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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

O crime não pode continuar a compensar

Por Eduardo Louro

 

 

A destruição da PT é um escândalo que nada fica a dever ao escândalo BES. A administração da PT não tem menos responsabilidades criminais que a do BES. Terá se calhar até mais. Se outras razões não houvesse – e há, desde logo porque o valor que destruiu foi superior ao que destruído pela do BES – bastaria a forma como enganou os accionistas. A administração da PT, Zeinal Bava, propôs aos accionistas uma operação de fusão com a OI. Mas, em vez da fusão aprovada pelos accionistas, o que Zeinal Bava fez foi vender ao desbarato a empresa – não exactamente a empresa, mas os seus activos, o que ainda é pior – à OI a que, entretanto, já presidia, deixando aos brasileiros a oportunidade, logo aproveitada, de realizar as correspondentes mais valias. A que Zeinal Bava quis fazer crer que se opunha, abandonando os brasileiros depois de receber a devida comissão!

Que perante tudo isto o governo diga que não tem nada a fazer, que temos de deixar o mercado funcionar – gostava de perceber onde é que o mercado funcionou em todo o processo que ficou para trás – é pactuar com o crime. Que o Presidente da República – que, como um botão, só conhece duas posições: on e off, para cima ou para baixo; avisei, ou o não tenho nada a ver com isso – tenha falado no assunto, mas sem uma palavra sobre a condecoração que concedeu aos gestores que agora condena, é a prova que, em Portugal, o crime compensa sempre!

Bom senso e o trabalho de casa

Por Eduardo Louro

 

De vez em quando Cavaco aparece. Dá à costa e diz coisas... Fala de bom senso, o bom senso de que ele próprio se acha referência. Desta vez, cheio de bom senso, convidou "os portugueses a olhar para as dificuldades com um sorriso". E, a transbordar de bom senso, lançou a grande questão, "a pergunta que todos os portugueses têm o direito de colocar": "o que é que andaram a fazer os accionistas e os gestores da PT"?

Ó Senhor Presidente, quando coloca a questão dessa forma, talvez não esteja a dar o melhor exemplo de bom senso... Eu daria uma ajuda e sugerir-lhe-ia que reformulasse "a pergunta que todos os portugueses têm o direito de colocar": o que é que andou a fazer o Senhor Presidente quando no último 10 de Junho, há precisamente 5 meses, condecorava esses mesmos gestores?

Ah... Andava preocupado com a reacção vagal... 

 

Ignorância dos interesses, ou os interesses da ignorância?

Por Eduardo Louro

Ontem à noite, num frente a frente na SIC Notícias, a propósito da situação actual da PT e em particular da oferta dos franceses da Altice, Diogo Feio – dirigente do CDS (utilizo a expressão apenas por simplificação de linguagem, porque o CDS não tem dirigentes, tem um que dirige e depois uma larga primeira fila de abanadores de cabeça) e apoiante, claro, do governo – não teve mais para dizer que os accionistas estavam radiantes com a oferta. Que não percebia que mal poderia haver na actual situação da PT, e muito menos na proposta, quando os accionistas estavam felicíssimos.

Este governo é exactamente isto. Uma mistura explosiva de ignorância com confusão de interesses. Dos interesses imediatos e primários de accionistas com os do país!

Para esta gente, ignorante e incapaz de ver para além da ponta do seu nariz, o que lhe parece que é bom para patrões e accionistas é bom para o país!

Porta pequena, cheque grande

Por Eduardo Louro

 

 

Zeinal Bava já saiu da OI. Com um cheque de 5,4 milhões de euros...

À PT saiu muito mais caro, sem dúvida. Teria poupado uns bons milhares de milhões se tivesse feito o mesmo que os brasileiros, se lhe tem entregue um cheque idêntico há 14 ou 15 anos, como agora uns meses depois de ter entrado!

Mas isso só torna maior o escândalo em que isto tudo de tornou...

Dizia  que “ter sucesso é errar menos”. Não terá dificuldade em encontrar outra forma de explicar o sucesso. Por exemplo: ter sucesso é sair pela porta pequena com um cheque grande!

Histórias de uma multinacional portuguesa

Por Eduardo Louro

 

Há pouco tempo a PT era aquilo que seria a primeira multinacional portuguesa a sério. Uma empresa genuinamente portuguesa, moderna e inovadora, que inventara o pré-pago – um mimo – aberta para o mundo e disposta a abraçá-lo.

A sua gestão era glorificada, com títulos e prémios à escala mundial, nunca vistos em Portugal. Zeinal Bava, o prodígio da gestão, era disputado por todo o mundo!

Resistira à espanhola Telefónica, tendo apenas de lhe entregar a brasileira Vivo, mas à custa de muitos milhões: 7,5 mil milhões! Resistiria depois à bem portuguesa Sonae, mesmo que tendo de queimar em dividendos muitos dos muitos milhões da Vivo. Para se voltar de novo para o Brasil onde, perdido o lombo suculento, ainda havia umas peles. Como a OI.

