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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

A Champions está perto. Mas há coisas que se querem longe!

Esta noite, em Polza, na Polónia - casa emprestada ao Dínamo de Kiev, em função da situação de guerra em que vive o país - o Benfica regressou ás boas exibições, interrompidas no último jogo, em Leira, com o Casa Pia. E deixou dito que esse jogo foi mesmo uma excepção no nível exibicional da equipa neste início de época, justificada pelo que é o campeonato nacional ... e o estado do(s) relvado(s) do Municipal de Leiria.

Ganhar fora por 2-0 é sempre um bom resultado. Quando acontece no "play off" para a Champions, só pode ser ainda melhor, mesmo quando o resultado foi provavelmente o pior que saiu deste jogo.

Com o onze preferencial de Roger Schemidt, agora com Neres recuperado, depois de ter falhado os últimos jogos, o Benfica dominou completamente o jogo, e exibiu uma superioridade sobre o adversário bem maior do que aquela que já era esperada. Com o habitual bom futebol, bem desenhado e cheio de movimento, e com a habitual pressão alta.

Se bem que já uma pressão alta diferente, eventualmente menos notória, mas mais inteligente. Mais posicional, mais estratégica e menos enérgica. O que não é uma má notícia, porque, desta forma, é bem menor os desgaste exigido aos jogadores, e por isso mais consistente e mais coerente. E isso é evolução e progresso!

A primeira parte foi uma bela demonstração de tudo isso, com um Benfica absolutamente dominador, sempre em crescendo, acabando com a equipa ucraniana do experimentado e astuto Lucescu literalmente encostado às cordas.

Na altura em que, em Munique, Pichardo saltava para a medalha de ouro europeia, os seus colegas de clube, do futebol, asfixiavam a briosa e competente equipa ucraniana.

O primeiro golo, mais um de Gilberto, chegou cedo, aos 9 minutos. A partir daí foi sempre em crescendo, e esperava-se o segundo, o terceiro, e até que não parasse por aí. Só deu para mais um - também mais um de Gonçalo ramos - já aos 37 minutos. Mas, antes e depois, bem mais poderiam ter surgido.

A equipa dominava o jogo a seu belo prazer, criava oportunidades e deliciava os espectadores, especialmente os benfiquistas, como é natural. O seu futebol enchia o campo e, desta vez, eram Florentino e João Mário a brilhar com mais intensidade, com Neres a deixar o perfume do seu futebol, e mostrar que, com ele em campo, tudo fica melhor.

A segunda parte não teve nem a mesma intensidade, nem a mesma qualidade. E houve momentos em que a equipa se desligou o que, não sucedendo pela primeira vez, terá de merecer mais atenção a Roger Schemidt.

É certo que, em termos absolutos, e como comecei por dizer, o resultado era bom. E quando assim é há a tendência para trocar a intensidade e a velocidade pela contenção e controlo do jogo. Nada a opor, desde que a concentração competitiva não seja negligenciada. E houve momentos em que foi. Valeu então Vlachodimos, para que um belo jogo não tivesse acabado por descambar para um resultado nada condizente.

Com a clássica metamorfose para o 4x4x2, na última meia hora, com a entrada da dupla Yaremchuk/Henrique Araújo, e com o jogador ucraniano - que certamente desejaria fazer bem melhor num jogo como este - a continuar a não ser capaz de nos entusiasmar, a qualidade do futebol também caiu, e acabou por contaminar o desempenho global da equipa. Mesmo assim, com uma segunda parte bem abaixo do nível da primeira, não faltaram oportunidades para mais dois ou três golos.

No fim fica um bom resultado, que praticamente garante a imprescindível entrada na Champions. Mas fica também, e continua, o alerta para a tendência da equipa facilitar e cair em momentos de desconcentração. Hoje por hoje, o maior reparo que se pode fazer à equipa.

Até porque não se sabe o que acontecerá ao primeiro resultado negativo. Sabe-se é o que tem acontecido nos últimos anos. E isso não se pode repetir!

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