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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A teoria do ciclo

O Reino Unido E O Portugal Bandeiras Britânicas E Portuguesas Ilustração do  Vetor - Ilustração de britain, grande: 151797123

Com a quarta vaga da pandemia já aí, dada por generalizadamente aceite, começamos a  ouvir também falar de ciclos. Que as vagas surgem em ciclos. E que nestes, como é próprio dos ciclos que não sejam circulares, ora estamos num extremo, ora noutro. Ora temos os melhores números, ora os piores da Europa.

Quer isto dizer que a outrora tão apregoada teoria do "milagre português" está morta e enterrada. Agora vale a teoria dos ciclos. E que este ciclo começa no Reino Unido, segue para Portugal e, daqui, para o resto da Europa. Foi assim nas vagas anteriores, e foi assim agora, com a variante delta.

O que é extraordinário é o tempo que foi necessário para demonstrar esta teoria. Se tivesse sido demonstrada mais cedo não se teriam aberto as portas aos ingleses naquela semana das férias escolares, não se teria realizado cá a final da Champions, não teríamos festejado tão saloiamente a lista verde do Boris Johnson, e não teríamos entrado em depressão quando, depois de para cá ter mandado aquela gente toda, nos retirou dessa lista. E se calhar, mas um se calhar muito próximo do certo, não estávamos agora a passar pelo que estamos.

Mas pronto, também não se demonstrava uma tão importante teoria. E pior, nunca se perceberia por que raio é que, estando o ponto de partida ali nas Ilhas Britânicas, a etapa seguinte está aqui neste extremo ocidental do continente.

Depois chamem-lhe perseguição ...

Ferro Rodrigues espera "que os portugueses se desloquem de forma massiva" a  Sevilha para apoiar a Seleção Nacional

Calado, Ferro Rodrigues é um poeta. Ao abrir a boca só dá ... asneira. Na véspera de novas medidas de marcha atrás, daquelas que o Presidente Marcelo dissera que "jamais", o que é que lhe havia de sair pela boca fora?

Um apelo à invasão de Sevilha. Não, não é uma declaração de guerra, é apenas uma declaração parva, como tantas outras que destrambelhadamente recita. Depois chamem-lhe perseguição...

 

Um vício

Sem máscaras nem distanciamento, ingleses ocuparam a Invicta | Fotogaleria  | PÚBLICO

 

O título poderá remeter para o dia mundial sem tabaco, que hoje se assinala. Mas é outro o tema.

Quando a Primavera começa a aquecer e a anunciar que o Verão está à porta, neste ano 2 da pandemia, e Portugal reforça a sua condição de destino turístico privilegiado, agora reforçado pelas condições sanitárias que o diferenciam, percebemos melhor por que o produto turístico nacional nunca será um produto distinto, destinado a consumidores de maior exigência, de carteira mais recheada, e naturalmente de maior retorno.

Percebemos que competimos apenas no domínio do turismo de massas, afinal aquele que nos trouxe até aqui, num modelo em que o país acabou por se viciar, tudo permitindo em cedência ao vício.

Percebemos isto na abertura do país, e do Algarve em particular, há duas ou três semanas. E percebemos isto com as imagens do Porto dos últimos dias. Mas percebemos quanto isso é irreversível quando vemos a indústria a digladiar-se com promoções, e um país de cócoras, tolerando o intolerável, e incapaz de fazer cumprir aos que recebe a lei a que obriga quem cá está. Que recorda a todos os nacionais, até personalizadamente, por sms, mas que não se preocupa em dar a conhecer em momento algum aos que nos visitam.

Ainda ontem, numa reportagem passada numa televisão, pudemos ver no acesso a uma praia algarvia, lado a lado, pessoas com e sem máscara. Estendido o microfone a duas destas, duas cidadãs inglesas, responderam desconhecer ser obrigatório o seu uso. Mas que também não fazia grande diferença, porque simplesmente nunca a usariam.

Tínhamos tudo para ser um destino turístico de excelência. Mas preferimos sempre o mais imediato, e mais fácil. Estamos viciados nisso.

"Passo em frente"

Estado de Calamidade | PASC-CC

 

Termina hoje o "estado de emergência", ou melhor, o 15º "estado de emergência". Vigorava ininterruptamente desde 9 de Novembro do ano passado, e é agora substituído pelo "estado de calamidade" que, apesar do nome pouco simpático, é menos calamitoso. E entramos na quarta fase de desconfinamento, que ainda não é o retorno à normalidade, nem o regresso das nossas vidas, mas é um "passo em frente", para utilizar as palavras de António Costa no anúncio desta boa nova.

