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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Ora aí está ela... De novo.

Por Eduardo Louro

 

Repetindo, embora, o resultado do jogo de despedida para Natal, foi bem melhor – pior seria difícil – esta exibição de regresso do Benfica. Teve alguns bons apontamentos, não muito constantes, é certo, e criou muitas – mais de uma dezena – oportunidades claras de golo.

Jorge Jesus apresentou – e muito bem, nesta altura do calendário outra coisa não faria sentido – uma equipa com os jogadores mais utilizados nesta fase da época, em que continuam de baixa muitos dos principais jogadores do plantel. De fora só ficou Gaitan (entrou para a segunda parte), porque Enzo, claro, já não conta, já está em Valência. E confirmou-se que não passou de boato aquela notícia do sucesso da clonagem no laboratório de Jesus. Não há hoje dúvida nenhuma que o processo falhou, e Pizzi não é mais a opção que pareceu tão óbvia naquele jogo de despedida da Champions. Hoje Jesus até o colocou na posição que era a iniciai de Enzo, o que poderá deixar a ideia que tudo terá de começar de novo. E de início. Por isso voltou a insistir em Talisca, que voltou a mostrar que não é aquela a sua praia. E depois em Samaris…

Mas não há volta a dar: desta vez não há Manel! E como o modelo é inalterável … desconfio bem que este Janeiro vai ser diferente dos anteriores…

Por agora o que conta é a Taça da Liga, onde, agora que já é uma competição que conta, o Benfica tem muito a defender. Por isso, depois do Sporting, ontem - no tal jogo do Bruno de Carvalho –, e do Porto hoje – em Vila do Conde, à conta de um penalti descaradíssimo (o Casimiro agarrou na bola e passeou com ela debaixo do braço pela grande área fora) que, no último minuto, o árbitro portista Rui Costa não quis ver - terem ganho, foi importante para o Benfica começar também a ganhar.    

 

Um título para a história

Por Eduardo Louro

 

 

A primeira das três finais, de todas as que havia para atingir – não há mai nhuma –, foi para ganhar. As outras logo se vê…

Era a mais importante, porque era a primeira. Agora sim, é que já é a menos importante de todas. Se não fosse ganha, já se sabe como era…

E foi mais uma festa, que desta vez deixou Leiria em festa. Mais em festa, porque ali à volta corriam já as festas da cidade, a velhinha feira de Maio. Não sei se foi a festa benfiquista que alegrou a festa da cidade, mas sei que esta emprestou mais festa à final da Taça da Liga. À tão maltratada Taça da Liga que só o Benfica salva!

O jogo foi próprio de uma final, e também ele contribuiu para agarrar esta competição ao mapa futebolístico nacional. O Rio Ave apresentou-se muito bem preparado, teve tempo – e um técnico a confirmar méritos – para se preparar para defrontar o grande Benfica deste ano. Que, sem confirmar com uma grande exibição a brilhante época que está a fazer, jogou como se joga uma final que é para ganhar. Não há dúvida que desta vez não era treta que as finais são para ganhar!

E pronto. Esta foi uma final que, tendo já feito história, pode ainda voltar a fazê-la. Foi a quinta – em sete edições e em cinco presenças na final – vez que o Benfica conquistou o troféu. Uma história de pleno: cinco finais, cinco vitórias. E uma conquista sem sofrer qualquer golo, uma prova limpa, imaculada. Mas pode ainda vir a fazer história. É, para já, o segundo título da época, mas poderá ficar na história única de um pleno inédito! 

A importância da Taça da Liga

Por Eduardo Louro

Benfica vence no Dragão e está na final outra vez

 

Jogar com 10 nem é grande problema. A equipa do Benfica até já está habituada, mas… com 9? Não será pedir de mais?

Acho até que o Cardozo deveria fazer uma daquelas declarações públicas que se vêem – ou viam – por aí, sobre dívidas. Se havia gente a declarar publicamente que não se responsabilizava pelas dívidas que um determinado fulano, ou fulana, fizesse, também deve haver coisa idêntica para se declarar que um sicrano qualquer não deve nada ao declarante. Do tipo: eu, Óscar Tacuara Cardozo declaro por minha honra que o Jorge Jesus não me deve nada!

