Benfica 2 - Qarabag 3

Bateu no fundo!
Contra um adversário do Azerbaijão, da quarta divisão europeia, com uma equipa maioritariamente constituída por jogadores provenientes das divisões secundárias do futebol português, depois de, à passagem do primeiro quarto de hora, estar a ganhar por 2-0, o Benfica cometeu a proeza de perder o jogo inaugural da Champions.
Cometeu não só a proeza de perder o jogo, mas de se deixar claramente inferiorizar por uma equipa com Leandro Andrade, que jogou no Fátima e no Olhanense, e marcou o primeiro golo. Com Camilo Durán, que passou pelo Portimonense, Lusitânia Açores, Estrela Amadora, que marcou o segundo. Com Kadi Borges, que na segunda parte espalhou o pânico na defesa do Benfica, que jogou no Estoril e no Vilafranquense. Com Matheus Silva, que secou o Schjelderup, e veio do Moreirense. Com Pedro Bicalho, o melhor em campo, que jogou no Alverca, e no Santa Clara. Com Kevin Medina, que chegou e sobrou, primeiro para Pavlidis e, depois, para Ivanovic.
Pois, depois de meia hora que só tinha dado Benfica, este adversário atingia, ao intervalo, 49% de posse de bola. Teve a bola em seu poder desde o pontapé de saída para a segunda parte até marcar o golo do empate. Foram 3 minutos. Rematou mais à baliza (5 contra 3), obrigando Trubin a fazer duas grandes defesas, que evitaram outros tantos golos. E cometeu praticamente metade das faltas (6, contra 11 do Benfica).
Agora, que bateu no fundo, e já despedido pela bancada, Bruno Lage passou a decisão para Rui Costa. Não sei se lhe facilitou a vida, se o deixou entre a espada e a parede. Donde afinal nunca conseguiu verdadeiramente sair.