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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O vizinho de porta aberta

Em Elvas com Badajoz à vista: Portugal e Espanha reabrem ...

 

A reabertura das fronteiras com os nossos vizinhos juntou as duas maiores figuras dos dois Estados, como documenta a fotografia. 

Não se percebe para que apontam o primeiro-ministro português e o rei espanhol. Noutra altura poderia dizer-se que estavam a marcar território e fronteiras. Ou a apontar para Olivença. Não se percebe quem apontou primeiro, nem se se afinam ou desafinam na ponta do dedo. Pode perceber-se que o chefe do governo espanhol e o chefe de Estado português não querem contrariar ninguém. Mas o que se percebe bem é que os espanhóis estão mais bem servidos de altura...

Pedrógão Grande

Pedrógão, uma tragédia portuguesa - Portugal - SÁBADO

 

Pedrógão foi há três anos. De repente, o país eufórico, aos pulos e meio embriagado de tanto sucesso, foi surpreendido por uma das maiores tragédias de sempre. 

Foi o regresso à realidade de um país que andava nas nuvens. Que já achava que era sempre a ganhar... No futebol, nas cantigas, no défice, nas agências de rating, nos mercados, em Bruxelas...

Mas o país do sucesso, na moda e a abarrotar de turistas, era afinal o país que desertificou o seu interior. Que virou costas ao campo e fugiu para as cidades, e para o mar. Que se urbanizou e esqueceu as origens. Que se deixou seduzir pelo eucalipto. Que vê passar anos e governos que deixam tudo na mesma, quando tudo na mesma é cada vez pior. Um país que não cumpre as leis que cria. Um país que deixa morrer pessoas que não tinham que morrer. Um país sempre de dedo espetado, mas nunca apontado para o futuro…

Não vai muito diferente hoje, três anos depois. Soma pouco mais que mais promessas por cumprir e responsabilidades por apurar.

CR 700. Nada mais!

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A selecção nacional disse definitivamente adeus ao primeiro lugar no seu grupo de apuramento - e com isso ao sempre desejado pote 1 no sorteio da fase final - ao perder (1-2) na Ucrânia - que garantiu já o apuramento e o primeiro lugar da qualificação - o jogo que não podia perder. Mas que nunca mereceu ganhar!

A equipa portuguesa, que já na passada sexta-feira, onde tinha feito a fraquinha selecção do Luxemburgo parecer uma equipa quase temível, foi pouco mais que sofrível. E fez parecer a equipa ucraniana uma selecção do topo do futebol europeu.

É verdade que poderia não ter perdido o jogo, e tendo em consideração as oportunidades de golo, o remate de Danilo com a bola na trave, as defesas de Piatov (que está lá para isso) e que, depois de beneficiar do penalti que fez o 1-2 (e o desejado golo 700 do Cristiano), jogou os 20 minutos finais em superioridade numérica, poderia até tê-lo ganho. Mas não é menos verdade que, pese embora tudo isso, não mereceria tê-lo ganhado. A Ucrânia foi sempre melhor equipa, e mesmo com menos um jogador, nos últimos 20 minutos e com o resultado apertado, foi a única equipa a jogar futebol que desse gosto ver.

A selecção nacional continua sem futebol. Só a espaços Fernando Santos conseguiu pôr a equipa a jogar bem, e curiosamente foi sempre na ausência de Crsitiano Ronaldo. A regra tem sido um futebol lento, sem intensidade e desligado, exclusivamente dependente de iniciativas individuais. Em regra tem sido a inspiração dos jogadores, individualmente, a resolver as coisas. E mesmo aí as coisas não têm sido fáceis, até porque é grande a tentação de Fernando Santos para não pôr os melhores a jogar.

Os regressos de João Mário e João Moutinho para esta dupla jornada confirmam essa tentação do seleccionador. Parece que já só faltam Adrien e Cedric! 