Também pode ser na Benfica TV, não interessa. O que importa é que o Jesus fique a saber, de uma vez por todas, que não deve nada ao Cardozo. Que já está tudo pago, pronto!

Quando vi equipa inicial não estranhei. O Steven Vitória, pronto ... era o que se costuma dar de avanço, nada dizer. E o Cardozo, estava-se mesmo a ver. Era certo e sabido que à primeira oportunidade, por mais esfarrapada que fosse, aquele senhor Marco Ferreira, que nunca vê nada de mal nas entradas do Fernando, Mangala, Herrera, Jackson… encontraria uma razão para expulsar um jogador da defesa, e ele estava ali justaamente para ser o substituído. Como na Luz, há pouco mais de uma semana…

Não foi assim. Só o árbitro fez a sua parte, expulsando o Steven Vitória; o Jesus preferiu jogar com nove, e com nove é mais difícil ganhar ao Porto. E como, infelizmente para o Porto, os narradores e comentadores da televisão não marcam golos, não havia muito a fazer. Ainda se esperou com grande expectativa pelo minuto 92, mas nada. Não passou nada!

E lá se foi para os penaltis, como no ano passado, em Braga. Só que desta vez foi ao contrário, e lá chega o Benfica à sua segunda final da época. Desta vez a Taça da Liga, que estava finalmente a ficar importante...

Não conta? Conta, conta!

Por Eduardo Louro

 

O Benfica fechou hoje o já garantido apuramento – era a única equipa apurada logo à saída da segunda jornada – para as meias-finais da Taça da Liga, num jogo em que defrontou o Gil Vicente no Restelo, que teve de pedir emprestado porque o relvado da Luz está doente, tanta foi a chuva que apanhou logo à nascença.

Numa semana em que, a propósito e despropósito – mais a despropósito, parece-me – tanto se falou de formação, o Benfica apresentou uma equipa baseada na sua formação e sem qualquer titular habitual. E com sete portugueses (e dois sérvios, um brasileiro e um argentino) à entrada e nove à saída – os dois sérvios foram substituídos por dois putos-maravilha portugueses, o Bernardo Silva e o Hélder Costa!

Não se pode falar numa exibição de sonho, mas tem de se dizer que esta equipa do Benfica fez uma grande jogatana. Jogaram à bola como gente grande, com exibições notáveis do Rúben Amorim – cada vez que joga é show de bola garantido – Ivan Cavaleiro e André Gomes e com os três suplentes que entraram, os dois acima e João Cancelo, a deixarem-nos água na boca, num domínio nunca visto entre equipas da primeira divisão. Basta lembrar que o Gil não fez um único remate!

No final da primeira parte ainda se pensou que seria por jogar contra o vento. Sabe-se que no Restelo o vento só não é tão famoso com os velhos porque no tempo de Camões ainda não havia futebol. Mas não, não era do famoso vento do Restelo, porque na segunda parte, com ele pelas costas as coisas ainda pioraram.

Mas o Benfica apenas ganhou por um a zero?

Pois, é verdade. Mas há atenuantes!

Umas vezes porque os dez defesas do Gil conseguiam impedir os jogadores do Benfica de rematar. Às vezes em falta, e ás vezes dentro da área. O árbitro só uma vez marcou penalti, mas nem assim deu golo – o Funes Mori atirou contra o guarda-redes e a recarga foi disputada pelos dois sérvios, que tudo fizeram para se anular um ao outro. Talvez por isso o árbitro tivesse evitado assinalar todos os outros… E como a bola não queria entrar, como mais uma vez provou no único golo registado no marcador, quando entrou, o árbitro achou que era uma violência contrariá-la…

Correndo hoje a última jornada tudo teria de ficar decidido. E o Braga, com cinco a zero perante um miserável Belenenses – cada vez que me lembro que foi uma equipa destas que roubou dois pontos na Luz até me dá uma coisinha má – também acabou por garantir o apuramento que, pelo capricho do sorteio e pela classificações do último campeonato, com o Sporting lá para baixo, praticamente lhe garante a presença na final. Pelo segundo ano consecutivo!

