabalhos de pré-época. Se calhar é preciso que alguém o lembre!

A quinta, e última, revela alguns pontos de contacto com esta. Direi que demasiados!

Também o presidente disse recentemente que “o Benfica está bem servido de centrais”. Mas também parece que o treinador não estará muito de acordo com isso: é que ainda não se viu jogar nenhum dos restantes três centrais do plantel nos cinco ou seis jogos de preparação já realizados. Rodou jogadores em todas as outras posições - neste jogo até já o Michel jogou, substituindo até um jogador (Kardec, um caso perdido) que havia sido substituto – excepto nas dos centrais. No torneio do passado fim-de-semana, na Polónia, o Luisão e Garay jogaram todos os 90 minutos dos dois jogos em dois dias – sábado e domingo.

Imagino que o Miguel Vítor, o Jardel e o Roderick estejam cheios de moral e confiança!

A FINAL IMPROVÁVEL *

Por Eduardo Louro

 

Aí está a final improvável. A pedra na engrenagem!

E, no apuramento do Bayern para a final, nem sequer entra aquela coisa estranha a que se convencionou chamar sorte. A sorte que acompanhou o adversário - que receberá no seu estádio - da final ao longo de toda a prova. Basta lembrar que, quando perdeu em Nápoles por 3 a 1, ainda com Vilas Boas, poderia ter perdido por seis ou sete. Ou a sorte (e não só) que, a seguir, teve nos dois jogos com o Benfica. E a que teve com o Barcelona, em ambos os jogos.

Se o Bayern entrou no Barnabéu com um pequeno saldo credor de sorte – a de ter marcado o golo da vitória em Munique já mesmo no final – a verdade é que aos seis minutos de jogo os pratos dessa balança já estavam equilibrados.

A partir daí desequilibraram definitivamente a favor do Real Madrid. Que aos catorze minutos, e sem que o Neuer tivesse efectuado uma única defesa, já ganhava por dois a zero e tinha o apuramento no bolso. Apenas oito minutos mediaram entre o primeiro e o segundo golo de Cristiano Ronaldo e do Real. Nesse espaço de tempo o Bayern criou três oportunidades claras de golo…

A partir do minuto seis, e até ao fim do minuto noventa, o Bayern foi sempre superior. Apenas no prolongamento, em que o medo de sofrer um golo se sobrepôs a tudo e a todos, haveria algum equilíbrio. Dito isto, parece-me que a justiça do apuramento do Bayern é inquestionável. Se antes do jogo Mourinho dissera que o Real Madrid merecia estar na final, agora, no fim, não o poderá repetir. Sob pena de cair na mentira, ou mesmo no ridículo!

O Bayern não é só uma grande equipa. Foi uma grande equipa, com um meio campo que não engoliu apenas o meio campo madrileno. Engoliutoda a equipa de Mourinho!

O Bayern é uma equipa fortíssima fisicamente. E depois, quem tem Neuer (que nem precisou de se mostrar, quem precisou disso foi Casillas), Lham, Schweinsteiger, Luís Cláudio, Ribery, Roben, Mário Gomez ou Muller, tem que ser mesmo uma grande equipa.

O resto é o jogo, é jogar à bola, coisa que a equipa bávara fez muito mais que … os jogadores do Real Madrid. Que foram muito menos equipa (terão chegado a sê-lo?) e que estiveram, praticamente todos (excepção de Casillas - que defendeu tudo o que havia para defender e ainda dois penaltis, tantos quanto o seu colega do outro lado – e, de alguma forma, Cristiano Ronaldo), abaixo do que podem e do que devem.

Estranho é que Mourinho tenha também apostado nos penáltis. Ou talvez não, talvez tenha percebido que não tinha argumentos para aquele Bayern. Mas, tendo apostado – agora é fácil, claro, mas eu senti-o e manifestei-o na altura -, deveria ter tido outro critério na escolha dos jogadores. Cristiano estaria sempre entre os eleitos, evidentemente (mas nunca deveria ser o primeiro a marcar), mas…o Sérgio Ramos?