Tudo isso se confirmou no jogo de hoje, que apenas valeu pelo golo 700 de Cristiano Ronaldo, e pelo significado de tão especial marca ser atingida na selecção. Opções muito discutíveis na constituição da equipa, jogadores desligados, desconcentrados - o que custou dois golos na metade inicial da primeira parte -, e ausência completa quer de velocidade quer de dinâmicas colectivas.

O apuramento da selecção nacional não está em risco, nem se espera que venha a estar. Mas o prestígio da selecção, e o dos nossos melhores jogadores, não sai a ganhar com exibições como esta.

Bem encaminhado

Lituânia 1-5 Portugal: 'Show' de Ronaldo coloca Seleção mais perto do Europeu

 

A selecção nacional cumpriu hoje a sua obrigação em Vilnius e "despachou" a selecção da Lituânia com uma goleada (5-1), acertando o passo para o apuramento para a fase final do Euro 2020. Que, sem nunca ter estado em causa, também não tinha começado muito bem, com dois empates em casa nos dois primeiros jogos, contra os dois principais adversários no apuramento.

A obrigação foi cumprida, no fim fica a goleada, mas nem tudo foi bom. Depois de marcar cedo, logo no arranque do jogo, de penalti e ainda sem muito ter feito para isso, os jogadores portugueses deverão ter pensado que ... estava feito. Não era preciso fazer mais nada. 

Enganaram-se, como sempre acontece neste jogo de que tanto gostamos. E as coisas complicaram-se, tanto quanto é possível que uma equipa tão fraca como este adversário de hoje, complique. Os lituanos empataram - num canto, só podia, mesmo que uma equipa como esta nossa selecção não possa sofrer dois golos em pontapés de canto em dois jogos consecutivos - e, como corriam mais e os jogadores portugueses o permitiram, levaram o empate até para lá da hora de jogo, já bem dentro da segunda parte.

É certo que a entrada para a segunda parte revelou que os jogadores tinham percebido que teriam de mudar de registo. E de mudar o jogo. Mas foi aquele golo ao minuto 62 que mudou tudo. Porque acabou com o empate, mas acima de tudo pela forma como aconteceu, com a bola a fugir das mãos para as costas do guarda-redes, e daí para dentro da baliza. Contou - claro - e contou para Cristiano Ronaldo. Que faria ainda o terceiro e o quarto, antes de sair, na segunda substituição (Gonçalo Guedes) de Fernando Santos. Na primeira, quando as coisas ainda estavam cinzentas e o jogo empatado, tinha tirado Bruno Fernandes - não é para meter veneno em ninguém, mas talvez as dificuldades na selecção expliquem algumas coisas que alguns dizem inexplicáveis - para fazer entrar Rafa. Também essa alteração contribuiu para mudar o jogo.

E com Bernardo Silva a espalhar perfume pelo campo, e João Félix à procura do seu primeiro golo na selecção A - e como tentou, e como o guarda-redes sempre lha negou - acabou por ser William Carvalho a marcar de novo - dois golos em dois jogos - e a fechar as contas. Finalmente bem encaminhadas, para concluir como iniciamos.   

  

Servia um jogo. Mas foram três!

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(Foto ANTÓNIO COTRIM/LUSA)

A selecção nacional acabou de conquistar em Belgrado o único resultado que lhe SERVIA, numa exibição que, não tendo sido brilhante, teve momentos suficientemente brilhantes para garantir a vitória.

O jogo teve várias caras. Parece até difícil caberem num único jogo tantos jogos diferentes.

Na primeira metade da primeira parte foi um jogo entre duas equipas de níveis completamente diferentes, e de aspirações antagónicas. Como se costuma dizer um jogo entre uma equipa grande e outra pequena. A equipa portuguesa era a grande, e parecia dominar por completo o jogo, com 75% de posse de bola. A da Sérvia era a pequena, apenas preocupada em defender, sem sair do seu meio campo. 

Pode parecer paradoxal, mas a verdade é que a equipa nacional jogou pouco bem esse jogo. Teve a bola mas não fez nada de interessante com ela. Nem um remate, nem uma oportunidade para marcar. Nada, e o jogo acabou empatado, a zero. Como não poderia deixar de ter sido!

