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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

"É o futebol"

A selecção nacional de futebol voltou a falhar. Voltava a bastar-lhe um empate, em casa. Mas voltou a perder!

Chegou a este último jogo de apuramento para a fase final da Liga das Nações com dois registos históricos - um favorável, e outro desfavorável. A favor, quando o empate bastava, a história de empates nos largos últimos anos com a Espanha. Contra, a história das derrotas, nas duas últimas vezes, nas mesmíssimas circunstâncias - com a França, para esta mesma competição; e com a Sérvia, na fase de apuramento para o mundial que aí vem.  

Repetiu-se o fado, sempre mais virado para o lado desgraçado da história.

De Fernando Santos, e de Cristiano Ronaldo, até porque já nem se sabe bem onde começa um e acaba o outro, nem vale a pena dizer nada. Sem condição física nem psicológica, sem treinos nem jogos, e à beira dos 38 anos, ambos entendem que pode jogar dois jogos inteirinhos em 3 dias. E fica tudo dito, até porque Fernando Santos diz que tudo "é futebol". Em Praga, Cristiano Ronaldo não jogara nada, mas ... "é o futebol". Hoje, falhou desastradamente três ou quatro oportunidades de golo. Que  "normalmente não falha", no dizer de Fernando Santos. E que também isso é "o futebol".

Fale-se então de Luís Henrique, o seleccionador espanhol. Que escalou uma equipa de segunda linha, retirando-lhe sete dos titulares no último jogo, no sábado, com a Suíça, para entreter o jogo. Que teria de ganhar, em Braga, para seguir para a final a quatro a disputar no próximo ano.

Manteve o jogo entretido e entretendo-se com a bola. Ao intervalo fez entrar Busquets, para o entreter melhor. E um quarto de hora depois lançou os putos maravilha que lá tinha sentadinhos no banco. Quatro, ao todo: os consagrados Pedri e Gavi, e os debutantes Yeremi Pino e Nico Williams. E todos com menos de 20 anos!

E foi o bom e o bonito. Acabaram com a brincadeira, passaram a asfixiar e, com requintes de malvadez, marcaram o golo a dois minutos dos 90.

E foi isto. E isto é que é futebol: enquanto o seleccionador espanhol substituía os piores pelos melhores para a estocada final, o de cá fazia exactamente o contrário. O resto é um equipamento horrível e mais uma braçadeira de capitão para o chão!

É assim mesmo!

A selecção ganhou, e goleou (4-0) a da Chéquia, em Praga. O resultado é excelente, a que acresceu a surpreendente derrota da Espanha, em Saragoça, com a Suíça.

Cristiano Ronaldo foi titular, "arrastou-se pelo campo" o jogo todo e ... foi penoso de ver. Falhou remates, e até cometeu um penálti, daqueles sem ponta para se lhe pegar. Para Fernando Santos foi uma boa exibição. Falhar, acontece - é futebol. Mas esforçou-se e serviu a equipa. E se não fossem os espaços por ele criados, os outros não teriam marcado.

É assim mesmo!

E fez Rafa muito bem...

Conheça os heróis da seleção (parte 3)

O Rafa renunciou à selecção. Bateu com a porta, e fez ele muito bem!

De Rafa diz-se sempre que faz tudo bem, mas que falha nas decisões. Pois nesta não falhou. Na hora certa, puxou da luva branca e ... toma lá. 

Ouviu-se um estrondo. Ainda não sei se foi da porta, se foi da chapada. Mas lá que se ouviu, ouviu.

Ponto final. O Fernando Santos agora que brinque com outros. Com Rafa já brincou tudo, não brinca mais. Não sei se não vai haver mais alguém a dizer ao gestor da empresa que faz de seleccionador nacional para brincar com outra coisa.

Afinal o seleccionador nacional é só gerente do seleccionador nacional

FPF: Fernando Gomes explica as razões para a renovação de Fernando Santos -  Seleção Nacional - SAPO Desporto

 

Fernando Santos, o seleccionador nacional, tem o Fisco à perna.