Mas não se atirou às peles, entregou-se às peles… Salvava-se o gestor prodígio e, há precisamente um ano, era assinado o acordo para a fusão com a OiI, de que haveria de resultar a CorpCo que, sob a liderança do génio de Bava, se propunha tornar num player mundial, numa multinacional brasileira gigante no mundo global das telecomunicações.

Sabe-se o que aconteceu depois. Os galardoados prodígios da gestão afinal estavam enrolados com os Espírito Santo e quando isso se descobriu lá se foram não apenas os 900 milhões de euros mas também todas as auréolas. E pior – a respeitabilidade!

E aquilo que era há pouco o maior projecto multinacional da economia portuguesa vai simplesmente desaparecer. Não desaparece nas condições que o Grupo Espírito Santo desapareceu, mas desaparece exactamente como desapareceu o grupo com que se deixou prostituir. Talvez por isso a OI queira hoje misturar-se com os italianos da TIM, descartar a PT e devolver Bava à procedência.

E hoje a notícia é que a OI quer vender a PT – para ter almofada para a italiana – e que os franceses da Altice a querem comprar. E que por isso as acções até estão a subir!

Ah… o grupo francês da Altice é o dono da ONI e da Cabovisão. E vem-nos à memória, não uma frase batida - como na canção - mas uma OPA batida. Que a gestão da PT, à custa de uns muitos milhões, repeliu há pouco mais de sete anos. Engraçado!

Coisas intragáveis

Por Eduardo Louro

 

 

Segundo revela hoje o jornal i os administradores da PT receberam entre, salários e prémios anuais, 12,1 milhões de euros, o máximo dos últimos seis anos. Nos últimos dez anos os gestores da operadora, que agora, eventualmente para pagamento de favores pessoais, destruíram os 900 milhões de euros – mais de um terço do valor da empresa – no GES, encaixaram um total de 112,74 milhões de euros, o que dá uma média anual superior a 11 milhões.

Isto quando, segundo o mesmo jornal, a empresa sofreu uma desvalorização acumulada de 78%. E quando os custos com pessoal, nos últimos 8 anos, caíram 21%. Mas não foi só porque a empresa extinguiu 1300 postos de trabalho, o custo médio dos encargos anuais com pessoal baixou 38,5 mil euros para 30,4 mil euros por trabalhador.

Que dizer, a empresa perde valor, mas os administradores não têm nada a ver com isso, ganham cada vez mais. Quem perde são os accionistas e os trabalhadores. Conforme realça o jornal, um funcionário com um vencimento médio da PT necessitará de 30 anos para ganhar o que um administrador da empresa recebe num só ano. 

Bem sabemos que, no tema, é fácil resvalar para o populismo. Mas também sabemos como se constroem as teias destes súper gestores, premiados all over the world, com carta branca para tudo, até para fazerem o que está hoje à vista que impunemente fizeram!

Na PT, na EDP, na banca... É também por estas coisas que se vê no que isto foi dar…

Alta finança à portuguesa

Por Eduardo Louro

 

 

Henrique Granadeiro, mais de um mês e de muitos milhões euros depois, apresentou a demissão. Não que tivesse alguma coisa a ver com a operação que mandou 900 milhões de euros pelo buraco do GES abaixo. Não sabia de nada e ficou até muito surpreendido!

 Os brasileiros da OI também não sabiam de nada, mas logo que souberam trataram de corrigir os números da fusão, baixando o peso da PT de 37 para 25%. Zeinal Bava, esse também não sabia de nada. E também deixou a administração da PT, para se dedicar em exclusivo à OI, que comunicou a ocorrência da forma curiosa que se pode ler no comunicado: "Zeinal Bava, diretor presidente da Oi, deixará de exercer o cargo de presidente do conselho de administração da nossa controlada PT Portugal SGPS e os cargos de administração que exerce em determinadas sociedades detidas por esta empresa". Quer dizer, a PT deixou de ser parceira de fusão para ser agora uma empresa controlada pelos brasileiros.
E no meio disto tudo, segundo conta hoje o Expresso, haverá mails de Ricardo Salgado que sugerem que os administradores brasileiros e o próprio Zeinal Bava tinham conhecimento da operação. Mas logo apareceu quem disesse que poderão ter sido forjados...e que portanto é possível que uma empresa em Portugal aplique 900 milhões de euros sem conhecimento da sua administração.

É este o maravilhoso mundo dos negócios... A alta finança à portuguesa!

 

Já não há assim tanto para contar... (IV)

Por Eduardo Louro

 

O baralho das cartas começou a cair… A Rio Forte não pagou e o contrato de fusão da PT com a Oi foi imediatamente revisto, com a PT a perder uma grossa fatia na fusão. E com Granadeiro – será que não lhe competiria iniciativa nenhuma? – a deixar a vice-presidência…

A On Going desaparece da administração, mas isso é o menor dos males que a apoquentam. Está agora entalada entre o seu principal credor – o BES – e a acelerada desvalorização do seu principal activo – a PT.

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