Sporting e Porto disputavam a honra e o privilégio de receber o Benfica em sua casa. Era – e acabou por ser – uma questão de golos. Passaram a semana a anunciar golos e mais golos, mas depois foi o que se viu. Saiu premiado o Porto – e o termo é esse, a vitória caiu-lhe do céu – e de fora ficou a melhor equipa do grupo, o Marítimo. Que já fora muito melhor que o Sporting, mesmo perdendo por 3-0 em Alvalade. E que hoje foi imensamente melhor que o Porto. Esteve a perder, deu a volta ao resultado, esteve sempre mais perto de fazer o terceiro do que de sofrer o empate, mas acabou por sofrê-lo e voltar a perder ingloriamente no último minuto.

Agora digam que a Taça da Liga não conta... Conta, como se viu. Mas também contam os banhos de bola. E em apenas três jogos o Porto levou dois. Dos grandes! 

As últimas imagens e um desenho

Por Eduardo Louro

 Nacional-Benfica: «águias» voltam à ilha (AO VIVO)

 

São sempre as últimas imagens que prevalecem. Não fosse isso e poderíamos dizer que este último Benfica deste aziago 2013 estava a melhorar, e a prometer um melhor 2014.

Assim… Assim, se calhar continuamos a olhar para o ano novo com alguma desconfiança. E a lembrarmo-nos daquele toque fantástico daquele jovem luso-angolano (pensava que já não havia disso) ... que merecia dar golo.

Na primeira parte o Benfica foi melhor que o Nacional, jogou muito mais, e melhor, que o adversário. Não criou muitas oportunidades de golo – nem muitas mais que o adversário, que teve apenas uma - e foi até feliz na forma como chegou ao golo, mas foi claramente superior e ninguém poderá negar a bem aceitável qualidade do futebol apresentado. Que deu até para iludir os pontos fortes da equipa do Funchal, em particular a sua capacidade física.

A equipa do Nacional dispõe de grandes argumentos físicos, e sabe usá-los. Há jogadores que parecem autênticos bulldozers - levam tudo à frente!

Na segunda parte isso veio ao de cima, e os seus jogadores pressionaram muito, e muito em cima, roubando bola e espaços ao Benfica. O jogo passou para uma dimensão física que até aí não conhecera e o Nacional apostou naquilo que em futebolês se chama partir o jogo. Partido, o jogo favorecia essa dimensão física que convinha à equipa da Madeira. No passado, nos últimos três anos, nessas condições o Benfica partia para a goleada e só parava nos quatro, cinco ou seis… Aconteceu até com este mesmo Nacional de Manuel Machado. Agora corre a vestir o fato de macaco, e prepara-se para sofrer!

Entretanto lembrei-me que, já que o Jesus ainda não conseguiu perceber que o Markovic não é um ala, e que por lá o vai deixando apodrecer, o melhor é fazer-lhe um desenho. Como ultimamente o Pacheco Pereira ganhou por aí fama na arte do desenho, resolvi pedir-lhe, a ele que nem gosta nem percebe nada de futebol, que lhe fizesse um. Vamos a ver se resulta!

Jogo grande deu grande jogo

Por Eduardo Louro

 

O jogo grande da Taça da Liga não precisou de jogo ter golos para ser um grande jogo. Às vezes é assim, mesmo sem golos, saem grandes jogos!

Não foi o Chelsea – Liverpool, nem nunca o poderia ser. Mas foi um belo jogo de futebol, onde os lagartos foram muito, mas muito melhores que os andrades. Valeu-lhes um guarda-redes grande, que me parece um grande guarda-redes…

DESCARAMENTO

Por Eduardo Louro

 

Percebeu-se. E…pronto, compreende-se!

Percebeu-se que Jorge Jesus queria deitar fora a Taça da Liga, mas sem perder. Era importante manter a invencibilidade nas provas nacionais. Tanto quanto fugir a mais um jogo no sobrecarregado calendário que está pela frente.

Só assim se explica que tenham sido escolhidos Roderik e Luisão para marcar as grandes penalidades. E o Artur até começou por complicar, ao defender logo o primeiro penalti…

Para trás ficara a mudança de discurso de Jorge Jesus, introduzindo-lhe o qb de ambição que se saúda: “queríamos jogar todos os dias”… Assim, está bem!

