A tradição ainda é o que era!

A escassos minutos das doze badaladas que põem fim a este dia 15 de Outubro, que a Constituição estabelece como data limite para a entrega da Proposta de Orçamento, uma série de belos carros, de alta cilindrada, como se diz, acompanhados de batedores, partiu do Terreiro do Paço em direcção a S. Bento.
Escassos minutos depois, sob o testemunho de dezenas de repórteres, fotógrafos e operadores de câmaras de filmar, aí entrava a equipa das finanças, liderada por Mário Centeno. Outros escasos minutos depois, o ministro das finanças retira uma pen de um envelope, e entrega-a ao Presidente da Asembleia da República que, de seguida, a ergue aos presentes e às câmaras, como se de um troféu se tratasse. E como se o cumprimento do prazo constitucional fosse uma vitória suadíssima, no fim de um jogo emocionante e de resultado incerto.
Podia bastar um simples mail, com um pedido de confirmação de entrega. Podia, mas não era a mesma coisa. A tradição ainda é o que era. E continuará a ser!