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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Brasil 2014 III

Por Eduardo Louro

 

 

O dia terceiro do Mundial arrancou com a Colômbia e a Grécia a abrirem o Grupo C.

Os sul-americanos apresentam-se com uma das mais fortes equipas do torneio, especialmente na frente, com quatro avançados que cabem provavelmente nos dez melhores do mundo. E com Falcão, de fora, é bem capaz de dispor de três dos seis ou sete melhores pontas de lança do mundo. E a Grécia … é o costume – não somos certamente nós, portugueses, os melhores para falar da Grécia – e claramente com aspirações a um dos dois primeiros lugares do grupo, que dão o apuramento.

De um lado uma equipa de grande potencial ofensivo e, do outro, outra com grande rigor defensivo. Este era o mote para um jogo que, por isso mesmo, se esperava muito interessante. Não foi de todo desinteressante, mas não foi nada do que se estava à espera. Porque os bons avançados colombianos, para fazerem a diferença, têm que jogar. No banco não resulta, e a verdade é que só tarde de lá saíram. E porque a Grécia foi tudo menos a equipa rigorosa do costume.

Ofereceu um golo – caricato, não há outra palavra para o descrever – logo no arranque do jogo e a partir daí coube-lhe a parte mais desconfortável do jogo. Teria que se virar do avesso!

A verdade é que acabou a primeira parte, e iniciou a segunda, já bem por cima do jogo. Só que quando estava a procurar o empate volta a oferecer novo golo, num canto, situação em que é normalmente muito forte a defender. E já no último minuto do tempo de compensação, desconcentrada, voltou a falhar, permitindo que uma falta a meio campo, rapidamente cobrada, acabasse no terceiro golo, de James Rodriguez.

A Grécia criou três boas oportunidades de golo, a penúltima num remate à boca da baliza que levou a bola à trave e daí para fora da baliza. Tivesse entrado e seria certamente outra a história do jogo…

E a Colômbia de grandes jogadores na frente acabou por fazer três golos sem que verdadeiramente tivesse criado uma oportunidade. Para contrariar as expectativas em torno das duas equipas nada como isso: a equipa que só defende, cria três ocasiões de golo e não marca nenhum; e a que tem tudo para atacar bem não cria nenhuma, mas marca por três vezes!

No segundo do dia, Uruguai e Costa Rica deram o pontapé de saída no grupo D. E deu zebra, como dizem os brasileiros. Não há mundial sem heróis improváveis, e este jogo revelou desde já dois: o ponta de lança Campbell e o guarda-redes Navas. Costa-riquenhos, evidentemente! Não passaria pela cabeça de ninguém que a selecção da América Central ganhasse, e logo por 3-1. Mas também não passaria pela cabeça de ninguém voltar a ver Diego Forlan numa fase final de um mundial!

O árbitro já era conhecido. Conhecemo-lo em Sevilha, há um mês atrás e voltou a confirmar que é mesmo mau.

O prato forte da jornada era mesmo o Itália – Inglaterra, a fechar a primeira jornada do mesmo grupo D. Que jogo!

Um jogo adulto, maturo, com tudo o que é preciso. Com duas excelentes equipas, ambas em registos muito diferentes daquilo que era tido como a sua matriz de jogo. A Itália com muito futebol, bem para lá do simples cinismo italiano, muito para lá de simplesmente especular com o jogo. E a Inglaterra, se não com a melhor equipa de muitas décadas, com a mais excitante de todas. E com um futebol de grande nível, que nada tem a ver com o velho kick and rush britânico.

Estamos habituados a assistir ao lançamento de jovens estrelas na selecção inglesa que, invariavelmente, acabam depois por deixar de cintilar. Não desaparecem mas, sem brilho, deixam de se ver. Não parece nada ser agora o caso. Porque não é apenas um Sterling. São também Sturridge, Baines, Wilshere, Barkley, Lalana, entre os que jogaram, e ainda Chamberlein… Não é um jovem, como era habitual. São sete ou oito, todos já grandes jogadores de futebol!

Ganhou a Itália, do jovem Pirlo, por 2-1. Como podia não ter ganho, ou até ter ganho por maior diferença, porque num jogo destes tudo pode sempre acontecer… Até uma boa arbitragem, finalmente!

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