A champions em Lisboa II

Caiu o pano sobre os quartos de final da Champions com, mais que surpresas, alguns escândalos. As meias finais serão franco-germânicas. Sem equipas inglesas nem espanholas, dos dois melhores campeonatos de Europa, e do mundo. E com a particularidade de lá estarem as duas equipas do grupo que o Benfica disputou, o que poderá querer dizer alguma coisa.
Pelo caminho ficou o Atlético de Madrid, eliminado pelo Leipzig, num jogo que, para quem não acompanhou a Liga Espanhola, explicou como João Félix, há um ano, escolheu mal. Ou foi empurrado para escolher mal. Ficou o Barcelona, no que foi o maior escândalo do futebol mundial dos últimos anos, só equiparado aos 7-1 da Alemanha ao Brasil, no Mundial de 2014. Esmagado na Luz por 8-2 pelo Bayern, o Barcelona viveu um autêntico pesadelo. Culpados há certamente muitos, mas a factura não será apresentada a todos. O nosso Nelson Semedo não escapará, e terá provavelmente chegado ao fim da linha. E ficou, hoje em Alvalade, o Manchester City.
Não caiu com o peso da goleada que vergou o Barcelona, mas o estrondo não foi menor. Numa época em que Guardiola não podia falhar a Champions, e depois de eliminar o Real Madrid, nos oitavos de final, mas apenas há uma semana, falhou em toda a linha neste jgo de hoje com o Lyon.
O resultado (1-3) ficou marcado pelos erros de Lapporte, de Ederson e de Sterling, mas a derrota é toda ela resultante dos erros de Guardiola. À excepção, mesmo excepcional, dos últimos três minutos da primeira parte, o futebol de Guardiola nunca se viu no jogo, mercê da opção estratégica de todo incompreensível do treinador. Que abdicou completamente da identidade do seu futebol de sempre, e que lhe sustentou todo os sucessos da sua carreira. Que são muitos, como se sabe.