Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Bom ensaio

A águia Vitória não quis aterrar no seu poiso, e ficou-se ali por perto da grande área da baliza norte. Parecia mau agoiro para esta recepção ao Marítimo, agora de Vasco Seabra, o miúdo que na época passada fez a vida negra ao Benfica e que, por força da derrota imposta ao serviço do Boavista, que precipitou o desastre em que essa época se viria a tornar, e do empate, pouco depois, já ao serviço do Moreirense, apresentava um raro currículo de treinador imbatível frente às águias.

Por falar em treinador ... Jorge Jesus continuava fora do banco. Como acontecera no último jogo e voltará a acontecer no próximo, no Dragão, para a Taça. Mas não seria daí que viria o agoiro. Não era como o voo da águia Vitória...

O jogo começou como tantos outros - com o golo do Benfica. Logo aos 3 minutos: primeiro ataque, primeiro remate e primeiro golo. De Darwin, que o roubou ao Rafa. Bem roubado, de resto.

Como em tantos outros jogos, que começaram assim, também neste fez o adversário crescer. O Marítimo surgiu a pressionar no campo todo, e especialmente bem alto, logo em cima da área do Benfica, e com a isso a ganhar sucessivamente a bola. E a saber trocá-la. De tal forma que por volta do meio da primeira parte tinha  61% de posse de bola. Mas aí já o Benfica ganhava por 2-0, depois de Darwin ter bisado, agora de cabeça. Perfeito, o remate de cabeça. E já se percebia que Vasco Seabra tinha decidido imitar Carlos Carvalhal, vá lá perceber-se por quê ... Acredito que tenha sido por algum deslumbramento com os resultados desde que há um mês tomou conta da equipa - a substituir o espanhol Júlio Velasquez, que na época passada salvou a equipa da descida, para onde, nesta, estava a voltar a encaminhá-la - com duas vitórias e um empate, e um salto de gigante na tabela classificativa.

O Marítimo parecia o Braga de há umas semanas atrás. Quis discutir o jogo olhos nos olhos, e acabou da mesma forma, vergado ao peso dos golos e de um banho de bola. Não é novidade nenhuma. Em Portugal só os outros dois grandes conseguem discutir os jogos com o Benfica, e mesmo esses sempre a partir da exploração do lado estratégico do jogo, raramente apenas a mandarem-se para a frente. Como fizera o Braga, e fez hoje o Marítimo.

É certo que nem sempre, mas na maioria dos jogos em que encontram espaço para jogar, a qualidade dos jogadores do Benfica faz a diferença. Com o acumular dos golos, ao espaço junta-se a confiança. Com espaço, e com confiança, ninguém segura João Mário, Rafa, Darwin e a maior parte de todos os outros. Problema mesmo é quando não há espaço nem tempo. Os passes e as recepções falham, e a confiança vai pelo cano.

O festival de futebol começou a partir do meio da primeira parte. Pouco depois da meia hora Gilberto fazia o terceiro, e por aí ficou o resultado até ao intervalo. 

Para a segunda parte nada do jogo se alterou, e o festival de bola acentuou-se ainda mais, com os jogadores em permanente movimento por todos os espaços do campo. Logo a abrir mais um golo - o quarto, com Rafa a desmarcar-se a concluir, com classe, um passe de Yaremchuk. E depois o quinto, com os papeis invertidos e com o ucraniano a regressar ao golo, que perseguia já com evidente desconforto.

E a equipa relaxou, como se o golo de Yaremchuk tivesse sido o visto que faltava ao jogo. Até Otamendi teve direito a dar férias à concentração competitiva que nunca abandona. E o Marítimo marcou então o golo de honra, que parecia inatingível. Vieram então as substituições, com o condão de renovar a ambição. Todos quiseram mostrar serviço, e tinham razões para isso. Gonçalo ramos precisava do golo, e foi dele o sexto. Seferovic também, e marcou o sétimo. E por marcar ficaram mais três ou quatro ... Mas nem isso foi suficiente para beliscar a eficácia goleadora da equipa no jogo.

Ficou um excelente ensaio para este tremendo final de ano, com os dois consecutivos - e decisivos - jogos no Dragão. Um bom ensaio é sempre animador, mesmo que saibamos que nem sempre é garantia de boa estreia. 

 

 

1 comentário

Comentar post

Acompanhe-nos

Pesquisar

 

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2011
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2010
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D

Mais sobre mim

foto do autor

Google Analytics