Cada vez que abre a boca...

O futebol ficou mais uma vez manchado por mais um episódio racista. Aconteceu no desafio entre o PSG e o Instanbul Basaksehir, e foi protagonizado por um elemento da equipa de arbitragem romena, tendo por alvo o treinador adjunto da equipa turca, o camaronês Pierre Webó.
Decorria o minuto treze de jogo, e os jogadores de ambas as equipa decidiram abandonar o relvado. O acontecimento correu mundo, a UEFA, condenou veementemente o acontecimento e marcou o jogo para esta tarde, com nova equipa de arbitragem. O PSG ganhou por 5-1 e apurou-se para os oitavos de final da Champions, empurrando o Manchester United para fora da competição.
Mas isso é o que menos importa nestas circunstâncias. O jogo de hoje iniciou-se com uma impressionante manifestação contra o racismo das três equipas em campo, e esse foi o tom de toda a gente do futebol mundial durante todo o dia. Com uma excepção - Jorge Jesus. Que, instado a comentar o sucedido na conferência de imprensa do pré-match relativo ao jogo de amanhã, na Bélgica, respondeu com uma série de chocantes alarvidades que me abstenho de reproduzir.
Não acredito que Jorge Jesus seja misógino, que disse nem saber o que é. Acredito que não saiba, e que isso nem conste do seu vocabulário. Talvez não saiba também o que é racismo, e mesmo assim acredito que não seja racista. É simplesmente um ignorante que não se sabe comportar. E burro, porque nunca aprende nada. Como é que lhe poderia ter passado pela cabeça alguma vez treinar uma equipa de um grande clube europeu, e ganhar a Champions?
Infelizmente é com as cores do Benfica no corpo que acontecem as mais graves manifestações da sua ignorância, e que mais expressão dá à sua dimensão troglodita. E não há nada que apague isso!
Acredito que, com um Presidente à altura do Benfica, à saída da conferência de imprensa teria um dedo a apontar-lhe a porta da rua.