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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Sem novidades

Por Eduardo Louro

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Na Grécia, tudo na mesma... Tsypras voltou a ganhar, e vai voltar a formar governo com os mesmos gregos independentes. Tudo na mesma: o Syriza, a direita da Nova Democracia, a extrema direita da Aurora Dourada, os socialistas do PASOK, tudo como em Janeiro, mais voto menos voto. Tudo na mesma, com a realidade a trocar as voltas às sondagens. Como tem acontecido por todo o lado, e vai inevitavelmente acontecer também por cá, onde já não há pingo de vergonha, com resultados por encomenda, à vontade do freguês.

E, com tudo na mesma, vamos começar a voltar a ouvir falar da Grécia. Até porque já anda tudo farto de refugiados, o tema já começa a estar gasto e é preciso mudar de assunto. Mesmo sem novidades! 

É simples. Não sei se é barato. E dá milhões...

Por Eduardo Louro

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A estratégia que os marketeers (brasileiros, como sempre) desenharam para a coligação é simples: esconder Passos Coelho, mantê-lo afastado do debate - mas sempre com ar muito atarefado, num corrupio de funções de Estado - para que nem preste contas sobre os quatro anos de governo que ficaram para trás, nem apresente as contas para os quatro anos de governo que quer pela frente.

O resto é com as televisões, mandando todos os debates – de que Passos se dispensa – para o cabo, e batendo recordes de shares em canal aberto com as suas telenovelas. E com dois ou três sound bytes, sempre com a Grécia como o papão. E com as redes sociais minadas de perfis falsos a fazer o trabalho mais sujo...

É simples e resulta. Está a resultar!

 

O contributo de Schulz

Por Eduardo Louro

 

Para quem não percebia por que é que o PS não descolava com Seguro, e não descolou nem descola com Costa. Para quem não percebe por que é que não é seguro que o PS consiga ganhar as eleições ao mais incompetente governo da direita, e à direita mais incapaz que Portugal conheceu. Para quem não percebeu, nem percebe, o que aconteceu à esquerda social democrata europeia da Internacional Socialista, que explica o que está a acontecer ao PS, em Portugal e ao PSOE, em Espanha ... Martin Schulz, o social democrata alemão que preside ao Parlamento Europeu, explicou tudo muito bem explicadinho. Para quem ainda assim não consiga perceber, Hollande esclarece o resto. Em sessões práticas, todos os dias...

Ai as sondagens...

Por Eduardo Louro

Resultado de imagem para eleições reino unido 2015

 

Os resultados eleitorais no Reino Unido vêm carregados de más notícias. Em primeiro lugar para as sondagens, cujo empate técnico que grarantiam dá, afinal, numa maioria absolutamente confortável dos Conservadores que, no momento em que escrevo e ainda com a contagem por encerrar, já atingiram o 322º deputado, a apenas um dos 323 da maioria absoluta. Depois, naturalmente, para os trabalhistas, com uma derrota histórica, e para os liberais-democratas. Também para a extrema-direita xenófoba, mas essa é uma óptima notícia...

As boas notícias foram evidentemente para David Cameron, a colher os louros de uma economia em crescimento, e com o desemprego nuns invejáveis 5%, em resultado de opções completamente demarcadas - e mesmo antagónicas - das seguidas na UEM, ao ritmo da batuta alemã. E para Nicola Sturgeon - os nacionalistas escoceses dizimaram os trabalhistas, que praticamente desapareceram do mapa eleitoral da Escócia -, voltando a colocar na agenda, poucos meses depois do referendo, a saída da Escócia do Reino Unido.

Boas notícias também para o eurocepticismo - é hoje claro que só o interesse no mercado comum prende os britânicos à UE -, o que não é novidade por aquelas bandas. Novidade é que nunca isso foi tão natural! 

Não faltam só alternativas...

Por Eduardo Louro

 

 

A sondagem de hoje do Expresso dá empate técnico entre o PS (37,5%) e a actual maioria governamental (35%). Não é isso que surpreende, António Costa e o PS têm feito por isso… Esta foi até uma semana que serve de paradigma. Ou que serve o paradigma… Nem é preciso falar mais disso.

O que é verdadeiramente surpreendente, único na Europa, é que o eleitorado não vê razões para penalizar ninguém. A esmagadora maioria do eleitorado (72,5%) acha que Portugal tem sido bem governado, e que quem trouxe o país até aqui deve continuar a levá-lo pelo mesmo rumo. 

E isto, neste tempo e neste espaço, é verdadeiramente assombroso. Não se passa em mais lado nenhum. Não há Europa país que tenha passado por estes anos conturbados mantendo inalterável o seu tecido eleitoral. Antes pelo contrário, despareceram do mapa eleitoral muitas das forças políticas que fizeram a História da Europa no último século.  

Faltam alternativas credíveis? É claro que não abundam por aí alternativas sólidas. Faltam com certeza, mas também nas sondagens haveria forma de manifestar esse sentimento… Faltam certamente alternativas mas, mais que alternativas, faltam lucidez, inconformismo, maturidade democrática, activismo político, sentido crítico e de exigência, educação cívica… E sobram medo, conformismo, passividade, resistência à mudança, ignorância...

