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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

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Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Coisas que doem*

Resultado de imagem para emigração portuguesa

 

Foi conhecido por estes dias o mais recente Relatório de Envelhecimento da Comissão Europeia, que é publicado de três em três anos, segundo o qual Portugal será dos países europeus com maior redução de população nos próximos 50 anos, altura em que aqui no rectângulo seremos oito milhões de portugueses, praticamente ¾ da população actual. Pior, isto é, com maiores perdas de população, apenas dois países de leste - Roménia e Bulgária – e a Grécia, essa velha conhecida e companheira de rota das últimas décadas.

Claro, com esta panorâmica, o potencial de crescimento da economia portuguesa será o mais baixo da Europa. Porque, evidentemente, a economia é feita de pessoas, e são as pessoas que fazem a economia. Com menos pessoas, menos economia.

Mas nem é aí, no lado da economia, que está o lado mais dramático da realidade que está à vista de todos. Dramático é mesmo a percepção que, se o rumo não for invertido, no limite, o país tende a desaparecer. Dramática é essa ideia de falência colectiva para que fomos arrastados nas últimas décadas por elites míopes e sem estratégia.

Basta lembrarmo-nos que ainda há dois ou três anos tínhamos um primeiro-ministro que mandava os jovens emigrar, e um país rendido à irresponsável ideia da zona de conforto. Instalou-se na sociedade portuguesa uma espécie de convicção que, insistir em viver em Portugal, era recusar sair da zona de conforto. Que emigrar, sair da famigerada zona de conforto, era sinal de espírito empreendedor, na linha dos portugueses de quinhentos.

Não era. Não é. É a linha dos portugueses de 50 e de 60 que, a salto, fugiam do país para sobreviver.

É também por isso que estas notícias doem mais...

 

* A minha crónica de hoje na Cister FM

4 comentários

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    Anónimo 10.06.2018

    Pelos vistos as democracias também elegem os Hitler, os Trump,os Putin, os Duterte, os Erdogan e tutti quanti.

    Indexar um número de votos ao QI de cada votante. Quem quiser votar terá de conquistar esse direito e só terá o nº de votos que merecer. Sei que a inteligência não é uma garantia absoluta mas a pimbalhice é-o muito menos.
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    Anónimo 10.06.2018

    Do mesmo anónimo - porque terão pessoas de nível intelectual superior de depender das análises e escolhas de ignorantes ou idiotas? Sendo hoje possível avaliar com mais ou menos rigor as capacidades de cada um e havendo protecção de dados seria possível votar segundo uma pontuação merecida. Para votar fazia-se um teste que outorgaria um nº e ou qualidade de votos. Não seria exactamente como quando votavam apenas as camadas altas da sociedade. O nível de vida tem influência no nível de inteligência mas se o nível dos testes fosse adaptado ao nível de escolaridade por exemplo talvez se atingisse algum nível aceitável de justiça. Seria de cada um segundo a sua capacidade. Consigo perceber as implicações e dúvidas morais da coisa mas perante os Trumps, Dutertes, Erdogans, Putins, Berlusconis e quejandos não tenho ideia melhor.
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    Eduardo Louro 10.06.2018

    A democracia não é perfeita. É mesmo, como dizia o grande Churchil, o pior dos sistemas... à excepção de todos os outros. É isso, não é perfeita, mas ainda ninguém encontrou melhor. E a democracia só é democracia na base de um homem (ou ma mulher)/um voto.
    Nenhum voto de nenhum homem, ou de nenhuma mulher, pode valer mais que o de qualquer outro, ou qualquer outra. Quando houver pessoas cujo voto valha mais que o de outras isso pode haver tudo, mas não há democracia.
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