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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A esquerda no divã

Alternativa governamental ou oposição. Esquerda discute futuro - Portugal -  SÁBADO

Talvez porque a esquerda ainda esteja à espera de perceber o que aconteceu no passado domingo, Mariana Mortágua lançou o desafio para, em conjunto, analisarem os resultados das eleições. Todos o aceitaram, pelo que irão todos juntos proceder a essa análise. Não sei se todos estarão dispostos "a deitar-se no divã", ficando ainda a faltar saber quem faria de psicanalista (por mim sugeriria Rui Tavares), e tenho muitas dúvidas sobre as conclusões a que cheguem. 

O PCP há muito que finge não perceber nada de tudo o que há muito está a acontecer, pelo que não será agora que deixará cair o fingimento. E... o poeta é um fingidor - já ele o dizia!

O Bloco não percebe que as causas de que se alimentou já deixaram de o ser. Estão assimiladas e são hoje, ou património comum da civilidade, ou fermento de ódio do reaccionarismo mais básico. E que as outras, velhas de sempre, requerem hoje menos dogmas e mais pragmatismo. E outra comunicação.

O Livre, o mais unipessoal destes partidos, terá percebido essa parte. Talvez por isso tenha sido o único a sair-se bem, e também quadruplicou a sua representação parlamentar, exactamente como o unipessoal do outro lado.

O PS poderá não ter percebido o que lhe aconteceu, mas o Pedro Nuno Santos percebeu. E bem. "Acabaram-se os tacticismos" - disse, logo na primeira oportunidade. Disse tudo nessa frase, e mais ainda na forma de expressão. E será o que, no divã, mais terá para dizer.

Noutro tom, noutro registo. Porque aquele a que se sujeitou na campanha foi enterrado com os "tacticismos". 

 

O "Tuga" e "o politicamente correcto"

PR indigita primeiro-ministro depois de conhecidos resultados da emigração

 

Estes são os resultados conhecidos das eleições de ontem. Para conhecer os definitivos faltam os dois círculos da emigração - com quatro deputados para eleger - e haverá que esperar mais de uma semana. Se tudo correr bem, o que não aconteceu da última vez...

Olhando para os resultados, vemos que o PS foi o partido mais votado - e o que mais deputados elegeu -, e isso não bate certo com o que vimos e ouvimos na televisão. Sosseguem, a televisão não subverteu os resultados. Subverte muita coisa, formata ainda mais, mas não "chega" a tanto. Acontece apenas que o PPM não integrou a coligação na Madeira, e por isso aí não houve AD. São esses votos da Madeira - menos de 53 mil, e que valem três deputados -, que permitem a Montenegro reclamar o direito a constituir governo. 

Vemos que as sondagens já nem à boca das urnas acertam. E, das duas uma: ou essa gente que vive disso passou a ser uma cambada de incompetentes; ou esta gente já só não se deixa governar como não deixa que eles se governem.

Acredito mais na segunda: "chegou a altura de lixar a vida a esses tipos". Era o que faltava era a malta continuar a dizer-lhes onde ia votar. Vão-se lixar: "estou indeciso". "Ainda nem pensei nisso". E se for apanhado com a boca na botija, mesma a acabar de deixar o papelinho na urna, digo-lhes que só lá fui para ver as modas. Parece-me que isto faz parte da evolução do "tuga". É o tuga.2, que é "tuga", mas não é parvo. 

Vemos que mais de um milhão votou no Chega. E ouvimos o "politicamente correcto" - figura que o tuga.2 abomina - dizer que não há um milhão de neo-fascistas, racistas, xenófobos, homofóbicos , etc., etc., em Portugal. Mas, se calhar, se lhe acrescentarmos outros adjectivos eventualmente menos fracturantes, ainda passamos um bocado para lá do milhão. 

O "politicamente correcto" quer mitigar esses adjectivos todos - os expressos e os omissos - com a simplicidade da insatisfação e do protesto. Não está apenas a ser parvo. Está, ainda, a repetir por negligência tudo o que fez para criar insatisfação. 

Está a ignorar o crescimento da agressividade e da desinformação nas redes sociais. Que os novos actores políticos - o Chega maioritariamente, mas também a Iniciativa Liberal - tomaram conta delas com dezenas de milhares de contas, reais e fictícias, a difundir - e alimentar com "gostos", "comentários" e "partilhas" - desinformação. Seja pela mentira, pura e dura, seja pela manipulação da informação, utilizando dados parciais, ou fora de contexto.

