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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Apuramento natural num jogo complicado

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Este jogo dos oitavos de final da Taça de Portugal, na Luz, com o Braga, estava cheio de expectativas mentirosas. Os últimos resultados, e as últimas exibições, das duas equipas podiam levar a perspectivar um jogo fácil para o Benfica. 

Não era apenas a prudência a aconselhar que não se levasse isso em conta. É que o Braga não tem só um bom plantel, tem o plantel mais equilibrado do nosso futebol. Não será certamente o melhor, mas é aquele onde a valia individual dos jogadores é mais homogénea, onde as diferentes posições são desempenhadas por diferentes jogadores de valor muito idêntico, como Sá Pinto tem demonstrado. Até na baliza, onde, em cinco meses de comeptições, já utilizou com regularidade os três guarda-redes.

Acresce ainda que, e também já mais que demonstrado, o Braga sente-se muito mais confortável, e revela outros argumentos, quando é obrigado a defender-se, a juntar-se próximo da sua área, com os olhos postos no espaço livre no meio campo contrário. E pode juntar-se ainda algum tipo de superstição: faz hoje precisamente cinco anos, também nos oitavos de final da Taça, e também quando o Benfica estava muito por cima, o Braga ganhou por 2-1; e com o mesmo árbitro: Soares Dias, um verdadeiro artista.

O jogo confirmaria tudo isto. Bruno Lage só não repetiu o onze que tão boa conta de si vem dando porque fez jogar o russo Zlobin na baliza. Manteve os dez de campo, enquanto Sá Pinto rodou seis jogadores, o que lhe garantiu desde logo uma equipa mais fresca, como se viria a notar lá mais para o fim do jogo, particularmente nos últimos vinte minutos.

O Benfica entrou com o seu ritmo de jogo habitual nas últimas semanas, e tomou conta do jogo. Nem sempre teve o fulgor dos últimos jogos, e alguns jogadores estiveram um pouco abaixo do que têm feito (Cervi foi o caso mais notório, mas não foi único) mas sem nunca sair de níveis de qualidade muito aceitáveis. Nem a infelicidade do auto-golo de Ferro, ainda na fase inicial do jogo, fez a equipa oscilar. E cinco minutos depois Pizzi - pois claro - repôs a igualdade. 

Oportunidades não faltaram para concluir a reviravolta. Entre elas o remate de Chiquinho ao poste, aos 40 minutos, e o resultado, sem nada a ver com o que se tinha passado, manter-se-ia até ao intervalo.

O Benfica voltou a entrar bem. Quando pouco depois do primeiro quarto de hora Vinícius, com alguma ajuda do Tiago Sá, o jovem guarda-redes bracarense agora titular, fez o golo que seria o da vitória, já a equipa tinha desperdiçado duas boas oportunidades para marcar. 

O golo não alterou nada do que estava a ser o jogo. Dez minutos depois, sim. O jogo alterou-se, o Braga cresceu um bocadinho, chegou a marcar, mas com o marcador Paulinho em fora de jogo, e dispôs de outra boa oportunidade, pelo mesmo jogador. Só que, ao subir no terreno, deixou espaço ao Benfica que, mesmo em evidentes dificuldades físicas, criou variadas e claras oportunidades para chegar ao terceiro. E já dentro dos cinco minutos de compensação foi o Benfica que dispôs das duas mais claras oportunidades de golo de todo o jogo - de baliza aberta.

O Benfica ganhou bem e segue com toda a naturalidade para os quartos de final da Taça (querem ver que vem aí o Canelas?). Mas o jogo foi complicado, e mais complicado ainda pelo inevitável Soares Dias. Um artista, sempre!

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