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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Um mês que parece uma eternidade

1 MÊS | O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, completa um mês à  frente do cargo nesta quinta-feira (20) com um pacote de decretos que  desafiam as leis americanas e que

Faz hoje apenas um mês, mas parece que já passaram anos da nova presidência de Trump. Não há memória histórica de em tão pouco tempo alguém ter feito tanto. Mal!

Num mês Trump virou o mundo ao contrário. Tudo o que há um mês era inimaginável é hoje uma nova realidade. Num mês foi instaurada toda uma nova ordem mundial!

Ao 30º dia Trump consagrou Putin. Impôs a sua narrativa e passou a seu aliado. Classificou a Ucrânia pelos critérios de Putin, e adoptou o seu discurso. Impôs que a expressão "agressão russa" não constasse do comunicado conjunto do G7 no terceiro aniversário da invasão da Ucrânia. E recusou apoiar a resolução da ONU de condenação da guerra.

Ninguém o trava. Ignorante da realidade e indiferente à verdade, vai construindo a partir da sua bolha ficcional a narrativa com que molda um mundo mais perigoso ... e irrespirável.

A tragédia da Europa na "paz" na Ucrânia

Análisis sobre las negociaciones de Paz en Ucrania entre Putin y Trump

Trump acha que se pode entender com Putin para desenharem a duas mãos o futuro mapa da Europa, numa espécie de Conferência de Berlim, onde a África é Europa, e a Europa um complexo esquizofrénico do novo eixo Washington-Moscovo. 

Sabe-se que Zelensky pouco voto tem na matéria. Mas isso é uma coisa. Outra é o seu alinhamento com a esquizofrenia. Outra ainda é a sua rápida resposta à gula de Trump.

Bastou-lhe - a ele, Trump - dizer disse que a Ucrânia tem "terrenos valiosos em termos de terras-raras, petróleo e gás, outras coisas" para Zelensky vir a correr, de língua de fora e rabinho a dar a dar, oferecer o dote. 

- "Temos um grande potencial no território que controlamos",  e "estamos interessados em trabalhar, desenvolver, com os nossos parceiros, em primeiro lugar, com os Estados Unidos", apressou-se Andriy Yermak, chefe de gabinete do presidente da Ucrânia, em declarações à The Associated Press, logo após as declarações de Trump.

"Pode ser lítio. Pode ser titânio, urânio, muitos outros", disse Yermak. "É um grande negócio"!

E rapidamente - em dois dias - Trump anunciou um acordo de princípio para 500 mil milhões de dólares de chamadas terras raras, um grupo específico de 17 elementos químicos essenciais a produção de dispositivos electrónicos, como discos rígidos ou ecrãs de telemóveis.

Do que Trump já anunciou para acabar com a guerra ficou a saber-se que a adesão da Ucrânia à NATO é "irrealista", que a cedência de territórios é uma inevitabilidade, que a União Europeia não vai ser tida nem achada, que é ele e Putin quem põe e dispõe. E que, no fim, então sim, a Europa será chamada a tratar da segurança e da reconstrução da Ucrânia.

É a isto que Trump está a reduzir a Europa. Medvedev, a voz desbragada de Putin, chama-lhe "solteirona fria, louca de ciúmes e raiva". "Feia, fraca e inútil".

É esta a tragédia da Europa. Que não chegou aqui por ser "fria" ou "feia" mas - sim - por se ter deixado "fraca". 

INACEITÁVEL!

Trump quer transformar Gaza em paraíso turístico

Trump pretende transformar a Faixa de Gaza - um território de “localização fenomenal, junto ao mar ... com o melhor clima” -  na "Riviera do Médio Oriente". E para explorar ao máximo o potencial imobiliário da região pretende deslocar para países vizinhos os mais de dois milhões de pessoas que lá vivem, actualmente sob os escombros da guerra.

A expulsão de um grupo de uma determinada região ou território pela via da força  com o objectivo de homogeneização populacional constitui limpeza étnica. Trump está a declarar a limpeza étnica da Palestina, que não só se enquadra no âmbito dos crimes contra a humanidade, como constitui crime de genocídio, tipificado pela Convenção de Genebra como acções que visam destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso.

Até aqui os Estados Unidos foram cúmplices dos crimes de Netanyahu. Com Trump passam de cúmplices a criminosos activos ... à procura de novos cúmplices. 

Esperemos que a decência encontre formas de sobrevivência, e consiga erguer-se para barrar o caminho para a institucionalização da barbárie. Não é fácil, pelo menos a ver por quem nos governa.