Não é, no entanto, um "passo em frente" todos os portugueses. Há oito concelhos que ainda ficam de fora desse passo e, num deles, Odemira, há até duas freguesias peadas em cerca sanitária. 

Que ninguém dê o passo mais largo que a perna. E que "ninguém cegue com a luz ao fundo do túnel", nas palavras de  Marcelo. Dá mau resultado, e para calamidade já basta!

 

 

É assim!

Reino Unido. Vacina da Pfizer ligada a mais episódios de coágulos do que a  da AstraZeneca

Há uns dias escrevi aqui sobre a forma como a AstraZeneca, num erro erro de estratégia de que nem a mudança de nome a salvou, estava a pagar por se ter metido onde se não devia, com quem se não devia e, acima de tudo, da forma que não devia. Criou-nos um berbicacho, e tornou-se toda ela num berbicacho.

E como não há coincidências, aí está uma notícia de hoje, por acaso a par da (boa) nova que é a chegada ao mercado português da vacina da Janssen, da também americana Johnson & Johnson, de uma única toma, para já com apenas 30 mil doses, mas com um horizonte de curto prazo de 1,5 milhões. É a notícia que a Pfizer aumentou o preço da sua vacina de 12 para 20 euros por dose. Ou seja, qualquer coisa perto dos 70%!

E não se importam nada que dela se fale também em trombólitos. Mais, que em Portugal, como em muitos outros países, sejam mais os casos de reacções adversas à sua vacina que à da Astrazeneca

É assim. Os negócios são assim. E ainda mais assim nas pandemias ...

O retrato da União Europeia na pandemia

Agência europeia precisa de mais informações sobre vacina da AstraZeneca |  HealthNews

A pandemia tem-nos mostrado várias caras da União Europeia, e nem todas bonitas. Começou por mostrar uma União Europeia ágil a responder-lhe, para logo depois mostrar que a agilidade tinha pouco de ágil. Agilizar a resposta ágil começou, e está ainda, a ser um problema. 

Depois veio a vacina, e nova cara bonita da União, a centralizar, como se fosse um grande país do mundo desenvolvido, a negociação da compra das vacinas. Pouco depois veio a cara feia, e viu-se como fora ultrapassada nessa negociação por todo o mundo desenvolvido, dos grandes, como os Estados Unidos da América ou a Inglaterra, aos pequenos, como Israel.

Uma cara ainda mais feia acaba de se nos mostrar com a suspensão da vacina da Astrazeneca. A instituição da União Europeia que superintende na matéria - a EMA - garante, como de resto a Organização Mundial de Saúde, que não há qualquer problema com essa vacina. Que os casos de coágulos sanguíneos detectados, e que lançaram o alarme geral, não têm ligação com a vacinação, que são casos correntes, perfeitamente dentro das estatísticas do fenómeno.

Que "os eventos envolvendo coágulos de sangue, alguns com características invulgares como o baixo número de plaquetas, ocorreram num número muito reduzido de pessoas que receberam a vacina" e que "o número de eventos tromboembólicos em geral nas pessoas vacinadas não parece ser superior ao verificado na população em geral", sendo que "muitos milhares de pessoas desenvolvem anualmente coágulos de sangue na UE, por diferentes razões".

E no entanto praticamente todos os países, cada um de per si, e com efeito dominó, decidiram interromper a aplicação da vacina, generalizando o pânico entre quem a tinha tomado, e atrasando gravemente o processo de vacinação, que já por si não estava a correr nada bem. Exactamente por escassez de vacinas por, afinal, a negociação centralizada não ter corrido nada bem.

No final da semana passada tinham sido a Áustria, a Noruega, a Dinamarca, o Luxemburgo, a Estónia, a Letónia e a Lituânia a suspendê-la. Durante o dia de ontem seguiram-se os pesos pesados Alemanha, França, Itália e Espanha. E, ao fim do dia, Portugal. Como não podia deixar de ser.

A União Europeia é isto. E por mais que nos custe a todos os que somos europeístas, e que fomos acreditando na construção da nação europeia, nunca deixará de o ser.

 

Pandemia - ano I

Alentejo regista mais 50 casos de Covid-19 | Rádio Pax

Completa-se hoje um ano sobre o surgimento dos primeiros casos de covid-19 em Portugal. Já ouvíramos falar do vírus que nos mudaria a vida, talvez para sempre, mas achávamos que não era nada connosco. Era lá longe, na China. Era com eles, pouco tínhamos a ver com isso.