Ao entrar na segunda metade da primeira parte iniciou-se outro jogo, com duas equipas completamente diferentes. Se o anterior não tinha corrido bem, este esteve bem perto de correr ainda pior, com a selecção sérvia a superiorizar-se a olhos vistos. Partiu para a frente e mostrou que possui jogadores para jogar este jogo, e não o anterior. A equipa portuguesa passou por alguns maus bocados, mas nem tudo foi mau: mesmo á beirinha do fim o guarda-redes sérvio chocou com um colega, e a bola ficou ali á frente de Wiliam Carvalho, em cima da linha de golo. Foi só empurrar e, na primeira oportunidade, um golo. O da vitória. Nesse jogo.

Com a segunda parte iniciou-se outro jogo, aquele que verdadeiramente todos estávamos à espera. Incluindo Fernando Santos, surpreendido no primeiro pelo adversário e, no segundo, pelo primeiro.

E aí, sim. A equipa portuguesa fez finalmente um bom jogo, e deixou claramente vincada a superioridade sobre um adversário cheio de bons jogadores, mesmo que nenhum de verdadeira excelência, que se aproxime dos nossos melhores.

Cedo, Gonçalo Guedes - de novo aposta do seleccionador, em detrimento de João Félix, mantendo a mesma equipa que há três meses venceu a final da Liga das Nações -, depois de Cristiano Ronaldo ter ameaçado por duas vezes, com a bola a sair escassos centimetros ao lado do poste direito do guarda-redes, já claramente batido, fez o primeiro golo deste jogo, e o segundo no agregado. E que golo!  

Tudo parecia resolvido, mas dez minutos depois, num canto, a defesa portuguesa devolveu a gentileza do fim da primeira parte. Com o golo a Sérvia cresceu, e poderia até ter chegado ao empate, pouco depois, negado por Rui Patrício. Outro tanto tempo depois, Cristiano Ronaldo marcou o seu golo da ordem, a concluir com classe mais uma excelente jogada de futebol. Que, com VAR, teria sido provavelmente anulado.

De novo com um resultado confortável a equipa jogava então bem, e controlava verdadeiramente o jogo. Só que, cinco minutos depois... mais um brinde, e a Sérvia chegava ao segundo golo, só não voltando a lançar a dúvida no resultado porque, no minuto seguinte, Bernardo Silva - o melhor dos melhores - fechou-o, com a classe. 

Faltavam 4 minutos para os 90, e o jogo já só teria para mostrar a qualidade de João Félix, que substituíra Gonçalo Guedes, em duas ou três ocasiões. 

No fim deste último dos três jogos num jogo só, ficam quatro golos em quatro remates enquadrados com a baliza. Pobre guarda-redes!

O resultado poderia até ser mais desnivelado. Mas isso só se não tivessem acontecido os tais erros defensivos...   

Agora sim

Portugal regressa ao topo da Europa. Liga das Nações fica em casa

Foto: GABRIEL BOUYS / AFP

A selecção nacional conquistou a primeira edição da nova Liga das Nações, ao vencer (1-0) a selecção holandesa, no Dragão. E deixou o país em festa, na véspera do seu dia nacional.

Tendo por referência o jogo com a Suíça, na última quarta-feira, que ditou o apuramento para a final de hoje, esta foi uma selecção diferente. Com um futebol melhor, bem melhor e bem mais próximo daquilo que é legítimo esperar deste extraordinário conjunto de jogadores.

Para o jogo de hoje o seleccionador Fernando Santos promoveu três alterações em relação à equipa inicial do jogo anterior. Para além mudança obrigatória, por força da lesão do Pepe, com a entrada de José Fonte - que já o substituira na altura em que o luso-brasileiro fora obrigado a sair - trocou ainda Rúben Neves por Danilo, e João Félix por Gonçalo Guedes.

