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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Chip, em vez de cântaro!

Na visita a Famalicão, na sexta jornada, o Benfica prosseguiu a marcha vitoriosa deste início de época, com a terceira vitória consecutiva pela margem mínima. A quarta, em seis jornadas. 

Ao contrário do que possa parecer, isto pode até ser bom pronúncio. Não gosto - confesso que gosto mais de goleadas - mas não é raro que coisas assim acabem bem. Tenho aqui falado, a propósito desses últimos jogos, na "estória" da asa do cântaro, que alguma vez lá fica. Hoje não entra na história do jogo.

Que tem no resultado a mesma diferença mínima, mas só isso de paralelo com a história desses jogos. Tudo o resto foi diferente. Mesmo o escasso 1-0,  é diferente do 3-2 e do 2-1 desses jogos. É - lá está - mais parecido com 0 1-0 de Leiria, sobre o Casa Pia. Mesmo jogando bem melhor.

Outra diferença neste jogo em relação aos anteriores está na arbitragem, que desta vez não foi entregue aos habilidosos do costume. Nuno Almeida também erra - e hoje voltou a errar em matéria disciplinar (apenas puxou do amarelo por duas vezes, e já depois dos 90 minutos, na compensação, e pelo vermelho, já com o jogo terminado, muito depois de o ter perdoado a jogadores do Famalicão), e deixou por assinalar um claro penálti sobre Draxler, aos 36 minutos - mas não é provocador. Não deixa a ideia de errar propositadamente, como sistematicamente fazem Tiago Martins, Soares Dias e Fábio Veríssimo, todos encomendados de enfiada logo nas cinco jornadas iniciais.

Posto isto, e sem que  tenha realizado uma exibição de encher o olho, nem isso por esta altura seria expectável, nem repetido as goleadas das últimas épocas em Famalicão (lá está, como elas correram mal ...), o Benfica mandou sempre no jogo. E nem o acerto defensivo do adversário, nem aquela pressão alta inicial, mais ou menos comum a todos os opositores nestes jogos, nem a inspiração do guarda-redes, deixavam no ar a ideia de um jogo muito problemático.

Com três alterações na equipa - as duas forçadas pelas expulsões de Fábio Veríssimo no último jogo, com a estreia de Draxler, no lugar de João Mário, e Musa, no de Gonçalo Ramos, e a já rotineira rotação entre Bah e Gilberto - a primeira parte não foi muito rica. Nem em futebol, nem em oportunidades de golo.

O Famalicão apostou muito em tapar o jogos de flancos do Benfica, juntando os alas aos defesas laterais. Com Draxler, na esquerda, pouco em jogo e bastante apagado, foi pelo corredor direito que o Benfica criou mais desequilíbrios. Sempre que os conseguiu, no entanto, o eixo central da defesa e o guarda-redes do Famalicão resolviam o problema. Neres teve a primeira oportunidade, mas o guarda-redes Luiz Júnior defendeu bem. Depois foi Grimaldo, com o mesmo resultado. E finalmente, a melhor jogada da primeira parte, em que foi cometido o tal penálti que Nuno Almeida não terá visto (ou terá tido medo de assinalar?), mas que o VAR não pôde deixar de ver, acabou por ser concluída com o remate de Enzo para um golo cantado, que Luiz Júnior desviou miraculosamente com a ponta do pé.

Uma defesa que - quem diria? - ficaria a rivalizar com a de Vlachodimos, a 5 segundos do intervalo, no único remate do Famalicão. Mas sabe-se como tantas vezes o primeiro remate do adversário dá em golo. Ora aí está outra das diferenças deste jogo para os últimos.

Ao intervalo Roger Schemidt substituiu Draxler por ... Diogo Gonçalves. É triste, mas é verdade. E resultou. O Benfica passou a ter duas asas e, então sim, entrou com tudo. Voltou a valer Luiz Júnior, a negar o golo a Neres e a Musa, mas cheirava a golo. E Schemidt preparava mais três substituições. Estavam já Rodrigo Pinho - a outra estreia na equipa - Chiquinho(!) e Bah junto à lateral quando Rafa, assistido por Grimaldo e a concluir mais uma boa jogada daquela enxurrada que estava a ser o início da segunda parte, desviou finalmente a bola para dentro da baliza.

Cumpria-se, mesmo à entrada do segundo quarto de hora, o que estava escrito nas estrelas do jogo. As substituições fizeram-se à mesma. E bem!

Não tanto pelo que trouxeram ao jogo - na realidade não tiveram o impacto da primeira, ao intervalo - mas pelo que isso diz da convicção do treinador. O golo, alterando tudo, não alterava nada!

Muda apenas o chip. De modo avalanche para, de novo, modo controlo. E foi nesse regresso ao modo controlo, em absoluta segurança, que o jogo se passou a desenrolar. Até ao fim. Sem cântaro à vista, mesmo com um resultado curto. Curto na expressão, e curto para tanta superioridade! 

Pobrezinho, mas honesto. E sem as "ofertas" que engordaram resultados em Alvalade e no Dragão...

 

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