Está ainda a ignorar que há gente interessada, e com cada vez com maior capacidade, em converter dinheiro em poder político. E que por isso não faltam apoios financeiros a estes novos actores políticos, como se tem visto com a ocultação das listas de donativos no Chega.

Chegamos aqui, aos 50 anos do 25 de Abril. O Presidente Marcelo - com enorme responsabilidade neste estado de coisas, e já a ultrapassar Cavaco como o pior Presidente da nossa democracia -, na mensagem que quis deixar anteontem, na véspera do dia eleitoral, falava destes 50 anos como um fim de ciclo: «fecha-se um ciclo de meio século da nossa história, e abre-se outro».

Não sei se ele ainda sabe o que diz...  Nem sequer o que ele quis dizer. Mas é verdade que se abriu outro ciclo. Este, para já, vai ser curto!

 

Fim de festa

ECO da Campanha: nem o mau tempo arrefece a caça ao voto (in)útil – ECO

 

Foto do ECO

Chegou ao fim a campanha eleitoral, com a chuva a estragar o fim de festa. Agora ... é reflectir, coisa que muita gente acha estúpida. 

Reflectir não só não é estúpido, como faz falta. Não sei se funciona. Se calhar não, se não seria como o outro dizia do liberalismo: "funciona e faz falta".

Já o dia de reflexão, é outra coisa. Esse sim, é meio estúpido. Só meio, não mais que isso. É que, depois de semanas de barulheira, sabe a descanso. E sem descanso podemos não conseguir reflectir, coisa que "funciona e faz falta".

Para trás ficaram semanas - na realidade meses, desde 7 de Novembro que o país está em campanha eleitoral - de debates, comícios e arruadas. De promessas e juras que deixam de contar logo que os votos sejam contados, mas  fazem parte ... Que nem correram nada mal, pelo menos em comparação com o que seria possível esperar.

O lamaçal esteve sempre lá, mas não houve porco para lutar. O pé fugiu-lhes muitas vezes para a chinela, mas só isso. O de Manuela Ferreira Leite fugiu-lhe um bocado de mais. Tanto que perdeu o pé ...

Quem não quis deixar a campanha chegar ao fim sem lá meter a colher foi Marcelo. O Presidente Marcelo é assim. Pensa que pode tudo. E que tudo lhe fica bem. Mas ... "olhe que não". "Olhe que não", Sr Presidente!

 

A estrebuchar

ELEICAO DA ASSEMBLEIA DA REPUBLICA 2024 CIRCULO ELEITORAL DE SETUBAL AGENDA  DE CAMPANHA - Rostos On-line

À medida que o dia 10 se apressa, Ventura, a ver o chão a fugir-lhe debaixo dos pés, estrebucha. Dava-lhe jeito que a lata de tinta lhe tivesse calhado. Não era a mesma coisa que uns tiros sobre a caravana, estragados pela motorizada de escape livre, mas servia... Só que, nem isso... E a brincadeira daquele imbecil, que o Bloco de Esquerda resolveu de imediato, que quis aproveitar para replicar Trump e Bolsonaro, também morreu logo à nascença. E então lá volta à garantia a 99% que formará governo. Para garantir essa certeza de 99% lança nomes. Nomes de que se vai lembrando, mas que não se lembram sequer de alguma vez terem falado com ele, depois de ter abandonado a casa mãe e fundado a sua própria "tasca".

Dos nomes de que não se lembra mesmo é dos que lhe financiam a "tasca". Não se lembra dos nomes que (não) aparecem a lista de donativos, logo em 2019, logo no seu primeiro ano de actividade. Mas lembrou-se que seria melhor deixar de apresentar listas de donativos nos anos seguintes...

 

Coincidências

Marcelo diz que ataques com tinta por ativistas climáticos perderam eficácia

Desde que é Presidente da República, e nessa função, seja em que eleições for, das autárquicas às legislativas, Marcelo encontra sempre maneira de cruzar algures, num evento qualquer ou por "mera casualidade", com o candidato do seu partido durante a respectiva campanha eleitoral. Ontem, na abertura da Bolsa de Turismo de Lisboa, uns imbecis atiraram uma lata de tinta a Montenegro, que teve de perder uma hora para tomar banho e tirar a tinta do cabelo - que não "a irritação na pele e na face" - fizeram gorar "a coincidência" e Marcelo já só encontrou Nuno  Melo. E teve que se limitar a um simples "está tudo a correr bem?".

