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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Cada vez mais na mesma

Foto daqui

 

O Benfica ganhou por 3-1 ao Rio Ave, com dois golos de Jonas e outros tantos de Raul Jimenez. Pois... a aritmética já não é o que era, e dois e dois já são só três. 

Marcou quatro goios - mesmo que só três tenham contado, porque o árbitro acha que um jogador pode estar em posição de fora de jogo ainda dentro do seu próprio meio campo - teve uma bola na barra, que por sinal daria num excelente golo, do Pizzi, e mais três penaltis por assinalar. Três! Mais três, esta época já se perdeu a conta...

Poderia pensar-se que o árbitro de hoje tinha dificuldade em ver as mãos dos jogadores dentro da área do Rio Ave. Não viu as mãos dos jogadores vestidos de verde, fosse a jogar a bola - duas vezes - fosse a empurrar. Mas ele não quis que pensassemos isso, e fez questão de dizer que não tinha qualquer problema visual com as mãos dos jogadores naquela zona do campo. Para isso assinalou uma mão quando, dentro da área adversária, um jogador do Benfica (Pizzi) dominou a bola com o peito e se preparava para rematar à baliza...

Sendo tudo isto factos, como lhe chamou Rui Vitória, a verdade é que nem estes factos apagam os fracos argumentos do Benfica. Chega até a parecer estranho como é que tão poucos argumentos criam tantos factos.

Se na segunda parte a exibição do Benfica foi ligeiramente além do sofrível, na primeira foi medíocre - um medíocre menos, ali a rasar ao mau -  ao nível da da Madeira, na última terça-feira. E no entanto começou o jogo a ganhar, com um golo logo aos três minutos, numa jogada até bem construída, na segunda vez que chegou à baliza adversária. 

Só que não há volta a dar: se não marca cedo, é a ansiedade, e as coisas não correm; se marca, também não. Dizer que a equipa se intranquiliza é uma falácia, porque só se intranquiliza quem está tranquílo. E a verdade é que não há qualquer mudança de estado, dando a ideia que a equipa entra sem saber o que tem para fazer. Nem o que o esperar do adversário, ficando ainda mais perdida...

E isto, para mal dos nossos pecados, está cada vez mais na mesma.

 

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