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Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

Quinta Emenda

Tenho o direito de ficar calado. Mas não fico!

E no fim ganha Verstappen...

A terceira corrida foi a mais atribulada da nova época da Fórmula 1. O Grande Prémio da Austrália, corrido esta manhã, em Melbourne, teve "safety car" logo na primeira volta, e depois mais três vezes, e três bandeiras vermelhas, correspondentes a outras tantas interrupções. Ao todo forma quatro largadas, duas nas últimas três voltas, e terminou com o "safety car", na frente da corrida.

Mais atribulado que isto, sem acidentes de risco, é difícil.

No fim, e apesar de tudo isso, nada de muito diferente do que Lineker dizia do futebol. Na circunstância," mutatis mutantis", são vinte carros e, no fim, ganha Verstappen. 

A corrida do circuito de Albert Park até chegou a prometer ser diferente, mas não foi. Verstappen arrancou da "pole", com o Mercedes de George Russel ao lado. Na segunda fila, Hamilton e Alonso. O Red Bull de Perez partia do vigésimo, e último lugar da grelha de partida.

Os Mercedes pareciam estar de volta, com o segundo e o quarto lugar na grelha. E, mais ainda, quando saltaram para os dois primeiros da corrida logo no arranque. Começava Russel a ganhar vantagem quando entrou logo, e pela primeira vez, o "safety car", depois de, na terceira curva, o Ferrari de Charles Leclerc ter ficado fora da corrida, e a pista cheia da gravilha que soltou. À saída do "safety car" os dois Mercedes discutiam a liderança, sendo até estranho o incómodo que isso provocava na equipa. E nos pilotos.

Depois, tudo começou a correr-lhes mal. À sétima volta voltou o "safety car" à pista, depois do acidente de Alexander Albon (Williams). Russel aproveitou para ir às boxes, mudar de pneus mas, de imediato, a direcção da corrida decidiu-se pela bandeira vermelha. E a  estratégia saiu furada ao mais novo dos ingleses passou de primeiro na corrida, para sétimo na segunda largada. Ainda recuperou até à quarta posição mas, à 18ª volta, o motor do Mercedes estourou, e deixou-o apeado.

Com a ida às boxes do colega, Hamilton herdara o lugar da frente, e foi daí que partiu para essa segunda largada. Mas por pouco tempo, o "DRS" da Red Bull resolveu depressa a questão. Uma coisa era quando Hamilton tinha o "DRS" que lhe era dado por Russel. Outra foi quando ficou sozinho, e sem a possibilidade desse dispositivo. E Verstappen chegou com toda a facilidade à frente da corrida. Para não mais a largar, mesmo com tudo o que ainda estava para acontecer.

E para acontecer estavam o despiste de Kevin Magnussen (Haas) na 53ª volta e o acidente entre Gasly e Ocon na 57ª. E mais duas bandeiras vermelhas, com mais duas novas partidas. Na primeira delas só Verstappen, que segurou a posição, e Hamilton, escaparam à confusão. Carlos Sainz tocou em Alonso, e isso valeu-lhe uma penalização de 5 segundos, que o tirou dos lugares pontuáveis. Os dois Alpine bateram entre si, Perez foi parar à brita,  e Sargent bateu em cheio na traseira de De Vries. Tudo isso, claro, gerou nova bandeira vermelha e a decisão de fazer a última largada, apenas para os carros cruzarem a linha de chegada atrás do "safety car".

Apesar de todos os incidentes, ou talvez por eles, Verstappen não demonstrou a superioridade habitual. Mas ela esteve lá, e acabou por se perceber indiscutível. Nas suas palavras quando, no final, referiu ter optado pela cautela porque "ninguém sabia se os pneus iriam durar até o final". E nas de Hamilton, empolgado por voltar a disputar na frente do pelotão "depois de tantas corridas lutando por quintos lugares".

Alonso ficou o último lugar do pódio, o 101º da sua carreira, e voltou a confirmar a forma da Aston Martin, que segue em segundo lugar na classificação dos construtores. A Ferrari voltou a desiludir, com a desistência de Leclerc, e o 12º lugar (pela penalização) de Sainz. Da Mercedes, com o estoiro do motor do carro de Russel, e apesar do regresso á frente das corridas por algumas voltas, não dá ainda para se falar de recuperação. Ficou a sensação clara que o segundo lugar de Hamilton só foi possível pela sua motivação extra de estar na disputa dos lugares da frente. E que, mesmo assim, não teria resistido ao Aston Martin de Alonso sem as duas últimas bandeiras vermelhas.

 

 

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