Que sim, à excepção de uma lata de tinta, respondeu o líder centrista. "Já ouvi falar" - respondeu!

E pronto. Não deu para mais. Pode ser que fique para a próxima...

Passos, Montenegro e a sueca

Depois da intervenção de Passos Coelho, António Costa terá de vir à campanha  eleitoral, até porque a situação está fácil para o PS" | CNN Fim de Tarde |  TVI Player

Passos apareceu logo no arranque da campanha, levando a malta do comentário televisivo ao êxtase: era trunfo forte de Montenegro, jogado logo no início.

Não é. Passos é hoje uma carta seca. Bem se vê que nunca jogaram à sueca. Na política, como na sueca, as cartas secas - ou furadas, é a mesma coisa - jogam-se logo no início. Os trunfos guardam-se para a melhor oportunidade. E o ás de trunfo está sempre à espreita da bisca. 

Os profissionais que trabalham na campanha de Montenegro sabem jogar à sueca. Se tinha que ser - e tinha porque, estando no baralho, tinha que estar naquela mão - então que fosse logo no início, para não atrapalhar lá mais para a frente. E para dar tempo para ser esquecido. 

 A direita do comentário político é que, pelos vistos, nem as cartas distingue. Para eles são todas do mesmo naipe!

Esclarecedor, esclarecido e esclarecimento

As cinco divergências do frente a frente entre Luís Montenegro e Pedro Nuno  Santos | Euronews

Foi maçador e pouco edificante o "debate dos debates", ontem, entre aqueles dois donde sairá o próximo primeiro-ministro. O atributo-mor que os ditos analistas atribuem a estes debates é o adjectivo esclarecedor.

Pretende-se, ou deseja-se, que sejam esclarecedores. Normalmente nunca são. No que de ontem teve de esclarecedor só se deu por um esclarecido - sem ser esclarecido, ninguém consegue ser esclarecedor.  Em apenas dois pequenos esclarecimentos, mas afinal grandes.

Pedro Nuno Santos foi esclarecido quando esclareceu que às forças de segurança compete cumprir e fazer cumprir a lei, e com isso defender a população. E que nenhum governo pode negociar sobre pressão. Voltou a ser esclarecedor quando, esclarecido, afirmou não inviabilizar a posse do governo do adversário no caso de não ganhar as eleições.

Foi pouco, mas não é pouco. Foi o suficiente para ficasse esclarecido que Montenegro não tem esclarecimento.

Certamente por acaso

Debates - Legislativas 2024 - Informação - Entrevista e Debate - RTP

Os debates lá vão seguindo, e deixando indicações. E não, não me estou a referir às "tareias" que o André Ventura vai somando - o homem já está grogue, perdido, de cabeça às voltas, ansiando que isto acabe, e que chegue depressa o dia 10, para depois dizer que as mesas de voto estavam cheias de comunistas e socialistas a pôr cruzes nos votos em branco, e rabiscos nos do seu partido, para contarem por nulos.

Estou a referir-me à discrepância de tempos entre uns debates e outros. Aos vinte e poucos minutos de uns - por acaso, certamente que por mero acaso, entre os candidatos da esquerda - e os quarenta de outros. Evidentemente que também por mero acaso, como aconteceu naquele entre Montenegro e Ventura. E à moderação dos moderadores, como João Adelino Faria, da estação pública. Que acha que tem mais a dizer que os debatentes, e que se acha dono da importância do que há a debater. 

Que acha - e nisso não é infelizmente o único - que os temas importantes se esgotam na imigração, na segurança, e na corrupção. Por acaso, certamente que por mero acaso, são os únicos que interessam a um certo protagonista. Quando por acaso, certamente que por mero acaso, os imigrantes são hoje decisivos na contribuição para a Segurança Social, o país está entre os mais seguros do mundo e é, também por isso, cada vez mais procurado por reformados provenientes dos mais ricos e desenvolvidos países do planeta. E está até abaixo da média europeia no Índice de Percepção da Corrupção

Também será certamente por mero acaso que não encontram importância alguma no escrutínio das actividades, seja como forma de vida, seja como acção política, dos candidatos do partido do mesmo certo protagonista. Nós lá vamos sabendo de algumas, mas tem de ser por outras vias. Pelas televisões é que não!