Ao que consta criou uma empresa e, em vez de assinar um contrato de trabalho com a FPF, foi a empresa criada - a Femacosa - que assinou um contrato de prestação de serviços com a Federação. Quando pensávamos que Fernando Santos era o seleccionador nacional, estávamos enganados. Ele era apenas gerente da empresa, um homem de negócios, como se diz na gíria. O seleccionador era a desconhecida Femacosa.

Quando sabíamos que a vida tinha corrido ao seleccionador nacional, com os milhões do campeonato da Europa de 2016, não imaginávamos que pudesse não estar a correr assim tão bem a Fernando Santos, que afinal recebia apenas um salário mensal de 5 mil euros da sua empresa pelas suas funções de gerência. De que pagava o seu IRS, à taxa correspondente. Os milhões a sério que a FPF pagava è empresa eram tributados em IRC, à simpática taxa de 19 ou 20%. Coisas que a fiscalidade portuguesa trata sem grande margem para dúvidas no regime de transparência fiscal, e em especial numa cláusula geral antiabuso.

Daí que não surpreenda que a Administração Fiscal lhe esteja agora a exigir qualquer coisa como 4,5 milhões de euros de IRS por pagar. Como também não surpreende que Fernando Santos esteja a recorrer a advogados, daqueles pagos a peso de ouro, para fugir com o dito à seringa do Fisco. O seleccionador que não é seleccionador mas apenas gerente, é Santos, mas não é santinho. Por mais que o possa querer fazer crer. Santinho é só nos bonecos da Contra-informação. O que surpreende mesmo é o comunicado da FPF, entidade com o estatuto de utilidade pública, que acusa a Administração Fiscal de "violação grosseira do direito ao sigilo fiscal" e declara que "Fernando Santos não só não deve um único cêntimo à Autoridade Tributária, como nunca deixou de ter a sua situação regularizada nos termos da lei."

A verdade nem anda muito longe - se tudo tivesse permanecido em segredo, em "sigilo fiscal", todos estaríamos convencidos que o seleccionador era Fernando Santos e não a tal empresa, e tudo estaria regularizado nos termos da lei. O problema é o raio do sigilo. E outro ainda: é que Fernando Gomes, e a sua FPF com estatuto de utilidade pública, sabia que contratara Fernando Santos para seleccionador nacional mas que pagava à Femacosa. Que tanto quanto seja possível saber nem deve ter curso de treinador!

 

 

Fernando Santos: o revolucionário!

 

A selecção nacional de futebol conquistou finalmente, pela primeira vez, uma grande competição internacional. Depois de algumas tentativas de chegar à final, que por isto ou por aquilo, e pela França e pela Espanha, sempre falhara. E depois do grande caldeirão de água gelada que foi aquela derrota na final do Euro 2004, em pleno Estádio da Luz.

Depois de muitas gerações de grandes jogadores de futebol, que fizeram boas selecções. Que jogavam benzinho, aquele futebol bonito, bem português: o "Brasil da Europa", mesmo quando lhe faltavam os tais trinta metros de que já Pedroto falava há quarenta anos. Que ganhava sempre, sem que nunca ganhasse nada. Era o tempo das vitórias morais. Era o nosso fado, o destino. Com a sorte sempre a voltar-nos as costas. Que dá sempre muito trabalho, coisa a que nem sempre nos dedicamos da forma mais competente...

Foi apenas há duas ou três semanas que percebemos que isto mudou tudo. Que o fado, hoje, continuando fado, é já outro. Como os fadistas... Que, se tem destino, também diz que o podemos mudar. Que não há fatalidades absolutas, e que se o "destino marca a hora", podemos sempre trocar-lhe as voltas. Ou mudar a hora.

Percebemos tudo isto quando, na fase de grupos, logo no início do campeonato, a equipa rematava como mais nenhuma, mas não marcava. Quando os postes e as traves das balizas se atravessavam à frente das bolas, impedindo-as de entrar. Quando o Cristiano Ronaldo falhava o penalti, e até os remates. E quando, de repente, tudo o que parecia adversidade se transformou em motivação, na crença absoluta que o destino estava ali para ser agarrado.

Percebemos que em vez do futebol bonitinho, mas fatalista, havia agora um futebol rigoroso, feito de concentração e de espírito colectivo. Aquio de que se fazem as grandes equipas, um misto do rigor táctico italiano com a força mental alemã. 