Parece-me a mim…

Ondas

Por Eduardo Louro

 

PS sobe nas sondagens mesmo após detenção de Sócrates

Aí estão as primeira sondagens após a detenção de Sócrates, e a confirmação da vantagem do PS: 38% das intenções de voto, contra 33 da actual maioria. 

Isto quererá dizer algumas coisas. A primeira é que Passos Coelho não é Mcnamara, e não consegue surfar a onda gigante de populismo a que se lançou. A segunda é que António Costa, continuando em boa onda, soube evitar que Sócrates se tornasse num caso de política. E a alternativa é, agora, ser caso de polícia!

A segunda vitória de Costa

Por Eduardo Louro

Sondagem DN: PS no limiar da maioria absoluta

 

As sondagens já dão 45% das intenções de voto ao PS, naquilo que é a segunda vitória de António Costa. Que acaba com todas as dúvidas, se é que alguma ainda existia!

Esta seria sempre uma boa notícia. Porque assegura a governabilidade - talvez melhor: uma solução governativa - e afasta qualquer cenário de crise política que, em cima da crise económica, financeira e social que teimosamente continua a agravar-se, se tornaria ainda mais dramática para o país. E porque assegura a sobrevivência do regime, que muitos julgavam impossível.

É a alternância a funcionar, é a democracia... Mas não sei se é a esperança. Não sei se não será uma das últimas válvulas de segurança do sistema. Se olharmos para os últimos 20 anos está lá tudo: a um governo rebentado por todas as costuras do cavaquismo, sucedeu na alternância a esperança de Guterres. Que sucedeu a si próprio, para rebentar também logo a seguir. E logo voltou a alternância pela mão de Durão Barroso e de Santana, que rapidamente implodiu. E a alternância trouxe Sócrates e uma esperança cheia de maioria absoluta. Para depois repetir, em pior, tudo o que ficara para trás. E voltar de novo a alternância, agora com Passos e Portas -  repetente e sempre na sombra - a fazer ainda pior que os anteriores, e que só não implodiu como o de Santana por contar com a cumplicidade de um Presidente da República da mesma cor.

Diz-se por aí que a António Costa tudo foi cair no colo. Que não precisou, nem precisa, de se mexer. Até pode ser assim... Mas, da mesma forma que lhe coube a enorme responsabilidade de transformar o PS na alternativa que com Seguro nunca seria, cabe-lhe agora a ainda maior responsabilidade de romper com este ciclo, e fazer da alternância um meio e não um fim. 

Pode sempre acreditar-se que, decididamente, os portugueses são de memória curta. Mas isso pode ser arriscado!

"Partidos do Governo sobem nas intenções de voto"

Por Eduardo Louro

 

Ou este negócio das sondagens é uma grande aldrabice ou ninguém percebe este país. Bem sei que não é fácil de perceber um país como este, onde cada governo faz impunemente pior que o anterior, onde uma democracia mal amanhada se esgota numas urnas de quatro em quatro anos, que premeia a mentira em vez de a castigar.

Em que de aldrabão a messias vai um passo de anão, com um primeiro-ministro com tiques de ditador que, em vez de dizer que foi eleito à custa da promessa vã e da mentira, diz-se providencialmente escolhido: "Fui escolhido talvez na época mais difícil para Portugal desde 1974". Que depois de arruinar o país se reclama redentor, quiçá enviado divino: "Se eu falhar a minha missão é o país que falha".

Bem sei disto tudo, e bem sei quão difícil é perceber um país que isto tudo permite. Mas ninguém me consegue convencer que estas sondagens, efectuadas logo a seguir às autárquicas, não passam de mais uma escandalosa aldrabice!

 

Requentado

Por Eduardo Louro

 

 Diário de Notícias

 

Rui Machete, para além de presidir a um dos principais órgãos sociais da sociedade detentora do BPN, também comprou o vendeu acções com a normalíssima margem de 150%. Como Cavaco!

Requentado - portanto - como diz o Pedro Lomba, o novo homem dos briefings do governo. Quer ele dizer que não há nada de novo. E tem razão: no BPN já nada nos surpreende. Nem sequer nos surpreende que todos continuem a ter a lata de afirmar que comprar e vender acções é a coisa mais normal deste mundo. Escondendo que é assim em Bolsa, mas que não é assim no caso. Escondendo que 150% de margem, em transacções directas com o presidente do banco, fora de bolsa, repito, não tem nada de normal. Escondendo que nestas transacções participaram as grandes figuras do partido, com Cavaco à cabeça. E escondendo, por fim, que o dinheiro que toda essa gente ganhou – de boa fé, sem fazerem ideia nenhuma que aquilo era uma gigantesca vigarice – é o que nos anda agora a ser tirado do bolso!

Miguel Relvas regressou à ribalta. Foi curto o período de nojo. Passos Coelho resolveu arranjar-lhe um cargo: Alto Comissário da Casa Olímpica da Língua Portuguesa! Dizem por aí - más línguas, certamente - que o homem não é lá muito perfeito no uso da língua portuguesa, que se baralha um bocado na conjugação dos verbos. Mas que importância tem isso?

Passos pode partir descansado para Manta Rota: o povo é sereno. O Portas, para além de por cá ficar a segurar as pontaspaga as favas e o Seguro, coitado... Nem assim lá vai!

Sem requinte, tudo requentado.

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