Mas não é nessas alterações, e em particular nestas duas últimas, porque a primeira não decorreu de qualquer iniciativa de mudança do seleccionador, que se devem encontrar os motivos da melhoria. A grande alteraçao, e que, em boa verdade, justifica a enorme melhoria no futebol da equipa, foi colocar os jogadores nas suas posições naturais. Onde mais rendem.

À primeira vista, a entrada de Danilo - que, de resto, estava impedido por motivos desciplinares de alinhar no jogo anterior - parecia corresponder a uma ideia mais defensiva, uma espécie de mais do mesmo de Fernando Santos. E a de Gonçalo Guedes à penalização de João Félix, pelo seu fraco rendimento no jogo da meia-final, vítima precisamente dos evidentes equívocos posicionais do seleccionador nesse jogo.

E no entanto, à medida que a partida se ia desenrolando ficava a ideia que, naquele jogo, fazia falta o futebol de João Félix. Que, a jogar assim, o futebol do miúdo do Benfica acrescentava. Mas Gonçalo Guedes não só esteve bastante bem, e bem enquadrado no esquema mental de Fernando Santos como, ao marcar o golo único do jogo, acabou por ser o herói da final. E quando assim é... entramos naquela velha máxima: contra factos, não há argumentos!

Da mesma forma, exactamente da mesma forma, também a exibição de Danilo, e acima de tudo o resultado final, acabou a dar razão ao seleccionador.

Posto isto, a selecção acabou por fazer um bom jogo e justificar plenamente a vitória, ao contrário do que tinha acontecido na quarta-feira. Foi quase sempre melhor que a excelente selecção holandesa, que iniciou a partida a dar a sensação que iria mandar no jogo.

Foi sol de pouca dura, rapidamente a selecção nacional inverteu essa tendência, e acabou por fazer uma primeira parte em clara superioridade. Podia e devia ter saído para o intervalo em vantagem no marcador, mas assim não aconteceu.

No regresso dos balneários, e à imagem do início do jogo, voltamos a ver os holandeses por cima. Mesmo sem atingir a exuberância da primeira parte, a selecção nacional voltou a inverter essa tendência, e um quarto de hora depois do reinício chegava ao golo, o tal de Gonçalo Guedes, depois de mais uma bela jogada de Bernardo Silva, eleito o melhor jogador da competição. 

Percebeu-se então que dificilmente este troféu sairia de Portugal. A equipa revelava grande solidez defensiva, e à Holanda começavam a faltar as forças, vindo ao de cima o peso do esforço da sua meia-final, com a Inglaterra, num jogo com prolongamento, e com menos um dia de descanso.

Com a selecção holandesa obrigada a adiantar-se para o forcing final, a entrada de Rafa (em substituição de Guedes) acabou por ser o xeque-mate final da selecção nacional.

E no fim fez-se a festa por este segundo triunfo europeu em três anos. Menos importante que o de 2016, mas desta vez numa final mais convicente. Há, agora, que o aproveitar para corrigir o arranque periclitante da fase de apuramento para o Europeu do próximo ano, e (e)levá-lo para patamares condizentes com a capacidade, e a responsabilidade, desta selecção.

 

 

A visita mais desejada

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Finalmente!

Aí está a visita mais aguardada do século. E a mais desejada... Se fosse noutros tempos hoje não havia escola...

Vamos ver se Portugal já é prioridade. Ou se Marcelo, que já disse estar ansioso para vistar Angola, mas que "a casamento e baptizado não vás sem ser convidado", terá mesmo que se fazer ao convite. 

Daí não vai António Costa cair... Já lá foi, quase que sem ser convidado, como se percebeu pelos irritantes  jeans.

O último a saber...

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O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sanchez, anda a promover uma candidatura conjunta de Espanha, Portugal e Marrocos à organização do campeonato do mundo de futebol de 2030. Ontem esteve em Rabat, a convencer o primeiro-ministro Al Othmani, e o rei Mohamed VI que, ao que diz, receberam bem a proposta.