Assistimos incrédulos a esta reviravolta, e tivemos até muita dificuldade em aceitá-la. Irónico é que, da mesma forma que o jogo de ontem foi decidido pelo mais improvável dos jogadores, esta revolução tenha sido feita pelo mais improvável dos treinadores.

Dir-se-ia que no panorama do futebol português só haveria um nome capaz de tanto. Mas não. Não foi Mourinho. O revolucionário está-lhe nas antípodas. É low profile, dizem até que pé frio, e tido por perdedor pela maior parte dos adeptos portugueses dos três maiores clubes que, caso que creio único, já treinou. Um conservador, a quem facilmente poderiam chamar bota de elástico. Um homem de fé, de culto ao sobrenatural, fora de moda, a quem ninguém entregaria tamanha encomenda.

É por isso que a primeira grande conquista da selecção nacional de futebol tem que ter um nome: Fernando Santos!

Estamos na final. Bora lá ganhá-la!

 

Na final! Portugal está na final do euro!

É certo que depois do apuramento, meio envergonhado mas a deixar perspectivas de um caminho a rasgar-se até Paris, começamos a achar não era sem tino que Fernando Santos dizia que o obejctivo era esse mesmo. Sabíamos que não era por fanfarronice que o seleccionador nacional falava desse objectivo, porque se há coisa que Fernando Santos não é, é fanfarrão. Era por crença, a crença que conseguiu transmitir aos jogadores e que os levou até ao fim.

Aconteça o que acontecer na final do próximo domingo, já ninguém pode roubar à selecção nacional o mérito de lá estar. Porque é com todo o mérito que lá chegou. Foi sempre superior aos adversários que lhe coube enfrentar. Mesmo quando jogou abaixo do que todos desejaríamos, jogou acima do que jogou o adversário.

Hoje não foi excepção. A excepção foi o resultado, uma vitória clara e apenas a primeira no fim dos 90 minutos. A selecção de Gales não teve condições de apresentar o seu futebol, um dos mais realizadores da competição, não conseguindo criar uma única oportunidade clara para fazer golo. É isto esta equipa portuguesa: rigor táctico, equilíbrio entre os sectores, espírito de equipa, anulação do adversário. E uma crença enorme.

Falta-lhe um grande futebol? Falta, mas o que é aquele golo de Cristiano Ronaldo se não um momento do melhor que o futebol tem?

Ainda não vimos o jogo da outra meia final, mas bastou o Alemanha - Itália para percebermos que não estamos em tempo daquele futebol de encher o olho. O tempo é de rigor e concentração, e isso, por muito que não sejam habitualmente atributos lusos, não falta a esta selecção. Que pode muito bem ser finalmente campeã europeia, mesmo que não parta como favorita para esta final. Nem de perto nem de longe.

Mas se Fernando Santos diz que as finais são para ser ganhas, depois de tudo o que disse e fez até aqui, quem é tem a coragem de duvidar? 

 

Ó Sr Engenheiro...

Por Eduardo Louro

 

 

 

Sr Engenheiro - isto não vai fácil para a classe - se continuar a dizer que em França, no próximo ano, é para ganhar, arrisca-se a deixar de ser o homem sério, sereno e sensato em que o tínhamos para passar a ser mais um pantomineiro. E olhe que disso já temos muito por aí...

É certo que a selecção nacional irá lá estar. Depois da vitória de hoje na Arménia isso é já garantido. Mas - e já que Fernando Santos é um fervoroso crente - valha-nos Deus!

Não foi a selecção que ganhou. Foi Cristiano Ronaldo, com três golos. Dois deles com tanto demérito da defesa adversária como mérito - e classe - dele.

A selecção foi Ronaldo, Rui Patrício e Tiago. Ronaldo a fazer e Rui Patrício e Tago a desfazer... Foi por pouco, por muito pouco, que o Cristiano lhes levou a melhor. O resto foi o eterno erro de casting que é Danny, e a displicência de sempre. E muitas vezes um banho de bola dos arménios, onde Mkhitaryan, o tal que joga no Dortmund, foi apenas assombroso. Que jogador!  