Ficara a apresentação de uma equipa que não hipotecava coisa nenhuma. Nem os jogos que aí vêm nem aquele mesmo. A equipa, por mais estranha que possa ter parecido, era suficiente para ganhar a este Braga e revelou, sempre e em todos os pormenores, uma superioridade técnico-táctica evidente. Mas não era para ganhar. Não queria ganhar, mas também não podia perder. Para isso nada melhor que aquele futebol da segunda parte: o futebol  sem balizas de Aimar e Gaitan, o futebol exibição em passes de tango.

No primeiro remate, logo no início do jogo, a bola foi bater na trave. Era arriscado rematar, e por o Benfica não o fez por mais que cinco ou seis vezes. O árbitro, que noutras condições teria feito um trabalho verdadeiramente vergonhoso, desta vez ajudou. E fez vista grossa a dois penaltis sobre o Gaitan, da última vez já mesmo nos últimos minutos.

Imaginem que os tinha assinalado. O que é que se não diria da escolha do Roderik para os marcar?

Compreende-se, mas foi grande o descaramento!

A TAÇA DO NOSSO (DES)CONTENTAMENTO

Por Eduardo Louro

 

Sem ser brilhante, o Benfica ganhou com toda a justiça a Taça da Liga. Voltou a ganhá-la, pela quarta vez consecutiva, repetindo o resultado (2a1) do ano passado. E, também como no ano passado, com aquele sabor amargo que fica quando não se conquista mais nada que a terceira competição (em importância) do futebol nacional!

É uma prova desenhada para ter a final disputada entre os grandes cá do burgo. Foi essa a opção do organizador da prova – a Liga Portuguesa de Futebol Profissional – para a impor ao calendário nacional e, acima de tudo, aos patrocinadores. Que este ano foi o BIC, o tal que ficou com o BPN!

Apesar dos esforços do organizador apenas por duas vezes esse objectivo foi atingido: há três anos, quando o Benfica conquistou a primeira contra o Sporting, no desempate por grandes penalidades; e há dois, quando o Benfica cilindrou o Porto com uma exibição de luxo e uma vitória por três a zero, e fez o bi. E também o bis, porque lhe juntou o campeonato que a deixa no ponto. No tri, o ano passado, o Benfica afastou o Sporting nas meias-finais e o Porto viu o seu lugar na final ocupado pelo Paços de Ferreira. E este ano foi a vez do Benfica afastar o Porto e do Gil Vicente deixar o Sporting em casa (ainda na fase de grupos,  em Alvalade) e mandar o Braga para casa, nas meias-finais.

Voltando ao jogo. Não tendo sido brilhante também não foi enfadonho. Não tendo o Benfica feito grande exibição, também não esteve ao nível de Guimarães, Olhão ou Alvalade e há jogadores que estão claramente em fase ascendente, e a aproximarem-se do seu melhor. Ou a deixarem no ar esse cheirinho, como é o caso de Rodrigo e de Witsel (eleito pela organização o homem do jogo). Também Matic esteve muito bem, voltando a mostrar que deveria ter tido muito mais oportunidades durante a época. E Saviola fez o golo da vitória, na primeira vez que tocou na bola – o mesmo que sucedera com Zé Luís, o jogador do Gil que estabelecera o empate minutos antes – ajudando-nos a recordar que se mantém no plantel. É que nem parecia!

E a Liga soube transformar esta final numa uma festa bonita e pouco comum nos jogos de futebol em Portugal. Com coisas muito bonitas, a começar pelas miúdas que o BIC espalhou por todo o lado, até junto aos bancos. E a passar pelo troféu (muito bonito mesmo, olhem lá para cima), mas também pelas alas que as duas equipas abriram uma à outra, por onde passaram os jogadores sob aplausos dos adversários. Pode ser simples encenação, mas é bonito!

Fica-me no entanto uma grande mágoa e uma imensa tristeza pelos infelizes dos sem-abrigo de Barcelos. É que essa grande figura do futebol que é António Fiúza, o presidente do Gil Vicente, já não lhes vai dar champanhe durante uma semana completa. Como é que os sem-abrigo irão poder viver sem champanhe, esse bem essencial que este benemérito fica livre de lhes dar?  

Bom, para a história fica o tetra. Não a treta!

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