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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Brasil 2014 II

Por Eduardo Louro

 

 

No primeiro jogo do dia o México ganhou aos Camarões, mas teve que marcar três vezes para que o árbitro lhe aceitasse um golo.

No segundo tivemos a reedição da final de 2010, na África do Sul. Mas acima de tudo tivemos um grande jogo de futebol, daqueles que, para além de dar gosto ver, dá gosto conversar. E um acontecimento histórico – pela primeira vez um campeão é goleado logo no primeiro jogo em que se apresenta para defender o título!

A primeira parte foi equilibrada, se bem que a roja, vestida de branco, deixasse perceber que estava por cima no domínio e no controlo do jogo. Chegou primeiro ao golo, mesmo que através de mais um penalti nascido da imaginação do árbitro, mais do que da matreirice do Diego Costa, a não querer ficar atrás do seu compatriota da canarinha, que joga no lugar que ele recusou. Que tantos assobios lhe valeu e continuará certamente a valer…

Mesmo em cima do intervalo a selecção laranja, a jogar de azul, chega inesperadamente ao empate com um golo fantástico de Van Persie, e como que anunciou a hecatombe que haveria de se abater sobre os campeões do mundo. Um verdadeiro desastre que teve como primeiros responsáveis duas verdadeiras instituições do futebol espanhol: Dom Vincente e Dom Iker!

O seleccionador quando, de uma assentada, desfez o duplo pivot de meio campo, com a substituição do Alonso pelo Fabregas, e trocou de pontas de lança, substituindo o brasileiro – que até pode parecer um corpo estranho naquela equipa, mas dá-lhe profundidade e agressividade como ninguém mais – pelo anémico Fernando Torres, hoje um jogador que nada acrescenta. E o tão lendário quanto contestado guarda-redes quando falhou, da forma clamorosa que falhou, nos momentos decisivos do jogo, tornando-se na imagem da derrota e no mais visível dos destroços do campeão do mundo.

Até aí a selecção holandesa tinha posto alguns problemas aos espanhóis, trocando-lhe as voltas e impedindo-lhe o famoso pressing. A partir daí transformou o jogo num autêntico pesadelo para Casillas, Xavi, Iniesta, Sérgio Ramos, Piqué… Foram cinco, mas poderiam ter sido mais, ao ponto de nem sequer sobrar espaço para lembrar mais uma deplorável arbitragem, desta vez de um dos principais árbitros europeus, o italiano Nicola Rizzoli, com influência decisiva quer no resultado quer na sua marcha.

É o fim de uma história de seis anos de sucesso máximo, com dois títulos europeus, um mundial e um futebol de encantar?

É certamente o fim de algumas dessas coisas. Mas poderá não ser o fim de todas elas… O que não impede ninguém de riscar o nome da Espanha da lista de candidatos a chegar á final, no Maracanã!

Com tanta história neste jogo sobraria pouca para o outro jogo do grupo, entre o Chile e a Austrália, que fecharia o dia. Chegou a parecer que era uma história de golos, quando ainda dentro do primeiro quarto de hora, e apenas num minuto, a equipa sul-americana fez dois. Afinal, o que parecia uma história de golos acabou por não passar duma história banal do futebol - ganha a equipa que tem os melhores jogadores.  

Ganhou o Chile, por 3-1, com o terceiro golo já nos descontos, mas podia não ter ganho, e a diferença até foi feita pelos guarda-redes!

E foi, ao quarto jogo, a primeira arbitragem limpa, sem influência no resultado… 

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