 

Os regressos de Fernando Santos

Por Eduardo Louro

 A convocatória do novo seleccionador nacional de futebol surpreendeu meio mundo. Terá indignado um quarto e agradado a outro quarto…

É uma convocatória alargada – 24 jogadores – como se tratasse de uma convocatória para uma fase final, e isso, como primeira convocatória deste seleccionador, compreende-se perfeitamente. E explicará que comporte seis jogadores do Sporting – uma das surpresas, que indignará muita gente e agradará aos sportinguistas –, algumas estreias – José Fonte e Ivo Pinto – que não cabem exactamente no conceito de renovação, que de todo não serve de mote nem alimenta a convocatória, e muitos regressos.

Foquemo-nos nos regressos, em boa verdade, a par das mais que justificadas ausências do Miguel Veloso, do Raul Meireles, do João Pereira ou do Eduardo, o mais picante da convocatória. E deixemos de lado o regresso de Eliseu, que o simples facto de estar a jogar no Benfica torna normal, para nos determos nos de Dany, Quaresma, Tiago e Ricardo Carvalho, que desde logo terão, no mínimo, soado a murros no estômago do Paulo Bento.

Destes, o regresso de Quaresma acabará por ser o mais pacífico. Traduz uma opção política, natural também numa primeira convocatória. É dar mais uma oportunidade ao Quaresma, para que dela ele faça o que entender, e assim resolver um problema que tem sido sempre incómodo. Se o jogador a agarrar está tudo resolvido. Se a deitar fora também!

Por isso se percebe. E se justifica!

O de Dany justifica-se perfeitamente porque é neste momento um dos melhores 10 que por aí andam, mesmo que, recorde-se, nunca tenha atingido na selecção o alto nível que apresenta no seu clube. Para além disso percebia-se claramente que só o mau feitio de Paulo Bento o mantinha afastado da selecção, onde tanta falta fez no Brasil.

O afastamento de Tiago da selecção não tem nada a ver com Paulo Bento. O mesmo não se pode dizer por não ter regressado, que não pode deixar de ser levado a débito do mau feitio do ex-seleccionador. Toda a gente percebeu, e o próprio Tiago ainda primeiro que todos, que há quatro anos atrás a sua carreira dava todos os sinais de ter entrado na sua decisiva fase descendente. Deixara de ser titular na selecção e terá entendido que, a ter de deixar a selecção, sairia pelo seu pé. Uma decisão legítima!

É nesta altura, e não noutra qualquer, como o anterior seleccionador deixou que se confundisse, e como muita gente tenta confundir, que Paulo Bento o tenta demover dessa decisão, com as tais deslocações a Madrid. Só que Simeone não mudou apenas a vida do Atlético de Madrid, mudou também a de Tiago. Não lhe deu um novo fôlego, deu-lhe uma nova vida tornando-o, depois dos 30, num jogador como nunca antes tinha sido. Com esta nova realidade o Tiago estava evidentemente disposto a regressar, disso deu por diversas vezes sinal, e a selecção só tinha evidentemente a ganhar com o seu regresso. Mas aí já o seleccionador punha o seu mau feitio acima dos interesses da selecção.

O regresso de Tiago, mais que justificado, é a mais merecida bofetada em Paulo Bento!

É diferente o regresso do Ricardo Carvalho, por muito que o mesmo mau feitio possa ter sido responsável pela irreflectida atitude do jogador. Nenhuma condenação pode ser eterna, por isso não há prisão perpétua em Portugal. O que neste caso deveria ter sido amplamente divulgado, e não o foi, era o castigo aplicado pela FPF pelo comportamento de grave indisciplina do Ricardo Carvalho. Um, dois ou três anos de castigo, fosse lá o que fosse, estaria já cumprido. O jogador teria pago pelo seu erro e, mesmo aos 36 anos, estaria em condições de ser convocado. Estranho é que só hoje se tenha sabido que o jogador foi castigado por um ano!

Entendia-se que Paulo Bento nunca o convocasse, tinha com ele um problema pessoal que ia para além do castigo aplicado. Da mesma forma que se entende que Fernando Santos não tenha qualquer objecção à sua convocação. Que provavelmente justificará por política de pacificação!

Veremos se lhe dará a titularidade. Apostaria que não!

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