Desilusão
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Mais uma vez a Luz cheia, que nem um ovo, de benfiquistas crentes. Um Estádio que começou a cantar o seu amor ao Benfica, para acabar em assobios.
As meias-finais da Champions que há três ou quatro semanas era dada por adquirida, é hoje uma miragem. A esperança cedeu à desilusão. O futebol entusiasmante de há três ou quatro semanas cedeu ao esgotamento. O interruptor caiu para off, e ninguém mais o conseguiu levantar.
Ouve-se por aí que os adversários já descobriram o antídoto para o futebol de Roger Schemidt. É fácil encontrar o antídoto quando os automatismos começam a falhar. Quando os jogadores quebram física e mentalmente, perdem a confiança, e passam a falhar o que nunca falhavam. Os passes deixam de levar a direcção certa porque o movimento colectivo deixou de funcionar. O que era automático, e fluente, emperra e os espaços, e as linhas de passe que antes se abriam facilmente, são agora facilmente tapados.
Não foi o Porto de Sérgio Conceição que descobriu a pólvora. Nem hoje o Inter de Inzaghi que aproveitou para o copiar. É Roger Schemidt que não percebe que a forma individual e colectiva da equipa caiu e, com ela, a dinâmica da sua ideia de futebol, e confiança dos jogadores.
Não é essa ideia que está errada no treinador do Benfica. São outras coisas. O que está errado é que Schemidt não tenha uma ideia de gestão dos jogadores e do plantel. Que não tenha percebido que os momentos de forma se esgotam. Que há lesões, e castigos. E que por isso não pode contar apenas com onze jogadores. Tem que contar com muitos mais e, para isso, têm que jogar. E que não pode deixar de ter um plano B para aquele seu futebol.
Ao jogo, e à derrota de hoje, a segunda em quatro dias, haverei de voltar daqui a umas horas. Depois de refeito, se é que isso é possível!