A champions em Lisboa I

Arrancou a "final 8" da Champions, em Lisboa. O primeiro destes oito jogos, hoje na Catedral da Luz, opunha o Golias PSG ao David Atalanta, de Bergamo, a cidade mártir do Covid, e a grande sensação na Europa desta época estranha que, ficará na História do futebol mundial.
A equipa italiana entrou no jogo a justificar plenamente essa condição sensacional. E durante 55 minutos foi melhor que o adversário. A partir daí, quando os treinadores começaram a ir ao banco, é que as coisas mudaram.
Até aí, como que a justificar o facto do PSG pagar mensalmente a Neymar tanto como o Atalanta paga à equipa toda, o que se viu foi uma equipa, a italiana, a jogar contra um só jogador. Neymar jogou sozinho, e sozinho não pode ganhar a ninguém.
O Atalanta chegou ao golo, por Pasalic, a pouco mais de meio da primeirs parte, e só não foi mais além porque Keylor Navas estava na baliza para ajudar Neymar. Quando aos 55 minutos começou a dança do banco aconteceu que Tuchel tinha por onde dar companhia a Neymar, e Gasperini tinha de fazer exactamente o contrário - retirar os seus "Neymarzinhos", um a um, esgotados.
Com a entrada de Mbapé - a recuperar de prolongada lesão - o PSG deu a companhia que faltava a Neymar. E com a entrada de Wessler desobrigou Neymar de fazer tudo. Depois foi esperar que o tempo fizesse o seu trabalho, dizimando a equipa italiana e projectando a francesa para o apuramento para as meias-finais. Mesmo que o tempo tenha levado muito tempo para, em pouco tempo, ser implacável com esta formidável equipa italiana.
Aos 90 minutos o PSG empatou, por Marquinhos. E dois minutos depois consumou a reviravolta, com o golo do camaronês Choupo-Moting, entrado poucos minutos antes. Em ambos, e na reviravolta, Neymar e Mbapé. Pois claro!