Foi um rude golpe nas aspirações de Mourinho. E de Cristiano Ronaldo. Para o primeiro, a consequência imediata deverá ser a sua continuidade em Madrid por mais um ano. Com o campeonato e a Champions (a terceira, por três clubes diferentes, o seu grande objectivo pessoal) no bolso Mourinho abandonaria os merengues: tão claro como água. Para o segundo, a consequência vai mesmo ter quer ser um grande europeu. A vantagem da Champions em relação a Messi, já foi. Queda la copa de Europa, por supuesto!

 

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PEDRA NA ENGRENAGEM

Por Eduardo Louro

 

O Barcelona perdeu. É notícia! Porque raramente perde e porque não tinha sequer perdido – apenas um empate com o MiIan, em Milão na eliminatória anterior – esta época na Champions. Perdeu em Stamford Bridge, com o Chelsea, quando deveria era estar a jogar na Luz!

Não jogou bem? Do Barcelona nunca se pode dizer que não tenha jogado bem, mas falharam algumas coisas que não costumam falhar. E o Chelsea, como já se vira com o Benfica, defende … à italiana. Com os onze jogadores sempre atrás da linha da bola, andasse ela por onde andasse. E a correr atrás dela. E como correm… Correm como não corriam por André Vilas Boas. Correm como correram com ele!

O Barcelona jogou o suficiente para ganhar, como já o Benfica fizera. Com o Benfica safaram-se com duas arbitragens manhosas, hoje, com duas bolas nos ferros: uma logo a abrir e outra mesmo a fechar o jogo.

A jogar assim, com um autocarro de dois andares à frente da baliza, o Chelsea vai ser um osso muito duro de roer: a lembrar o Inter de Mourinho, em 2010…

A esperada final entre os dois colossos espanhóis, entre Mourinho e Guardiola, e Cristiano Ronaldo e Messi, e que Platini seguramente apadrinha, poderá não acontecer. E até sair tudo ao contrário, com uma final entre o Bayern e o Chelsea, porque, apesar de ter partido de Munique com um resultado ligeiramente mais favorável (2 a 1), o Real Madrid de Mourinho também não irá ter tarefa fácil. Se não jogar muito mais do que fez ontem, e se os catalães não tiverem mais sorte que a que tiveram hoje, teremos pedra na engrenagem. Coisa que às vezes a UEFA resolve, mas nem sempre consegue!

Entretanto, no próximo sábado, Barça e Madrid vão encontrar-se em Camp Nou, no jogo decisivo da Liga. Como equipas deste nível não perdem dois jogos seguidos, terá que dar empate!

DERBISEMELHANÇAS

Por Eduardo Louro

 

Dois dias depois do de cá, jogou-se o dérbi aqui do lado, de Madrid.

Também em casa do Sporting de lá, o Athletic. Também o Benfica de lá – o Real – estava obrigado a ganhar depois de, como cá, ter deitado fora uma vantagem confortável – só que bem mais confortável e com bem menos desperdício – arriscando-se a ficar com apenas um ponto de avanço sobre o Barcelona, a poucos dias de lá se deslocar. Também o árbitro começou por perdoar um penalti à equipa da casa.

Mas acabaram-se as semelhanças e os pontos de contacto entre os dois derbis. Até porque, no de lá, ao contrário do de cá, o árbitro assinalaria o segundo penalti que o jogo ditaria a favor dos forasteiros!

O jogo foi muito melhor – o que até nem admira, os jogadores eram melhores – e o Benfica de lá ganhou, como tinha de ganhar. Até talvez por números exagerados (4 a 1), mas disso tem culpa o Cristiano Ronaldo, que fez três – um hattrick, mais um, chegando aos 40 golos e voltando a ultrapassar o Messi – e a assistência para o quarto.

E como o Benfica de lá não é como o de cá, fica com quatro pontos de avanço, enquanto que o de cá tem os mesmos quatro de atraso. E vai certamente ganhar o campeonato, resolvendo um problema ao treinador do de lá. É que, ganhando o campeonato, Mourinho vai querer ir embora sem que os adeptos queiram que parta. Se o não ganhasse, seriam os adeptos de lá a quererem que fosse embora e o treinador a não querer (poder?) ir.

Ah! Afinal aqui está outro ponto de contacto…

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