O governo português diz que não sabe da nada... E no pasa nada ...  Quer dizer: a Espanha quer, Marrocos não se importa e Portugal nem tem que ter nada a ver com o assunto... 

Mais uma vez, António Costa  é o último a saber. E, mais uma vez, parece que não se importa muito com isso!

 

Dá a democracia nozes a quem não tem dentes?

Capa Público

 

 

Apesar de tudo - das nossas queixas, de atropelos vários, dos políticos serem isto e aquilo, etc. - segundo o Relatório da Democracia de 20108, do Projecto Variedades da Democracia (V-Dem), desenvolvido por uma rede global de investigadores e peritos com sede na Universidade de Gotemburgo, Portugal é o décimo país mais democrático do mundo, como noticia o Público

À nossa frente, num dos rankings que mais conta, ou que mais nos deve importar, só países com lugar cativo na vanguarda da democracia e da decência: Noruega, Suécia (sim, também já a contas com a extrema direita, como se viu nas eleições do fim-de-semana), Suíça, Dinamarca e Finlândia; a Estónia e a surpreendente (pelo menos para mim) Costa Rica; e as longínquas mas saudáveis Austrália e Nova Zelândia.

Curioso, e sem dúvida decepcionante, é que a este 10º lugar na geral - digamos assim -, e mesmo ao 11º na análise sectorial que recorre aos indicadores eleitoral, de liberdades e de igualdades sociais, corresponda um 38º lugar quando se chega a indicadores de participação politica. Não me quero precipitar, mas desconfio que isto quer dizer que a democracia de que desfrutamos, e com a qual somos tão críticos, nos dá as nozes. Nós é que não temos os dentes. Se calhar gastamo-los a dizer mal...

 

 

Estávamos avisados...

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Perante a tragédia dos incêndios na Grécia é impossível não lembrar o que se passou em Portugal no ano passado, que nunca seremos capazes de esquecer. 

Portugal e Grécia têm muita coisa em comum. A maior delas é a geografia, por muito que muitos, alguns de forma miserável, queiram encontrar outras. E, logo  a seguir, o nível de desenvolvimento que, se calhar, empurra o mais miseráveis para as mais miseráveis comparações.

Em Portugal os incêndios queimaram e mataram no interior desertificado e pobre, e a responsabilidade foi atribuída à macrocefalia do país, de um país virado para o litoral, de costas para o interior. Na Grécia ardeu o litoral, arderam as praias e os resorts, apinhados de gente, e a responsabilidade foi atribuída à especulação imobiliária.

O norte da Europa, atingido pelas altas temperaturas do sul, também está a arder.  Noruega, Finlândia e especialmente a Suécia, estão, como nunca, a ser devastadas por fogos. E no entanto pouco - ou mesmo nada - têm em comum com a Grécia e Portugal.

Por todo o mundo os incêndios estão a tomar proporções nunca vistas, mesmo naquelas zonas mais habituadas a estas catástrofes, como aconteceu há semanas na Nova Zelândia, e na semana passada na Califórnia.

No Japão, mesmo sem incêndios, morre-se por estes dias ... de calor. E noutras regiões com inundações...

Não vale a pena ignorar. Há 30 ou 40 anos que andamos a ser avisados disto pela comunidade científica. Nunca foi dada importância nenhuma a esses avisos, havia sempre coisas mais importantes a tratar. Trump ainda hoje nega isso tudo, e continua a ter coisas mais importantes para fazer...

Estamos já a viver aquilo que muitos de nós, sempre centrados no nosso umbigo e incapazes de ver um bocadinho mais além, julgávamos não acontecer no nosso tempo. Aquilo que sempre pensamos que seria problema dos outros, e muito particularmente dos que cá chegassem depois de nós. 

Claro que não sentimos, todos, os efeitos da mesma maneira. Os mais desenvolvidos terão sempre mais condições para os minorar. Por isso os incêndios matam mais na Grécia e em Portugal que na Suécia ou na Noruega!

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