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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Besta azul

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À segunda jornada o Benfica encontrou a sua mais recente besta negra, a equipa a que continuam a chamar Belenenses, mesmo sem morar em Belém, e sem usar a cruz de Cristo, substituída por um simples B, que não será de "besta".

Uma besta negra que o Benfica teima em alimentar eficazmente... com ineficácia. Especialmente com ineficácia ofensiva, se bem que, como se viu há menos de 6 meses na Luz, também lhe ofereça alguma defensiva.

Há já alguns jogos que o campeão não ganhava a esta equipa. O treinador Jorge Silas, a quem não falta competência mesmo que, pelos vistos, continue a faltar credenciação, ainda não tinha perdido com o Benfica. Sempre em jogos em que, depois de desperdiçar muitas portunidades de golo - é até clássico falhar penaltis -  o Benfica acabava por não ganhar. Na última época perdeu mesmo, e por 0-2. De resto no último campeonato, em seis pontos, o Benfica apenas somou um. 

Hoje, no péssimo relvado do Jamor, o Benfica continou a alimentar a besta, que ao intervalo parecia bem grande, gorda e luzidia. 

Mesmo com aquela relva o Benfica fez então uma bela exibição, com o seu futebol habitual, feito de dinâmica em movimento com belos pedaços de grande espectáculo. Só que, a cada oportunidade construída e desperdiçada - e foram seis ou sete, daquelas claras, mesmo que a Sport TV tenha registado apenas quatro - a besta crescia. E cresceu tanto que á chegada do intervalo era verdadeiramente assustadora, quando o Rúben Dias escorregou e deixou o Kikas sozinho frente ao Odysseas. Que se redimiu daquele frango de Março, na Luz.

Foi embora o Muriel, o mano do guarda-redes do Liverpool - que até podia dar "umas casas" aqui e ali, mas contra o Benfica ... era intransponível - mas veio o Koffi para continuar a fazer o mesmo. E Seferovic e Raul de Tomás iam servindo a besta em badeja de prata. Ou mais um passo, ou mais um toque, ou mais um segundo, ou a bola a sair mais uns centímetros para cima, ou mais uns milímetros ao lado, ou contra mais um pé do adversário...

É certo que a equipa de Silas defendeu muito bem. Não defendeu apenas com muitos. Defendeu bem, teve sempre os seus jogadores muito bem posicionados, e a desdobrarem-se com todo o propósito. Mas, na finalização, os dois avançados do Benfica estiveram francamente mal, a aprofundarem-nos as saudades de João Félix. Que falta faz quem não precise de tempo nem de espaço para rematar... Quem já sabe o que vai fazer com a bola antes de a receber...

A segunda parte não teve a mesma qualidade com a mesma frequência. Foi mais de espaços, o futebol do Benfica foi menos consistente e as oportunidades de golo não se sucederam como na primeira. Mesmo assim voltaram a ser suficientes, e a equipa só não manteve o ritmo de goleada que trazia porque a eficácia finalizadora foi muito inferior àquilo que são os seus padrões habituais.

Já o ponteiro pisava a hora de jogo quando Rafa - o homem do match, que os adversários só conseguiram parar com faltas, e feias - fez finalmente o golo, num tiro destinado mesmo a matar a besta. Vinte minutos depois, quando o Nuno Tavares trocou os pés e quase provocou o golo do empate, viu-se que que a besta ainda continuava preta. 

A partir daí, desse minuto 79, sim. A besta passou de negra a azul, que sempre é cor mais simpática. Logo a seguir o Benfica voltou a marcar, numa espectacular jogada de futebol que teria reabilitado Seferovic de uma das suas mais fracas exibições depois da sua reabilitação, há um ano. Um fora de jogo detectado pelo VAR no início da jogada que viria a terminar de forma espectacular, anulou-o.

Mas, depois dos largos minutos de avaliação desse lance, logo que o jogo foi reatado Pizzi, o melhor a seguir a Rafa, marcou a concluir mais uma bela jogada de ataque, deixando no resultado uma marca mínima de justiça.

 

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