Depressa percebemos que não era assim. Itália, primeiro, e Espanha, logo a seguir, mostravam-nos que não era assim. Primeiro ainda acreditamos no anunciado milagre português. Aos poucos percebemos que não havia milagres, apenas contradições, tudo e o seu contrário. Ziguezagues, indefinições, dúvidas...

Começamos a ver partir os nossos. Os nossos amigos e os nossos familiares. Quando demos por isso tínhamos caído no inferno de Janeiro, numa tragédia nunca antes vivida. Era como se a tragédia da queda de um avião cheio de gente se estivesse a repetir todos os dias.

Estamos a sair desse inferno, mas ainda longe - muito longe - de retomar as nossas vidas subitamente interrompidas há um ano. Para já perdemos todos um ano de vida, que será muitos mais que um simples ano de vida. Muitos milhares em Portugal, e milhões por todo o mundo, perderam-na por completo!

Desconfinamento?

SIC Notícias | Covid-19: Reunião no Infarmed volta a juntar políticos e  especialistas

 

É indesmentível que o confinamento está a dar resultados. Já esses, os resultados, poderão não ser tão indesmentíveis. Ou, pelo menos, mais discutíveis. Por uma razão simples - é que a testagem está a diminuir assustadoramente.

Em meados de Janeiro faziam-se cerca de 70 mil testes por dia. No início deste mês, 50 mil. E na última semana apenas 30 mil, bem menos de metade de há um mês. 

O confinamento está a resultar, mas significativa e expressiva descida da incidência de covid-19 nos últimos 14 dias que hoje sustentou a reunião com o Infamed, não deveria ignorar esta realidade da testagem. E, com um tão lento ritmo de vacinação, não serão muito avisados os apelos ao desconfinamento. Por muito compreensíveis que possam ser. Mais que as duas vozes que no governo se percebem sobre a matéria.

A obrigação de Marcelo

É público e notório que o governo está esgotado, e nem é preciso evocar o ministros mais fragilizados, que são já muitos. É hoje praticamente impossível apontar um membro do governo de quem se possa dizer que goza de boa saúde política, e nem mesmo António Costa, que nos momentos mais difíceis sempre conseguiu aguentar com o governo às costas, escapa. Por muito que se esforce em aparentar boa forma, não consegue esconder o esgotamento e a desorientação.

Poderá dizer-se que é da pandemia. Que não é fácil - muito pelo contrário, é muito difícil - governar nas condições que esta pandemia nos impôs. O que ontem parecia uma coisa, hoje é outra. E amanhã outra ainda. O que parecia certo, está depois errado. A realidade ultrapassa-se a si própria a cada passo.  

A pandemia trouxe novos desafios aos governos. A este, como a todos os outros por todo o mundo. Já vai longa, e a luz ao fundo do túnel não passa de uma penumbra invisível. Estamos todos cansados dela, e o governo não é excepção.

Se no entanto desviarmos por um momento os olhos da pandemia, seremos capazes de ver que, mesmo sem pandemia e sem catástrofes, os governos, e muito especialmente os governos do Partido Socialista, costumam esgotar-se mais ou menos por esta fase das suas vidas. Sempre que chegam ao segundo ano do segundo mandato começam a abrir brechas e implodem.

Muito tempo seguido de poder faz mal aos partidos da governação. E pior, faz mal ao país. Lembramo-nos dos governos de Cavaco, e como acabaram, e que Cavaco só não acabou porque ganhou fôlego para uma segunda vida, dez anos depois. Depois veio Guterres, governou quatro anos, mas no segundo ano do mandato seguinte veio o pântano, e foi-se embora. Veio Barroso, e depois Santana Lopes, e nada correu bem. Só deu para chegar a segundo ano... do primeiro mandato. E veio Sócrates, que deu no que deu. E ao segundo ano do segundo mandato rebentou, depois de rebentar com o país.

O esgotamento deste governo de António Costa não é, por isso, nada de anormal. Anormal, só mesmo a pandemia. Está dentro da tendência. 

Com o passar dos anos vêm o deslumbramento e o abuso do poder. E com eles o desrespeito pelos cidadãos e pela sua inteligência. A mentira, e o incumprimento e a manipulação do prometido. 

Tem sido sempre assim. Com esta pandemia passou a ser ainda mais assim. Repare-se no que se passou com o ensino à distância. Em Abril do ano passado António Costa prometia que todas as escolas estariam preparadas para o ensino à distância no início do novo ano letivo. As escolas fecharam há poucas semanas, tarde de mais, e percebeu-se por quê, e regressam hoje as aulas "on line". Soube-se então que os prometidos computadores tinham começado a ser encomendados em Novembro, e que o grosso da encomenda foi mesmo colocado em Janeiro, já com as escola encerradas. 