 

Dia cheio

André Ventura - Inês Sousa Real - Debates - Legislativas 2024 - Informação  - Entrevista e Debate - RTP

Ao rescaldo das eleições regionais nos Açores, que a AD ganhou, sem condições de prescindir do Chega, mas com condições de não o ter de levar para o governo, seguiram-se os primeiros debates nas televisões com vista para 10 de Março. Foi um dia em cheio. Mas cheio de pouca coisa. E vazio de novidades.

Na sequência dos resultados eleitorais nos Açores, que deram a Luís Montenegro a melhor prenda que poderia desejar - dizer "que não, é não" é agora o às de trunfo -, a questão era se, sem a possibilidade de José Manuel Bolieiro garantir um governo com apoio de uma maioria parlamentar sem o Chega, o PS daria alguma indicação de viabilizar a governação nas ilhas das brumas para precisamente afastar a extrema direita da esfera do poder. 

E era delicada. Tanto que já se ouviam vozes antagónicas, no PS, mas mesmo dentro da "entourage" de Pedro Nuno Santos. O Chega deu uma ajuda, mas nem essa lhe valeu de muito. Depois de André Ventura ter reclamado presença no governo para apoiar Bolieiro, veio o líder regional garantir que nunca impediria uma solução governativa de direita. No PS respirou-se de alívio, mas não se terão tapado as feridas todas.

Ainda assim, Pedro Nuno Santos podia abrir os debates televisivos disfarçando esse incómodo. Mas com outros, frente a Rui Rocha, do IL. Que, por isso, ou por outras razões, não lhe correu lá muito bem. Mesmo sem que o adversário tinha sido brilhante. Nada disso.

Depois foi a vez de André Ventura e Inês Sousa Real. E foi o costume. O "patrão" do Chega falou por cima, interrompeu, fez anti-jogo, quando falou nada de acertado disse, mas ... já se sabe. Esse é o registo. E já se sabe que passa bem. 

A novidade foi ficarmos a saber que André Ventura gosta de animais?

Não. Até porque nos lembramos da falecida coelhinha Acácia... A novidade foi ficarmos a saber que as forças de segurança não colocarão em causa a realização das eleições. É tranquilizador sabê-lo. Assustador foi ouvi-lo!

 

Que se lixe a "vergonha"

Intervenção de António Maló de Abreu no Plenário - YouTube  

Como é público e notório o Partido do André Ventura vai trepando pelas sondagens acima. Hoje é dada conta de uma que o aproxima já da AD, que curiosamente cai relativamente às intenções de votos no PSD em Dezembro. 

O previsível crescimento daquele partido nas próximas eleições, apontado pelas sondagens e diariamente alimentado nas televisões, abriu uma inusitada onda de casamentos por conveniência entre André Ventura e os muitos mancebos, e mancebas, que ficaram sem os lugares nas cadeiras que há anos (dezenas, nalguns casos) ocupam em S. Bento. A conveniência é óbvia: a André Ventura faltavam "nomes" para tantas cadeiras que lhe são atribuídas; aos "nomes" faltava-lhe a cadeira em que querem continuar sentados. E o casamento torna-se perfeito!

Só teria um problema, e não é de poligamia. Casar com tanta gente não é problema para André Ventura. Dá "facada" na "Família", mas ainda lhe sobra "Deus" e a "Pátria". O problema seria como é que ele "limpa o país" trazendo-se para si os que o "sujaram". Como é ele que acaba com esta "corja que vive à conta da política", "que nunca fez nada na vida", "casando" precisamente com eles. Não fosse ele o noivo, e isto seria uma "vergonha". A mesmíssima "vergonha" que é mono-tema no seu discurso  Mas, para que isso fosse "vergonha", e problema, era preciso que o André Ventura pudesse ser levado a sério. Como não pode, nem isso é problema para ninguém, e menos ainda para as televisões, o casamento é mesmo perfeito. De sonho, até!

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