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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

As chaves apareceram

(Foto de A Bola)

Há uns tipos que passam uma vida a apitar jogos com o único objectivo de infernizarem a vida ao Benfica. Sempre que lhes surja a oportunidade de apitar um jogo do Benfica o foco fica logo fixado. Carlos Xistra, o árbitro do jogo hoje, desta décima jornada que fecha o primeiro terço do campeonato, é um deles. Fábio Veríssimo é outro. E Tiago Martins outro ainda. Como era há vinte e há trinta anos Jorge Coroado.

Poderão estar a pensar que me estou a esquecer de Pedro Proença. Não estou, esse era de outro calibre. Era mais cirúrgico, sem muito alarido atingia no sítio certo à hora certa. Não fazia a vida do Benfica num inferno, como estes. Mandava-o para o inferno directamente.

Acharão estranho que num jogo que marca o regresso do Benfica desaparecido, com uma grande exibição, do melhor que se tem visto, tenha começado a falar do árbitro. Pois é... só que Carlos Xistra fez tudo para que esse regresso não acontecesse.

Logo no primeiro minuto disse ao que vinha, anulando uma jogada de golo ao assinalar jogo perigoso num lance em que o Vinícius simpelsmente picou a bola sobre o adversário. Logo a seguir um defesa do Rio Ave, no chão, cortou com a mão uma bola do Cervi, e Xistra nada. Nada? Não, mostrou o amarelo ao jogador do Benfica, que  apenas levantou o braço a assinalar a mão do adversário. Logo a seguir não assinalou uma falta claríssima de um defesa vilacondense sobre o Chiquinho, deixando que daí surgisse um contra-ataque perigoso para a baliza do Odysseas. E imediatamente depois não viu, nem quis ir ver as imagens, depois de alertado pelo VAR, um penalti sobre o André Almeida. O que é verdadeiramente singular: se o VAR interveio é porque considerou lance de penalti. O VAR não teria intervindo para lhe dizer que tinha dúvidas se aquilo não seria penalti, porque não é isso que está definido. Ora, mesmo com o colega a garantir-lhe que havia penalti, Xistra não quis ir ver as imagens, e ignorou o penalti.

Aconteceu que do canto com que Xistra mandou seguir o jogo surgiu o golo, numa grande cabeçada do Rúben Dias. Mais um, numa nova especialidade que se saúda. O relógio marcava 32 minutos. Mais que a resistência do Rio Ave, quebrou-se aí a resistência de Carlos Xistra!

E o Benfica estava finalmente lançado para uma grande exibição.

Para trás ficava um terço do jogo, sempre com aqueles condicionalismos. Na primeira metade desse período, no primeiro quarto de hora, estava aquilo a que Quinito chamava um jogo entretido, em que o Rio Ave esteve até ligeiramente por cima, pelo menos com mais bola. Jogava-se benzinho, de parte a parte. Sem colocar intensidade no jogo o Benfica permitia ao Rio Ave jogar o que sabe, e como gosta.

Parece que rapidamente o Benfica percebeu isso, e à entrada do segundo quarto de hora, com maior intensidade e maior pressão sobre a saída e a circulação do Rio Ave - o Filipe Augusto, que mexia todos os cordelinhos da equipa, deixou de gozar da liberdade dos primeiros 15 minutos - tomou definitiva e incontestavelmente conta do jogo. E foi construindo uma exibição de grande categoria, que atingiria momentos de grande fulgor durante toda a segunda parte.

O segundo golo chegou logo no início da segunda parte, numa grande jogada de futebol, concluída de forma soberba por Pizzi (na imagem). Mas poderia ter chegado ainda antes. Como o terceiro poderia ter chegado por tantas vezes e acabou por nunca acontecer, deixando no marcador uma expressão muito limitada do que foi esta exibição do Benfica.

Há três dias, com o Portimonense, o Benfica tínha-nos deixado um sabor adocicado na boca. Hoje é um doce forte que nos enche toda boca. Com todos os jogadores a confirmarem a subida de forma, os que na quarta-feira tinham marcado a diferença voltaram a mostrar que fazem mesmo a diferença. Chiquinho e Grimaldo (esperemos que a lesão não seja nada, porque seria demasiado azar) estão num grande momento. Pizzi regressou ao seu nível. Florentino já lá está, no ponto. A defesa está tranquíla e perfeita. E Cervi está a fazer a ressurreição que faz a imagem de marca de Bruno Lage. Estava fora dos planos, como no passado estavam Taarabt e Samaris. E está a ser importante, como importantes tinham sido aqueles na última época.

"Perdemos as chaves de casa, andamos ali aos gritos à procura das chaves, e de repente as chaves apareceram" - disse Bruno Lage na conferência de imprensa. É isto, até o treinador do Benfica regressou!

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