António Costa diz-nos que o Estado não poupou no combate à pandemia, que o esforço é de 22 mil milhões de euros, qualquer coisa como 11% do PIB. E no entanto sabemos que o governo português é dos que menos investiu no combate à doença e no apoio à economia de toda a União Europeia. É o terceiro que menos gastou. Diz-nos o BCE que nem aos 3% do PIB chegou. O governo fez com a pandemia o que fizera nos anos anteriores com as cativações, com que cumprira os orçamentos. Anunciou fazer, mas não fez. E maquilhou os números, incluindo nos 22 mil milhões euros o valor dos empréstimos bancários em moratória com aval do Estado. Para que os 22 mil milhões euros de António Costa fossem 22 mil milhões euros de verdade seria necessário que ninguém pagasse os empréstimos depois de Setembro, ou lá ainda mais para a frente, como irá ter que ser. Quando se sabe que se o incumprimento passar dos 10% estaremos perante mais uma calamidade.

O exemplo mais flagrante da despudorada manipulação de números nem vem do governo. Vem do próprio partido, e chega-nos no gráfico que divulgou nas redes sociais no final da semana, acima reproduzido. Inacreditável!

Com o governo neste estado, e a oposição ainda pior, sem alternativa para alternância, a democracia portuguesa encontra-se também ela à beira do esgotamento. Talvez por isso um conjunto de personalidades se tenha lembrado de governos de iniciativa presidencial, e tenha decidido pressionar o Presidente Marcelo para entrar nessa aventura. Marcelo fez bem ao rejeitar dar esse passo, de resto de duvidosa constitucionalidade. 

Mas, sem alternativa a este governo, ficou claramente, e aos olhos de toda a gente, obrigado a obrigar António Costa a arrepiar caminho. De que forma, não sei. Mas espero que ele saiba. E que seja bem sucedido!

 

Acrescentar tragédia à tragédia

Presidenciais: investigador alerta que campanha pouco mobilizadora aumenta  risco de abstenção | TVI24

 

Os números (infectados, internados e mortes) da pandemia não param de crescer, atingindo a cada dia níveis nunca antes imagináveis. Para já só num deles vemos limite - no dos internados. Esse não irá continuar a subir, porque já bateu no tecto. 

A opinião pública começa a ficar a sensibilizada para a tragédia, não que tenha mudado muita coisa na comunicação, mas porque praticamente toda a gente sente já doença no seu espaço de relação mais próximo. Mas não são ainda muitos os que têm uma verdadeira noção da tragédia que se está a viver nos nossos hospitais. Já não havia espaço para receber mais ninguém, nem para depositar cadáveres. Agora já nem há morfina para aliviar o sofrimento de uma das mais violentas mortes. Face aos escassos meios disponíveis é cada vez mais baixa a linha etária que marca a decisão de investir ou desinvestir no salvamento de uma vida.  

É assim que as coisas estão. Sim, e é por causa do Natal. Hoje já não restam dúvidas. Enfermarias cheias com pessoas que, todas sem excepção, contam uma "história de Natal". 

Entretanto também o Presidente da República está infectado. Ou não. Num teste não está, noutro já está, noutro volta a estar, e noutro volta a não estar. Esperemos que não esteja, e que, se estiver, recupere rapidamente. 

A campanha eleitoral está praticamente suspensa. As eleições é que não. Lá continuam marcadas para o próximo dia 24, quando os especialistas apontam para 20 mil novas infecções por dia, um número inimaginável há poucos dias. 

Não sei o que é preciso fazer para adiar as eleições. Não tenho dúvidas é que não se deviam realizar nesta altura, e que alguma coisa tem ser possível fazer. Realizá-las é certamente um atentado à saúde pública, à democracia ou a ambas. Os cidadãos responsáveis são confrontados entre o dever de ficar em casa e o de votar. E a responsabilidade de ficar em casa, nas condições actuais, sobrepôe-se à de votar.

A abstenção, que já seria elevadíssima pelo rumo que as coisas eleitorais por cá tomaram há muito tempo,  é agora de todo incontrolável. A probabilidade de ter um Presidente da República eleito por menos de um quarto dos portugueses é enorme. E o risco de ser produzido um resultado eleitoral completamente desfasado do sentimento da maioria dos cidadãos é hoje perigosamente alto.

Não consigo perceber que ninguém perceba que está a acrescentar tragédia à tragédia.

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