Nuno Melo, ministro da defesa, acha que isto não passa de "singularidades da política norte-americana". O primeiro-ministro acha que tudo o que passar da vaga declaração que o governo não será "complacente com qualquer episódio, intenção de limpeza étnica" é precipitação. Ou seja, é precipitado o INACEITÁVEL da União Europeia!

Será que custa assim tanto dizer que isto é intolerável e de todo inaceitável?

Pelos vistos, para quem nos governa, custa. Tanto que já nem há MNE. Tanto que Paulo Rangel, que tem sempre tudo a dizer sobre tudo, desapareceu de cena.

 

Engordar o populismo

Novas taxas aduaneiras dos EUA sobre produtos do Canadá, México e China

Depois de declarar guerra comercial, com o anúncio da imposição de pesadas taxas aduaneiras, ao Canadá, México e China, e de ameaças disso à União Europeia, Trump recuou. 

As taxas sobre as importações do México e do Canadá, anunciadas no fim-de-semana para hoje entrarem em vigor, foram suspensas por 30 dias. As notícias dizem que a decisão de Trump resulta de ambos os países terem concordado em tomar medidas para reforçar a segurança das suas fronteiras e combater o tráfico de droga.

Sabemos que Trump funciona assim. Disruptivo. Que toma decisões impensadas. E insensatas. Que negoceia na base da ameaça. Que avança e recua, sem nunca poder deixar a ideia que recuou. Ou que perdeu. Ele nunca perde! 

Por isso  as notícias têm que ser assim: uma suspensão por 30 dias, contra o compromisso dos seus vizinhos em reforçar as fronteiras. Assim, Trump não perde. Assim, a decisão não foi impensada e absurda: foi apenas um passo para obter um ganho. Não lançou o caos económico, reforçou a segurança, o bem maior.

O trumpismo, como todos os populismos, de que é expoente máximo, engorda assim. Com um mundo de gente à volta a mascarar a realidade, deixando passar o que é preciso que passe. Sem que ninguém diga que a guerra comercial que Trump quis lançar é irresponsável, mas também contraproducente. E que um exército de gente com mais poder que ele o obrigou a recuar!

Uma semana agitada

   Tempestade do século' na Irlanda também vai afetar Portugal - SIC Notícias

Foi uma semana agitada, esta que hoje termina, ainda agitada, no dia em passam sessenta anos sobre a morte de Churchil, hoje um monumento político.

Começou com a tomada de posse de Trump. E agitação maior não podia haver. Foi o chapéu da Srª Melania Trump, mais o seu look Gestapo, bem apanhado pela Cristina Torrão. Foi Elon Musk,  exuberante na mal disfarçada saudação nazi. Foram Bezos, Zuckerberg e Elisson, no inédito que junta os quatro mais ricos do mundo na posse de um presidente de um Estado. Onde, ainda assim, não faltaram portugueses. Lá estiveram Marco Galinha e André Ventura. E foi a produção televisiva aos pés de Trump, a despachar na festa que se seguiu, em público, ou na reserva da sala oval, reservada para o mesmo efeito.

Prolongou-se pelo mesmo Trump, a ameaçar taxar tudo o que viesse de fora. E a convidar as empresas que produzem fora para que os americanos comprem barato a regressarem. Para produzir no país a preços a que não conseguem vender. Ou nem sequer conseguirem produzir porque, ao mesmo tempo, Trump quer expulsar de lá a mão de obra latina e sul-americana, para meter os americanos a trabalhar na agricultura, na pecuária, a lavar louça no Macdonald´s, a limpar as ruas, nos táxis e ubers, a meter gasolina, ou a entregar hot dogs, pizzas e hamburguers em casa dos outros americanos.

Continuou com o pipy da Cristina, e sabe-se como a Cristina, com ou sem pipi, agita o país.

Passou pelo sismo no Bloco de Esquerda - primeiro desmentiu e acusou o mensageiro, depois reconheceu o desvio - com a notícia de ter despedido trabalhadoras (inicialmente as notícias falavam de cinco, mas acabaram por se ficar em duas) que haviam sido mães e estavam a amamentar.

E pela surrealidade a tomar conta do Chega, com o deputado açoriano Miguel Arruda apanhado a roubar malas nos aeroportos de Lisboa e de Ponta Delgada, e a vender "on line" o produto do roubo. André Ventura, como é costume, foi esperto a tratar do assunto. Nem assim lhe correu bem... 

