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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Bater com a porta, mas com um murro na mesa!

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Na crista da onda que o levou ao poder, e fazendo dos grandes temas da actualidade bandeira e alavanca, Macron convidou para a pasta do ambiente um conhecido ambientalista - NIcolas Hulot - activista da causa, jornalista e apresentador de televisão. 

Até aqui, tudo normal. É frequente que os políticos se socorram de personalidades mediáticas, e/ou com prestígio em nichos de modernidade normalmente descurados pelo poder, ou mesmo próprios de franjas de contra-poder. Da mesma forma que também não é raro que activistas de certas áreas se deixem seduzir pelo poder, por puro deslumbramento, umas vezes, por convicção nos resultados da sua contribuição, noutras.

Quando isso acontece por deslumbramento, como quase sempre sucede por cá, não há grande volta a dar. Acomodam-se, esquecem rapidamente as causas que lhe deram notoriedade e, mandando os princípios às malvas, não incomodam nem afrontam o poder que integram. Quando isso é suportado na convicção e na crença em mudar o poder, se os resultados falham, resta apenas a frustração e o incontornável bater com a porta. Com mais ou menos estrondo...

Nicolas Hulot escolheu bater com a porta com uma força nunca vista. Em directo, numa entrevista numa televisão, apresentou a sua demissão. Publicamente, dando conta de toda a sua frustração pela sistemática irrelevância a que o governo e o presidente condenaram a sua acção e as suas propostas: “Não quero continuar a mentir a mim próprio. Não quero dar a ilusão de que a minha presença no Governo significa que estamos a avançar”!

A isto, não estamos habituados. Disto nunca vimos por cá. 

Quando é de questões ambientais que se trata, quando vemos e sentimos tudo o que já está a acontecer, bater com a porta desta maneira é um murro na mesa que tem de se ouvir muito para além das fronteiras francesas.

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