Especulações … mas não só!

Rui Rio afirmou hoje que o carro utilizado por Eduardo Cabrita, que provocou há duas semanas o atropelamento mortal ainda por esclarecer, e sobre o qual o ministro mantém total silencio, não consta no Registo Automóvel.
Não faço ideia se o carro está ou não legalmente registado, custa-me a crer que não esteja. Como me custa a crer que Rui Rio tenha feito tais declarações de forma leviana, e não confirmada.
Mas há outra coisa que, custando-me também a crer, é absoluta realidade. O carro é de 2011, isto é, teve o seu primeiro registo em 2011. A matrícula é de 2018. Esta é a realidade.
Uma realidade que normalmente corresponde a carros importados usados, que na chapas de matrícula legalmente em vigor até ao final de 2019, levavam a numeração da série em vigor no acto do seu registo em Portugal e, na faixa amarela da esquerda, o mês e o ano do seu primeiro registo.
O que custa a crer, e é certamente uma enorme surpresa para todos, é que o governo português adquira carros velhos no estrangeiro - neste caso com sete anos - para uso dos seus ministros. Não bate certo. A não ser que - perdoe-se-me a brincadeira - esta seja a forma que o governo encontrou para, já então, castigar Eduardo Cabrita. Se calhar, em vez de o pôr em frente à janela com orelhas de burro, Costa - ou terá sido Centeno? - deu-lhe um carro velho.
Há sempre outra hipótese. A de Eduardo Cabrita querer muito andar num BMW série 7 mas o plafond para o Ministério que lhe entregaram só dar para um série 3...