E vai acabar com a Hermínia, a tempestade que se está neste momento a desenvolver no Atlântico para passar por cá o fim-de-semana. Espera-se que  bem menos agitada que a Éowyn, que espalhou o caos por toda a Grã-Bretanha, e obrigou milhões de britânicos a ficarem hoje em casa.

 

Não é só o mundo. É o Universo que vai ficar mais perigoso!

GettyImages-2194365086

Ouvi a meia hora do discurso de posse de Trump, "president again". Quando o ouvi dizer que ia renomear o Golfo do México, passando a chamar-se Golfo da América; que iria tomar de volta o Canal do Panamá e erguer bandeiras noutros locais, pensei logo no Canadá e na Gronelândia.

O tipo vai mesmo invadir o Canadá e, pura e simplesmente, anexar a Gronelândia - pensei.

Mas não. E ainda bem ... Vai só conquistar Marte!

E o mundo fica mais perigoso no dia de Martin Luther King

Capa Público

Segunda temporada de Trump?

Hoje é dia de Martin Luther King, um dos apenas três feriados nacionais em que os Estados Unidos celebram uma pessoa. Foi estabelecido em 1983, na era Regan, e celebra-se na terceira segunda-feira de Janeiro.

É com indisfarçável ironia que este 20 de Janeiro acontece à terceira segunda-feira. Que o dia que a América destinou ao seu maior símbolo de paz e harmonia, seja o mesmo em que vai entregar o poder ao mais disruptivo e perturbador dos seus presidentes.

O mundo agradeceria que esta fosse apenas uma segunda temporada de uma série melodramática americana. Trump é capaz de tudo, e seria até capaz de reduzir esta segunda oportunidade a apenas isso. Só que desta vez é diferente. Nesta segunda oportunidade Trump surgiu rodeado de outra gente. Desta vez de gente realmente perigosa, que quis ela própria transformar-se em poder e atrair à sua volta os mais poderosos dos poderosos.

Não. Hoje não é uma segunda temporada que começa. Hoje é o dia em que o mundo começa irreversivelmente a andar para trás. E a ficar muito mais perigoso!

 

Não quero assustar, mas diz-se que Elon Musk vai comprar o TikTok ...

China avalia Elon Musk como novo proprietário do TikTok nos EUA - Update or  Die!

Depois de ter comprado o twitter, de o ter renomeado X - o fetiche alfabético do senhor - eliminado qualquer mecanismo de verificação de factos, para deixar a mentira à solta e ao sabor do algoritmo, ao que se diz, Elon Musk prepara-se para comprar o TikTok

Depois de ter comprado a rede social dos cotas, vai comprar a dos putos. Curiosamente proibida por Trump no primeiro mandato, em 2020, por ser chinesa. Decisão que, curiosamente, se tornará efectiva no próximo dia 19, na véspera da tomada de posse de Trump. E - por que não dizê-lo - também de Elon Musk. Curiosamente, nos últimos dias, Trump  pediu á Justiça americana para adiar essa data.

Não há curiosidades. Nem coincidências. Há apenas mais razões para termos mais medo!

As escolhas de Trump

 

Trump escolhe lealdade e habilidade na TV para nomear gabinete | Mundo |  Valor Econômico

Logo que se ficou a saber que Trump, depois de ter sido o 45º,  seria o 47º Presidente dos Estados Unidos da América, dizia eu aqui que não era "apenas POTUS";  que era "também juiz e júri de todos os seus processos judiciais", "administrador de todas as suas falências" e que logo se veria o que mais iria ser. 

Então e não é que começou logo por aí?

Trump não se limitou a fazer da fidelidade critério único da sua escolha para preencher o aparelho de Estado. Fê-lo ainda para matar qualquer potencial foco de resistência ao seu poder absoluto no seu próprio partido. E escolheu a dedo.

As escolhas até hoje conhecidas, donde sobressaía Pete Hegseth, veterano de guerra e apresentador da Fox News para a Defesa, mas também com jeito para o negócio de armas, já eram isso. A dedo!

Hoje ficou a saber-se que Matt Gaetz vai ser o Procurador Geral - ou ministro (que lá se chama secretário) de Justiça, que é a mesma coisa. Não havia melhor forma de Trump resolver todos os seus processos judiciais que entregar a pasta da Justiça a quem também tenha problema desses para resolver. E que Tulsi Gabbard, antiga democrata convertida às teorias da conspiração, e militante das fake news, vai mandar nas secretas (DNI), em todas as 18 agências de inteligência do país. 

 

 

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